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Atitude é Tudo

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Ame generosamente...
Cuide-se intensamente...
Fale com gentileza...
E, principalmente, não reclame.
Deixe o restante com Deus.

Textos mais lidos

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...
Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá....
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então,sem uma especialidade profissional, sem estudos,ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria,e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...


Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...
Tudo mudou,tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens,Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...
Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

(História verídica)

Nunca desista de seus objetivos, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!
Que Deus lhes abençoe poderosamente concedendo o dom da caridade e da fé.

Amém!!

Um menininho brincava no tanque de areia da praça naquela manhã de sábado. Tinha com ele sua caixa de carrinhos e caminhões, seu balde plástico e uma pá vermelha brilhante. No processo de criar estradas e túneis na areia macia, ele descobriu uma pedra grande no meio do tanque de areia.

O mocinho cavou ao redor da pedra, conseguindo desalojar a sujeira. Com muito esforço, usando as mãos, os pés e em todas as posições possíveis, ele conseguiu empurrar a pedra através do tanque de areia. Era um menino muito pequeno e a pedra, para ele, era enorme. Quando o menino alcançou a borda do tanque de areia, ele descobriu que mais difícil ainda ia ser passar a pedra sobre a pequena parede.

Determinado, o menininho empurrou, empurrou e empurrou, mas a cada vez que ele achava ter feito algum progresso, a pedra virava e rolava de volta para o tanque. O menininho grunhiu, lutou, empurrou, mas sua única recompensa era ter a pedra rolando de volta, esmagando seus dedinhos rechonchudos. Finalmente rompeu em lágrimas de frustração.

Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele disse:
- Filho, por quê você não usou toda a força que você tinha disponível?

Derrotado, o menino respondeu:

- Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha!

- Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. - Você não usou toda a força que você tinha. Você não me pediu ajuda.

- E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de areia.

Desconheço o autor

Como pode ser isso?
Esta foi a pergunta, que segundo a narrativa bíblica, Maria fizera ao anjo do Senhor, quando foi comunicada que seria a mãe de Jesus. A pergunta tinha muito sentido, visto que ela ainda não estava casada com José e tão pouco havia mantido com ele – nem com homem algum - qualquer tipo de intimidade física. Maria, num misto de pânico e surpresa, expôs ao emissário celestial as limitações próprias de sua condição humana, enquanto mulher.
Como pode ser isso?

Estamos sempre sendo confrontados com situações humanamente impossíveis de serem solucionadas, diante das quais toda lógica e racionalidade humanas caem por terra e, de repente, vem um mensageiro dos céus nos falar de esperança, de possíveis alternativas, nos apontar caminhos de vitória.
É interessante como Deus nos surpreende nas horas mais difíceis, e nos momentos mais escuros da vida. Ele sempre manda seu anjo trazendo palavras de ânimo e de fé; um revigoramento das forças para que nos ponhamos, outra vez, de pé. A prostração não combina com aqueles que confiam em Deus e estão debaixo de sua sombra e iluminados por sua luz.
Como pode ser isso? Tal pergunta revela o dilema interior diante de uma contradição que está posta em nós: as impossibilidades humanas e o agir sobrenatural de Deus. Nós sempre pensamos logicamente, enquanto que, em Deus, lógica, mistérios, milagres e surpresas se misturam como formas de um agir essencialmente Divino. Por isso, o mesmo anjo da anunciação foi também o emissário da esperança, quando disse à virgem de Nazaré: ‘Para Deus nada é impossível” (Lc 1:37) Nossa racionalidade não consegue alcançar a beleza e a força do sobrenatural, somente possíveis pela experiência da fé.
Há sempre um mensageiro de Deus perto de nós, trazendo-nos a mensagem de que o impossível pode ser possível; o incurável tem cura; o inconsolável tem consolo. Tudo por uma razão muito simples: para Ele nada é impossível. Este anjo está presente na voz de quem nos fala de fé; na presença de quem nos proclama vitória; de quem nos visita nas horas difíceis; de quem nos ajuda a caminhar e nos diz: não desista, confie em Deus. Na anunciação,o anjo só se retirou quando Maria, entendendo pela fé a mensagem divina, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra”.(Lc 1:38)
Não perguntemos mais: como pode ser isso? Apenas exercitemos a fé e procuremos dar ouvidos aos que falam das boas novas de um Deus que pode tudo. E ao contrário dos que não crêem, porque só vêem a vida pela ótica da racionalidade e da limitação, digamos sempre diante das situações aparentemente insolúveis: cumpra-se em mim a tua palavra Senhor, pois a tua palavra é semente de vitória. “Tudo posso Naquele que me fortalece”-porque, para DEUS, nada é impossível!!!!

Estevam Fernandes

O laboratório de Thomas Edison foi totalmente destruído pelo fogo em dezembro de 1914. Apesar dos prejuízos ultrapassarem dois milhões de dólares, o prédio estava segurado em apenas 238 mil dólares, porque era de concreto, que se imaginava à prova de fogo. Muito do trabalho de Edison se foi com as chamas impressionantes daquela noite de dezembro.
No auge do fogo, o filho de Edison, Charles, um rapaz de vinte e quatro anos, procurava freneticamente pelo pai em meio à fumaça e aos destroços. Finalmente o achou, calmamente observando a cena, com ar de reflexão, seu cabelo branco ao vento.
"Meu coração doeu por ele", contou Charles. Era um homem de sessenta e sete anos que via tudo o que possuía se consumir nas chamas.
Quando me avistou, meu pai gritou: "Charles, onde está sua mãe? Chame-a depressa e traga-a aqui, porque ela nunca mais terá a oportunidade de ver algo assim."
Na manhã seguinte, Edison, olhando para as ruínas, refletiu: "Há um lado bom na desgraça. Todos os nossos erros são queimados. Graças a Deus, podemos recomeçar do zero."
Três semanas depois do incêndio, Edison inventou o fonógrafo.

Autor desconhecido

. Quando resolver dar alguma coisa, dê com alegria.
. Não acredite em tudo que lhe dizem. Não desacredite de tudo que afirmam ser mentira.
. Quando disser te amo, demonstre esse amor com gestos.
. Quando disser "desculpe-me", olhe a outra pessoa diretamente nos olhos.
. Acredite em amor à primeira vista.
. Acredite em antipatia à primeira vista.
. Nunca puxe o tapete dos outros, geralmente você também está em cima dele.
. Viver apaixonadamente com todos os ferimentos que isso vai acarretar: vale a pena.
. Fale devagar e pense rápido.
. Não julgar uma pessoa por seus familiares.
. Se perguntarem algo indiscreto, sorria e diga: "Por que você quer saber isso?" A conversa geralmente termina por aí.
. Lembre que o grande amor e as grandes conquistas representam grandes riscos.
. Telefone para seus pais e diga o quanto os ama.
. Quando errar não esqueça a lição. E corrija o que for possível.
. Lembre sempre de 3 coisas: respeito por você mesmo, pelos outros e por seus atos.
. Quando atender ao telefone, sorria ao dizer alô. Quem está do outro lado da linha vai perceber.
. Não deixar as pequenas brigas destruírem as grandes amizades.
. Case com alguém com quem goste de conversar.
. Jamais esqueça que na velhice podemos perder muita coisa mas a capacidade de comunicação permanece intacta.
. Fique sozinho de vez em quando. Mas apenas de vez em quando.
. Leia mais. veja menos TV: fica mais fácil passar aos seus filhos o que você aprendeu.
. Saiba que o silêncio, muitas vezes, pode ser a melhor resposta.
.Ore. O poder da oração é infinito.
.Leia nas entrelinhas.
. Viva uma vida que lhe permita olhar para trás e sorrir.
. Em discussões com pessoas amadas, concentre-se no presente e não traga as feridas do passado.
. Quando viajar, visite um lugar onde ninguém mais da excursão foi. Este será seu lugar.
. Você pode ter qualquer coisa, mas não pode ter tudo.
. Lembre-se que seu caráter é um espelho do seu destino.
. Aproveite a sorte quando ela está a seu favor.
. Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe sua ponta no mel.
. Peça ajuda e saiba reconhece-la.
. Aprenda todas as regras, e transgrida algumas assim que for possível.
. Escolha seus amigos. E escolha seus inimigos: não dê a qualquer um a honra de enfrentá-lo.
. Quando alguém começar a lhe agredir verbalmente, não interrompa. Verá que a agressão se esvaziará por si mesmo

Desconheço o autor

"... Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotadode alguns mais e de alguns menos em hora,momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim.
E de medo de não agüentar,caso um dia venham, a ser.
O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e visadas.
Supondo encontrar um chato onde está um diferente,talentos são rechaçados; vitórias, adiadas;esperanças, mortas.
Um diferente medroso, este sim,acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem.
Os diferentes raivosos acabamtendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entendeo porque de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar,mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar- mesmo sem querer - alterando algo,ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digerea ira do irremediavelmente igual:a inveja do comum; o ódio do mediano.
O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo,já no primário, onde os demais de mãos dadas,e até mesmo alguns adultos por omissão,se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em:"Puxa, fulano, como você é complicado".
O que é o embrião de um estilo próprio em :"Você não está vendo como todo mundo faz? "
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortesdo que o mundo se transformaram(e se transformam)nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longedo que o consenso.
O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco;chora onde outros xingam; estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam.Espera de onde já não vem.
Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas que só ele sabe ser importantes.
Engorda onde não deve.Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol,porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso,deboche, escárnio, e consciência dolorosade que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão:enfermos, paralíticos, machucados,engordados, magros demais,inteligentes em excesso, bons demaispara aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas,de mumunha, de malícia ou de baba.
Aí estão, doendo e doendo,mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir e entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana.
De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois."

Artur da Tavola

- Vó?
- Oi?
- Ontem eu vi de novo aquele filme que você gosta.
- Qual, minha querida?
(como se não houvesse muitos filmes que a Vovó amava).
- Aquele daquele homem que é meio bobo e fica contando histórias no ponto de ônibus...
- Ah, sei ... Forrest Gump...
- Isso.
- E você gostou do filme?
- Gostei, mas não entendi uma coisa...
- O que?
- Quando começa o filme, tem uma pena voando, que voa, voa, e cai no colo do Forrest Gump.
Ele guarda "ela"no livro e começa a contar a história para um monte de gente.
- Exato.
- Então, no final, ele abre o livro e ela sai voando outra vez.
Para que serve essa pena, heim, Vovó?
- Bem, pituquinha, ele explica isso no final.
Talvez você não tenha percebido.
- Acho que não.
- Forrest Gump não é uma pessoa igual às outras: ele tem uma inteligência limítrofe.
Não fale que ele é meio bobo que isso é muito feio.
Ele tem uma inteligência de uma criança de cinco anos,por isso tem dificuldade de entender as coisas como as outras pessoas.
É um homem grande com a cabeça de uma criança, não é meio bobo ou retardado, tá bom?
- Tá.
- Você quer saber por que a pena começa o filme voando até pousar no colo do Forrest Gump, e depois sai voando de novo, não é?
- Isso.
- Então..., no final do filme, ele conta que na sua vida houve duas pessoas que o influenciaram muito: uma foi a sua mãe, o outro, seu amigo que ele conheceu na guerra do Vietnã, que é o tenente Dan.
A mãe ensinou para ele que ter uma deficiência não é desculpa para desistir da vida.
Ela se recusou a colocá-lo em uma escola para deficientes, e sempre empurrou o filho para frente, sempre ensinou-o a não se conformar com as suas próprias limitações.
Forrest foi para a escola, estudou, teve um problema na coluna que o obrigou a usar aquele aparelho horrível, você se lembra?
- Lembro sim.
- Tem uma cena que a Vovó gosta demais nesse filme, que é aquela em que os meninos valentões correm atrás dele numa caminhonete.
Eles querem zoar com ele e até machucá-lo, e a sua amiguinha grita para o menino:
Corra, Forrest, corra !
E ele sai correndo, de aparelho e tudo, a caminhonete atrás dele, os meninos gritando...,à medida que ele corria, o aparelho vai caindo, pedaço por pedaço, e quanto mais ele se livrava do aparelho ortopédico, mais rápido ele conseguia correr, mais ele deslanchava, até entrar correndo em um campo gramado e sumir ao longe, deixando para trás os seus perseguidores...
- Vó?
- Oi?
- Você está chorando?
- Não, ..., não querida, é que a vovó esqueceu de pingar o colírio (falou isso enquanto enxugava furtivamente algumas lágrimas).
- Por que você gosta tanto dessa cena, Vovó?
- Porque Vovó acha essa cena muito emocionante, muito alegórica.
- Alê o que?
Riu-se, gostosamente.
- Alegórica. Quer dizer que ela tem um significado maior do que está na tela.
- Qual o significado?
- Na vida, a gente fica tentando endireitar tudo, minha querida, e às vezes temos que passar muito, muito medo para podermos nos livrar de nossos aparelhos, de nossas muletas.
Forrest descobre que já está pronto, que pode correr como ninguém, como ninguém, e mais longe do que qualquer menino valentão e bobo que se acha grande coisa ...
Olhou para a neta, que a olhava fixamente.
- Desculpe, querida, acho que me empolguei um pouco.
- Vó?
- Oi?
- É para isso que temos medo?
- Acho que sim.
- Temos medo para tirar as muletas?
- E os aparelhos. E ir para frente.
- Legal. Vó?
- Fala.
- E a pena?
- É mesmo, já ía me esquecendo... então, eu falei que a mãe de Forrest Gump o ensinou a nunca sentar sobre seus problemas, a nunca se intimidar com as suas dificuldades.
Ela ensinou para ele que, na vida, Deus dá uma série de cartas para a gente jogar o jogo, e temos que aproveitar as nossas cartas do melhor jeito possível.
- E a pena?
- Já vai, já vai... a outra pessoa importante na vida de Forrest Gump é seu amigo, tenente Dan.
Juntos, eles foram para a guerra, tiveram um pesqueiro, montaram uma empresa e ficaram muito ricos.
E o tenente Dan ensinou que na vida, a gente é como uma peninha levada pelo vento, de um lado para outro, e nunca tem como descobrir para onde vai o sopro de Deus..., nunca a gente sabe para que lado vai a pena.
Fez um silêncio grave.
- Como assim?
- Quando você crescer, vai perceber como nosso destino é caprichoso, meu bem.
Um dia estamos aqui, outro dia estamos lá, como se tivesse um
gozador assoprando a vida para lá e para cá, para lá e para cá.
(Fez um movimento com a mão, simulando a pena indo e voltando.
A menina acompanhou o movimento com os olhos).
- Quer dizer que a gente não sabe para onde vai essa pena ?
Trouxe-a para mais perto.
- A gente não sabe... mas sabe, quando a gente chega na idade que chegou a Vovó aqui, podemos perceber os caminhos misteriosos que a pena toma no ar, até pousar, segura, no colo de Deus.
Mas isso a gente só descobre depois de passar muito tempo tentando adivinhar:
Qual a direção do vento?
Qual a umidade relativa do ar?
Qual o peso da pena?
Como o Caos vai comandar a direção que a pena vai tomar?
Coçou a cabeça, em seu gesto característico.
- Vó?
- Oi?
- O que acontece quando a gente pára de tentar adivinhar para onde vai essa pena?
- A gente se deixa levar pelo vento, minha querida.
- Quer dizer que você dá razão para a mãe e para o amigo do Forrest?
Olhou com uma agradável sensação de surpresa.
- Isso mesmo! Como você é esperta!
Eu dou, mesmo, razão para os dois.
A gente joga da melhor forma que puder, com o máximo de empenho, mas também respeita as linhas do vento.
Gostou?
- Gostei, gostei muito... sabe, Vó, é tão bom ter você... será que um dia esse vento vai te levar para longe de mim?
Estremeceu ligeiramente.
- Não, meu bem... por mais longe que vão nossas penas, nosso coração vai estar sempre perto um do outro, tá bom?
- Tá bom.
Ficaram num silêncio de fim de conversa.
- Eu vou brincar um pouco, tá?
- Isso, vai brincar de Forrest Gump.
- Vou correr até cansar.
- Isso. Vai mesmo.
Mal conseguiu disfarçar a voz embargada de lágrimas.


Autor: Marco Antonio Spinelli

Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai. Enquanto conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os
cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse: Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou
Serão mais importantes na medida em que você envelhecer.
Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando...
Que estranho conselho - pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados.
Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.
À medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.
À medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.
Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:
O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa...
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor se transforma em afeto.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração para sem avisar.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.
Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros...
Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!

Desconheço o autor

Importante é saber cultivar a amizade...Não importa se é um amigo-irmão do peito ou se é um colega mesmo que distante, o que importa é que o respeite por aquilo que ele representa para você ...



O segredo do tempo é consumi-lo sem percebê-lo.
É fingir-se infinito para não o vermos passar
É fazer-se contar em anos em vez de momentos
Relógio, despertador, cronômetro, calendário
Tudo engodo para imaginarmos prendê-lo, controlá-lo
Ampulheta, único instrumento sincero do tempo
Regressivamente, nos impõe a gravidade
De haver realmente um último grão
Riscando na areia a nossa fragilidade
Mas o tempo é imparcial
Não distingue rico de pobre
Preto de branco, homem de mulher
Devora-se sem escolhas
Matar o tempo é matar-se sem sentido
Perdê-lo é viver em vão
Faz-se devagar nos maus momentos
Depressa quando o queremos
Ponteiro invisível da vida
Peça necessária do fim
A sua fome é insaciável
A sua vontade é determinante
A sua procura é unanime
Se esconde nas sombras que se movem
Nos objetos que não mais servem
Nas pessoas que nunca mais vimos
Na podridão das frutas que não foram colhidas
Nas lembranças já esquecidas
Revela-se nas fotos que se desbotam
Nas cartas que amarelam
Nas crianças que crescem
Nas rugas que aparecem
Deixa-nos a esperança de Pandora
Nas ações dos que virão
No nascimento dos rebentos

Paulo Esdras

Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e, inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para o vôo, será um prisioneiro. A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.
O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso completamente plano, tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.
Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso,persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto atirar-se contra o fundo do vidro.
Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo acima. Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima, olhe para os lados, procure seu espaço, reconheça suas habilidades, crie saídas, alargue seus horizontes...
‘Não podemos mudar a direção do vento, mas podemos ajustar as velas”.


Desconheço o autor

Conta-se que certa vez dois irmãos foram admitidos em uma Empresa na função de faxineiro, visto que tinham pouca instrução.
Um dia, foi oferecida a oportunidade para todos que a quisesse de, após o término do expediente, ficar até mais tarde e cursar o supletivo por conta da Empresa.
Um dos irmãos imediatamente agarrou esta chance. O outro, porém, acomodado à própria situação, disse: Eu, hein, fazer hora-extra sem receber para isso...
Em outras ocasiões, a história se repetiu: oportunidades eram oferecidas - cursos de digitação, informática, noções de contabilidade, treinamentos em relacionamento humano, etc - um agarrava de frente a oportunidade, investindo seu tempo no desenvolvimento pessoal e profissional; o outro, sempre com "belas" justificativas para não ser "explorado", apresentava desculpas das mais diversas tais como:
E o meu futebol, meu programa de televisão, o barzinho com os "amigos", etc...
Passado algum tempo, aquele irmão que investira seu tempo com afinco em seu aperfeiçoamento foi se destacando... Tanto que à medida que foram surgindo vagas dentro da Empresa, a ele eram oferecidas. E isto o exigia mais ainda em empenho, e prontamente ele dedicava-se mais e mais...
Tempos depois, chegou a gerente, não apenas mais um gerente mas sim o melhor gerente da Empresa.
E foi feita uma festa em homenagem ao rapaz.
Na festa, alguém que não sabia do parentesco entre o ainda faxineiro e o então gerente, aproximou-se daquele e disse: Formidável este gerente!

- É... e ele é meu irmão... - disse o faxineiro.
- Seu irmão? - exclamou, incrédulo, o interlocutor - E ele é gerente e você faxineiro...
- É... na vida ele teve sorte...! - Concluiu o faxineiro.


Autor desconhecido


Existe um mito de que as pessoas bem sucedidas ou "bem de vida" tiveram sorte , mas já dizia Thomas Jefferson , "Creio bastante na sorte. E tenho constatado que, quanto mais eu trabalho, mais sorte tenho". Por isso cada um de nós é dono da própria sorte , faça a sua sorte , alguns aproveitaram melhor as oportunidades que lhes foram dadas , outro menos , mas se voce for capaz , trabalhar e nunca desistir , tenha certeza à sorte lhe baterá na porta.

As imagens que seguem são do mesmo local, porém em estações diferentes!!!
Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma Pereira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão, e o quarto e mais jovem, no Outono.
Quando todos eles partiram, e retornaram, ele os reuniu, e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes, e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas...
O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore...
Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são, e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estão completas.
Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu Verão, a expectativa do Outono.

Desconheço o autor


Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.
Persevere através dos caminhos difíceis, e melhores tempos certamente virão de uma hora para a outra!!!

Todos somos deficientes em algum aspecto , seja cultural , social , espiritual , profissional , educacional , às vezes em até mais de um, mas isto não nos permite que sejamos medíocres , não temos o direito de desistir , de entregar os pontos e viver na penumbra . Devemos fazer uma rigorosa auto analise e estabelecermos um plano de ação para diminuir estas deficiências ou torna-las uma vantagem competitiva , temos que enfrenta-las , pois a pior deficiência não é a física , mas a psicológica , aquela que parece controlar a nossa mente , sabotando nossos sonhos e realizações , com uma "voz" solitária que se junta ao coro de nossos medos e imperfeições conseguindo assim paralisar nossas ações , sussurrando desculpas convincentes o suficiente para que possamos justificar as nossas desistências.
O que difere o sucesso do fracasso é desistir , quando fazemos isso , em qualquer momento da nossa existência damos vida ao fracasso , pois enquanto estivermos lutando estamos no caminho do sucesso e quando desistimos interrompemos esta jornada e damos de cara com o fracasso.
A pior das deficiências é ser miserável , pois "Miseráveis" são todos aqueles que não aproveitam o seu próprio potencial , não se esforçam o bastante para atingir suas metas , não acreditam em seus próprios sonhos , não são felizes , que têm medo da vida , que não conseguem manter um relacionamento estável , que não conseguem falar com Deus.

Desconheço o autor

"Cada um de nós carrega suas próprias muletas nas costas para serem usadas como desculpas."
Bob Winner

Vá descendo e veja a imaginação do pintor
































Os Seres humanos são criaturas tão pequenas, não ?

Então não se preocupe tanto com todas as coisas, aproveite cada momento, faça tudo o que você deseja fazer ...
Amplie sua vista, amplie sua mente, Não se preocupe tanto com coisas que te aborrecem, aproveite sua vida com amor, segurança e paz, esteja sempre feliz com cada dia que nasce ...
Aproveite o por do Sol ...
Sempre olhe para o lado positivo das coisas ...

Desconheço o autor

Nasrudin encontrou um homem desconsolado sentado à beira do caminho e perguntou-lhe os motivos de tanta aflição.

- Não há nada na vida que interesse, irmão. Tenho dinheiro suficiente para não precisar trabalhar e estou nesta viagem só para procurar algo mais interessante do que a vida que levo em casa. Até agora, eu nada encontrei.

Sem mais palavra, Nasrudin arrancou-lhe a mochila e fugiu com ela estrada abaixo, correndo feito uma lebre. Como conhecia a região, foi capaz de tomar uma boa distância.

A estrada fazia uma curva e Nasrudin foi cortando o caminho por vários atalhos, até que retornou à mesma estrada, muito à frente do homem que havia roubado. Colocou a mochila bem do lado da estrada e escondeu-se à espera do outro. Logo apareceu o miserável viajante, caminhando pela estrada tortuosa, mais infeliz do que nunca pela perda da mochila. Assim que viu sua propriedade bem ali, à mão, correu para pegá-la, dando gritos de alegria.

- Essa é uma maneira de se produzir felicidade - disse Nasrudin.

Contos Sufi de Nasrudin

De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou SER FELIZ!!!
Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade. Sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente. Não preciso comprar o canto dos pássaros nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores.
Vou sorrir mais, sempre que puder.
Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém pra dizer que estou com saudades!
Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças, vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos. Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver os minutos proveitosamente. Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.
Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo. E o maior bem que possuo é a própria vida.
Vou lembrar-me de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem...
Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E quando a noite chegar vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu FUI FELIZ!



Desconheço o autor


Gibran Kahlil Gibran



Do Primeiro Olhar
Do Primeiro Beijo
Do Casamento



Do Primeiro Olhar




É aquele momento em que a Vida passa da sonolência para a alvorada. É a primeira chama que ilumina o íntimo mais profundo do coração. É a primeira nota mágica arrancada das cordas de prata do sentimento. É aquele momento instantâneo em que se abrem diante da alma as crônicas do Tempo, e se revelam aos olhos as proezas da noite, e as vozes da consciência. Ele é que abre os segredos da Eternidade para o futuro. É a semente lançada por Ishtar, deusa do Amor, e espargida pelos olhos do ser amado na paisagem do Amor, depois regada e cuidada pela afeição, e finalmente colhida pela alma.

O primeiro olhar vindo dos olhos do ser amado é como o espírito que se movia sobre a face das águas e deu origem ao céu e à terra, quando o Senhor sentenciou: "E agora, vivei!"

Do Primeiro Beijo

É o primeiro gole de néctar da Vida, numa taça ofertada pela divindade. É a linha divisória entre a dúvida que engana o espírito e entristece o coração, e a certeza que inunda de alegria nosso íntimo. É o começo da canção da Vida e o primeiro ato do drama do Homem Ideal. É o vínculo que une a obscuridade do passado com a luminosidade do futuro; é a ponte entre o silêncio dos sentimentos e a sua própria melodia. É uma palavra pronunciada por quatro lábios, proclamando o coração um trono, o Amor um rei e a fidelidade uma coroa. É o toque leviano dos dedos delicados da brisa nos lábios da rosa — pronunciando um longo suspiro de alívio e um suave gemido.

É o começo daquela vibração mágica que transporta os amantes do mundo das coisas e dos seres para o mundo dos sonhos e das revelações.

É a união de duas flores perfumadas; e a mistura de suas fragrâncias, para a criação de uma terceira alma.

Assim como o primeiro olhar é uma semente lançada pela divindade no campo do coração humano, assim o primeiro beijo é a primeira flor nascida na ponta dos ramos da Árvore da Vida.

Do Casamento

Aqui o Amor começa a traduzir a prosa da Vida em hinos e cânticos de louvor, com música que é preparada à noite para ser cantada durante o dia. Aqui a força do amor despe-se dos seus véus, e ilumina todos os recessos do coração, criando uma felicidade que só é excedida pela da Alma quando se encontra com Deus.

O casamento é a união de duas divindades para dar nascimento a uma terceira na terra. É a união de duas almas num amor tão forte que possa abolir qualquer separação. É aquela superior unidade que junta as metades antes separadas, de dois espíritos. É o elo de ouro de uma cadeia cujo começo é um olhar, e cujo fim é a eternidade. É a chuva pura que cai de um céu perfeito para frutificar e abençoar os campos da divina Natureza.

Assim como o primeiro olhar entre os que se amarão é como uma semente lançada no coração humano, e o primeiro beijo de seus lábios uma flor nos ramos da árvore da vida, também a união de dois amantes pelo casamento é como o primeiro fruto da primeira flor daquela semeadura.

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

...desta vez ela não fingiu não me ver, não me ignorou como muitas vezes já o fez e provavelmente ainda o fará muitas outras. Me olhou e sorriu, acenou brevemente e aquele momento mágico chegou ao fim, ela sentou quatro cadeiras a minha frente e o lugar vago ao lado logo foi ocupado por uma amiga, pude apenas me conformar com aquele segundo em que o coração outra vez disparou e se sentiu feliz...
As coisas do universo são incríveis. A saudade já me machucara a algum tempo e como que para suprir essa falta, fui presenteado com o “encontro”. Às vezes chego realmente a acreditar que querer é poder, infelizmente o tempo faz com que as coisas percam o sentido de ser e algumas vezes faz o homem se acovardar diante das circunstancias. Fiquei ali, sentado, apenas observando, admirando cada gesto, cada sorriso; aproveitando cada minuto, tudo em volta perdeu a importância, tudo era irrelevante perto dela; não sei de onde vem tanto querer, tanto amor e não sei como este sobrevive sozinho...se auto-alimenta?
Minha parada chegou e tive que descer, ela nem imagina o bem que me fez apenas com um sorriso e um aceno. Nunca vai saber. Isso parece masoquismo mas é impressionante como podemos ficar felizes por tão “pouco” mesmo sabendo da impossibilidade do “ter”. Um dia talvez eu entenda o porque ainda me sinto assim.


Questiona Charlie Brown em uma das tiras dos Peanuts: "mas o amor não existe para fazer a gente feliz?" Nem sempre, Minduim, nem sempre.
Assim somos nós, milhares de “Minduins” tentando entender porque, se ele foi feito para fazer a gente feliz, nos faz sofrer tanto.






Desconheço o autor

Toda vez que toca o telefone Eu penso que é você Toda noite de insônia Eu penso em te escrever Pra dizer Que o teu silêncio me agride E não me agrada ser Um calendário do ano passado Prá dizer que teu crime me cansa E não compensa entrar na dança Depois que a música parou. Toda vez que toca o telefone Eu penso que é você Toda noite de insônia Eu penso em te escrever Escrever uma carta definitiva Que não dê alternativa Prá quem lê te chamar de carta fora do baralho Descartar, embaralhar você E fazer você voltar...
Ao tempo em que nada Nos dividia Havia motivo pra tudo E tudo era motivo pra mais.
Era perfeita a simetria Eramos duas metades iguais. O teu maior defeito Talvez seja a perfeição Tuas virtudes Talvez não tenham solução. Então pegue o telefone Ou um avião Deixe de lado Os compromissos marcados Perdoa o que puder ser perdoado Esqueçe o que não tiver perdão E vamos Voltar aquele lugar.Vamos voltar

Vamos voltar Ao tempo em que nada Nos dividia Havia motivo pra tudo
E tudo era motivo pra mais Era perfeita simetria

Engenheiros do hawaii

De repente deu-me vontade de um abraço.
Uma vontade de proximidade
de amizade, sei lá

Talvez um aconchego que enfatize a vida
e amenize as dores
Que fale sobre os amores,
Que seja teimoso, e ao mesmo tempo forte.

Deu vontade de poder rever
saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo o espaço,
mas que me faça lembrar do carinho,
que surge devagarinho
da magia da união dos corpos,
das auras, sei lá

Lembrar do calor das mãos
acariciando as costas a dizer
"estou aqui."
Lembrar do trançar dos braços
envolventes e seguros afirmando
"estou contigo"
Lembrar da transfusão de forças
com a suavidade do momento... sei lá

abraço... abraço... abraço...
abraço... abraço... abraço...
abraço... abraço... abraço...

O que importa é a magia deste abraço!
A fusão de energia que harmoniza,
integra tudo, e que se traduz no cosmo, no tempo e no espaço.
Só sei que agora me deu vontade desse abraço!
Que afaste toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima da alegria,
e acalme o coração
Que traduza a amizade,
o amor e a emoção.
E para um abraço assim
só pude pensar em ti
nessa tua energia,
nessa tua sensibilidade
que sabe entender o porquê
desta vontade desse abraço.


(Vinícius de Moraes)


Uma casa nem sempre é um lar.
Um lar nem sempre é uma casa.
Enxergar não é o mesmo que ver.
Dizer não é o mesmo que falar.
Ouvir não é o mesmo que escutar.
Tocar não é o mesmo que sentir.
Chorar nem sempre é se emocionar.
Sorrir nem sempre é sinal de alegria.
Traços bem demarcados nem sempre refletem beleza.
Palavras não são apenas sons pronunciados ou escritos.
Bons escritos nem sempre são realmente bons.
Alto grau de instrução nem sempre implica educação.
Carência econômica nem sempre significa pobreza.
Palavras doces às vezes amargas.
Palavras duras às vezes são necessárias e podem doer mais que tapas.
Boas capas enganam sobre o conteúdo de muitos livros.
O que se diz nem sempre é o que se sente.
Emoções fortes são perigosas, melhor deixá-las passar para então agir.
Refletir antes de agir é um ato de sabedoria.
Recuar nem sempre significa medo ou covardia.
Calar muitas vezes não significa humilhação, mas sabedoria.

Às vezes nos deixamos confundir por estas e outras diferenças que se apresentam na vida e acabamos por nos enganar. Aparências enganam e isto não é novidade. Mas se já sabemos disso porque continuamos a agir tantas vezes como se não soubéssemos? A vida é uma escola e como diz o poeta “... é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas, quando se vê é sexta-feira, quando se vê já terminou o ano”... E nós o que fizemos? Não dá pra passar a vida a limpo, por isso, façamos o melhor deste inefável presente que Deus nos concedeu: a vida. Não desperdicemos o tempo que não volta e que não para. Faça sempre o melhor e não se deixe levar pelas aparências, pelas cascas.

Kelly cunha (Graduada e licenciada em filosofia e estudante de pedagogia da UFPB).

O homem não precisa de uma experiência mística para saber que o mundo é bom. Basta perceber as coisas belas e simples que existem à nossa volta: ver as gotas de chuva escorrendo pela vidraça, acordar de manhã e descobrir que o sol brilha, escutar alguém rindo. Agindo assim o mundo deixa de ser uma ameaça. Passamos a nos dar conta de que somos capazes de notar o milagre da vida e aceitamos a sensibilidade e o amor que existe em nossa alma. Se formos capazes de ver o que é belo é porque somos também belos já que o mundo é um espelho e devolve a cada homem o reflexo de seu próprio rosto.


Desconheço o autor

As pessoas são presentes! Algumas chegam com a embalagem bonita, outras em embalagem comum. Existem ainda aquelas que chegam com a embalagem machucada, às quais às vezes não damos o menor valor. Existem aquelas que chegam registradas: são presentes valiosos, pois não se pode perdê-los no caminho.

Porém, isso tudo é superficial: o presente não é a embalagem, mas o conteúdo. É com ele que aprendemos, crescemos. É ele que nós compartilhamos com os outros.

Você, eu e outras tantas pessoas: todos somos presentes umas para as outras. É no afrouxar dos nós que nos desembrulhamos pouco a pouco e vamos revelando o imenso presente: nós mesmos.

Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada. Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração. Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência. Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam.

Lá trataram do ferimento. Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio: "Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti".

O mestre olhou fixo para o homem e disse: "Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz".

O homem ficou assustado e disse: "Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor"!

Com serenidade, tornou a falar o sábio: "Se não pode pagar pelo bem que recebeu com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram"?

O homem ficou confuso, e o mestre concluiu: "Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu".

Desconheço o autor

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Presente recebido da amiga Simone do blog http://vidadarata.blogspot.com/
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