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Atitude é Tudo

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Ame generosamente...
Cuide-se intensamente...
Fale com gentileza...
E, principalmente, não reclame.
Deixe o restante com Deus.

Textos mais lidos

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados naquele amor, que não conseguimos ver uma luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida...
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega.
Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.
A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate, de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiros

Quando eu reclamo o que não recebo, pergunte-me se sei quanto não dou.
Quando eu me lamento porque sofro, pergunte-me quantas vezes eu faço sofrer.
Quando eu acuso a ignorância, pergunte-me, se eu analiso meus próprios conhecimentos.
Quando eu condeno o erro, pergunte-me se eu sei o quanto erro.
Quando eu digo que sou amigo sincero, pergunte-me se me analiso com sinceridade.
Quando eu me queixo da penúria, pergunte-me quanto possuo mais do que outros.
Quando eu critico o mundo, pergunte-me o que faço para melhorá-lo.
Quando eu sonho com o céu, pergunte-me quanto tento extinguir o inferno.
Quando eu me digo modesto, pergunte-me se tenho orgulho de parecer humilde.
Quando eu condeno o mal, pergunte-me se tenho procurado difundir o bem.
Quando eu deploro a indiferença, pergunte-me se tenho semeado o amor.
Quando eu me aflijo com a pobreza, pergunte-me se tenho usado bem minhas riquezas.
Quando eu reclamo de espinhos, pergunte-me se tenho cultivado rosas.
Quando eu lamento as trevas, pergunte-me se tenho espalhado luz.
Quando eu me ocupo comigo mesmo, pergunte-me se tenho me preocupado com os outros.
Quando eu me sinto pequeno, pergunte-me se tenho procurado crescer.
Quando eu me queixo de solidão, pergunte-me se tenho procurado ser boa companhia.
Quando eu me revolto contra a doença, pergunte-me o que tenho feito pela saúde.
Quando eu almejo a concórdia, pergunte-me se tenho combatido a discórdia.
Quando eu me digo Seu Servo, pergunte-me se tenho servido para alguma coisa.
Quando eu receber as Suas respostas, pergunte-me o que farei quando eu ouvir minhas próprias respostas.
É preciso ter fé para falar com Deus, mas é preciso coragem para ouvir tudo que Ele tem a dizer.




Sílvia Schmidt

Ele já tinha todas as rugas do tempo quando o encontrei pela primeira vez. Queixava-se de que tinha muito a fazer. Perguntei-lhe como era possível que em sua solidão, tivesse tanto trabalho... Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e dominar um leão! – disse ele. Não vejo nenhum animal perto do local onde vives. Onde eles estão? Ele então explicou: Estes animais, todos os Homens tem! Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que se fixem sobre uma boa presa. São meus olhos! As duas águias ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. São as minhas mãos! Os dois coelhos querem ir aonde lhes agrada. Fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades. Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos, mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável. São meus pés! O mais difícil é vigiar a serpente. Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, mal se abre a jaula, está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto, causa danos. É a minha língua! O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo! Finalmente, preciso dominar o leão. Ele sempre quer ser o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhoso. É o meu coração!

Desconheço o autor

Nenhum vilão criado até hoje pela indústria cinematográfica pode superar as maldades cotidianas cometidas por pessoas que podem estar muito próximas a nós.
Por entendermos que a essência do Homem é boa, distraímo-nos acreditando que todas as pessoas agem baseadas na bondade. Não é sempre assim.
É fato que existem mentes perigosas, dispostas a destruir pelo prazer de destruir; ardilosas, inteligentes e completamente desvinculadas da lógica, da racionalidade, da moral e da ética.
Essas pessoas estão conosco nas ruas e no trabalho, no lar e no encontro casual em um shopping center. Elas procuram “vítimas” e, frequentemente, as encontram entre as pessoas mais frágeis, bondosas e afetivas. Elas têm predileção por pessoas que demonstram lacunas emocionais doloridas - pessoas fragilizadas que acreditam em tudo o que possa parecer uma possibilidade de curá-las dessas dores.
Na Era Cristã, já se falava daqueles que devoravam a casa das viúvas, aproveitando-se de sua solidão e carência. As coisas não mudaram, apenas sofisticaram.
Sim, há pessoas destituídas de sentimentos de compaixão, amor e empatia. E elas, por aparente ironia, são as que mais acusam as outras pessoas de serem assim. O disfarce perfeito: a mãe que não age como mãe, mas finge preocupar-se ilimitadamente com os filhos; o pai que não age como pai, não protege, não provê, não se envolve, mas chora de saudade dos filhos para os quais nunca liga ou visita; a irmã invejosa da beleza da mais nova que chantageia a mãe para tornar a outra “borralheira”; a terapeuta sexual, que sequer estuda o assunto, mas é excelente para palpitar na vida dos outros com ares de especialista, enquanto em casa possui vida íntima destruída e dedica-se a prejudicar pessoas e afastar amizades que favoreçam o crescimento do marido, que quer cativo.
Há milhares de pessoas que espancam com as mãos, outras com palavras, chefes tiranos, negociantes gananciosos e uma categoria sem fim de vilões cotidianos com os quais cruzamos nas esquinas de nossas vidas. Isso quando não passamos a dividi-las com eles.
Há quem defenda que os vilões são apaixonantes, ao menos para o delírio dos que lhes querem servir de vítimas.
O fato é que podemos estar tomando café da manhã com o inimigo, dormindo com a inimiga, trabalhando lado a lado com o traidor e até mesmo, nos tornarmos vilões de nós mesmos - sabotando nossa própria felicidade e agindo com crueldade com relação a nossa própria vida.
Há muita maldade no mundo e a maldade é ausência de amor. Todo aquele que não ama e não recebe amor corre grave perigo. Trate o mal com o bem, amando o próximo, especialmente o mais próximo, mas cuidado para não levar o inimigo para dentro de casa e de não confundir inimigos com amigos.
A patologia da maldade é perigosa, desestruturante e de consequências imprevisíveis. Se fizéssemos uma pesquisa nos manicômios sobre as origens que conduziram pessoas antes consideradas normais até aquele estado encontraríamos o egoísmo, a vaidade, o orgulho e o prazer em provocar deliberadamente a dor, na base da imensa maioria dos fenômenos a que convencionamos chamar loucura.
Todo vilão é um “louco” em potencial, com incrível capacidade de tornar-se um “louco” realizado!
Não desacredite da humanidade, tampouco ande por aí de maneira desavisada convidando vilões para jantar. Na vida real, a despeito da novela, poderá não haver ninguém da produção para salvá-lo das consequências, nenhum diretor para dizer: - “Corta!”
Vilões de verdade não param, não desistem e não obedecem a direção alguma. Estão doentes, precisam de ajuda. Se quiser ajudá-los, não se torne uma vítima, vítimas nem sempre têm uma segunda chance! Mesmo que seja para ajudar...
Os bons sofrem demais porque esquecem que também é bondade denunciar e não aceitar a maldade. Ser conivente com a vilania é uma maneira de se aproximar da aquisição de seus hábitos. Saia desse âmbito de ação. Neutralize as possibilidades de que apliquem vilania à sua vida.
Se você consentir ser prisioneiro ou refém de algo ou alguém, não faltarão candidatos à vaga de vilões e sequestradores do seu destino.
A realidade supera, em muito, à ficção. Fique alerta, troque de canal, vire a página, abandone a história, esqueça a personagem...
Liberte-se!

Carlos Hilsdorf

Homens não sabem falar. Sofrem por não saber dizer. Ao menos aparentemente, nada sabem dizer. Vivem de símbolos.
Alguns mais conhecidos, são de poder, de domínio, de jugo. Símbolos pelos quais, em geral, somos vistos.
Somos vistos, a grosso modo, como infantis, diretos demais e até um pouco negligentes no amor. Será que é assim?
Lógica é uma coisa tipicamente masculina, dizem. Qual seria a lógica desses seres que parecem totalmente insensíveis?
Gostaria de tentar dizer, olhando nos olhos de uma mulher: O homem é grato por natureza. Ele sabe o útero materno que o acolheu; sabe do calor da primeira mulher que lhe ensinou o amor. E por toda a vida, deve levar isso.
Sabe também que amor e gratidão não se misturam.
Ainda assim, reverencia cada mulher - por enxergar nesta a dignidade de todas.
Alguém já disse que procuramos mães. Engano! Procuramos um amor que seja maior que nós mesmos.
Até para que a vida tenha sentido.
Mas, muitas vezes não sabemos expressar, ou pouco sabemos.
Nos escondemos em nossa fortaleza pelo fato de não saber expor. Criamos imagens, que nem por todas as mulheres são entendidas.
Talvez até para nós mesmos seja um tanto difícil. Tudo para nós são símbolos.
É o desejo de também ser grande ou possuir algo mais, que - se não falamos - queremos mostrar ou insinuar que seja.
Dificuldade de entender que a fragilidade faz parte da delicadeza da relação. Nosso pensar, às vezes, é surreal. Medo de ser comparado.
Homem é como criança sem domínio sobre a fala; quer dizer de uma estranha maneira que é muito mais do que suas palavras conseguem.
Sonha com o aprendizado junto da mulher que o leva além de si mesmo.
Enxerga sua importância para a mulher, querendo ser o que mais plenamente lhe ocupa os espaços, numa linguagem que utiliza seus corpos, mas avança muito além.
Essa é sua verdadeira busca.
A de ser o amor maior.
Aquele que faz de cada toque, uma cura. De cada estar junto, o dia mais feliz que já existiu.
O que faz sua cúmplice vibrar em sua grandeza de mulher.
Um certo orgulho de acreditar que seja o único capaz de levá-la à mais que total entrega, a um êxtase de felicidade próximo da implosão.
Um homem não apenas adentra um corpo de mulher. Mora nele. Faz dele seu porto e templo. Passa a ser o pulsar do coração que o abriga.
E todos os homens sabem disso - absolutamente todos. É nato do ser homem!
Homens são águias. Pensam ser donos por direito natural. Mesmo sabendo injusto - em sua inocência - agem assim. Mas, só até perceberem que o céu é maior que seus olhos.
Sempre deixam sua presença. De uma forma ou de outra. Uma essência sua fica em cada entrega. A certeza de esperança, de vida.
Luz que não se explica – um halo. Quando ama verdadeiramente, o homem deixa sua marca. E sabe quando isso acontece.
Agradece em silêncio à sua fada de luz, todo o bem de cada instante compartilhado.
Sem que, muitas vezes, essa mulher perceba, devolve de uma forma só sua, o amor que o recebe e o faz tão humano.
Pressente quando é chegado o tempo de dois se tornarem um só. Consegue assim, o que parecia impossível.
Envergonhado com a nudez de seu espírito perante a parceira, com os olhos pregados no horizonte, balbucia baixinho: - amo você...




Desconheço o autor

Um dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar. É neste momento, que o ser humano descobre o que são fardos, os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados… Ai está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem, racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças. Os que desanimam, bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá, pois todo milagre é fruto de uma ação positiva. Se hoje você está atravessando o seu deserto, seja ele o mais seco do mundo, não importa, em algum canto dele, você encontrará um oásis. Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam, são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo, é a fé que todos nós temos e renova a esperança. Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada, não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e depois de tudo, o sol vai brilhar por você. A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos, e a força que nos empurra para a vitória, é o amor de Deus que nunca nos abandona.




Paulo Roberto Gaefke


Encontraram-se um dia, uma lágrima, uma estrela e uma gota de orvalho.




Falou primeiro a estrela: “Quem diria que eu tivesse o trabalho de descer das alturas luminosas, para vir conversar com vocês três? Não sabem que sou mais alta que as nuvens? E que a minha altivez fulgura entre mil chamas radiosas, na infinita amplidão?”


Responde, então, a pérola vaidosa: “Mas, quem te dará valor, entre milhões de lâmpadas no espaço? Tu não passas de um grão de esplendor metido na poeira do infinito... Ninguém se lembra de te pôr nos braços! Enquanto eu, lá no fundo dos oceanos, sou buscada e vendida aos soberanos, para enfeitar, com minha limpidez, as cores dos reis! Vivo no colo esplêndido dos nobres, e nos ricos seios das rainhas! Não como ti, que sob o olhar dos pobres poetas vagabundos te encaminhas... Valho mais que tu! E ainda mais valho que um orvalho e uma lágrima, pois ambos são gotas d`água, sem o mínimo valor”.


Disse, etão, o orvalho, com mágoa: “Qual de vocês três, tem esse encanto de se transformar em gozo, na boca imaculada de uma flor? Eu venho lá de cima, radiante, nos braços da alvorada, cobrir de beijos uma rosa, que se sente tão doce nesse instante, que vale a pena vê-la tão ditosa! E trago o riso ao coração da terra, engolfada em pranto. Eis como sou feliz! Na campina ou no cimo da serra, sou sempre uma esperança cristalina, nos lábios sorridentes de uma flor!” Calou-se o orvalho


E a lágrima? Coitada, esta nada dizia...




“E que respondes tu?”


Perguntaram os demais.


E ela, rolada na terra úmida e fria, nada ousava falar...




Porém, sublime e calma respondeu:


“Eu sou o perdão no crime e a vibração no amor! Bailo no olhar risonho de alegria, moro no olhar tristíssimo da dor! Eu sou a alma da saudade e da harmonia! Sou o estrilo na lira que soluça, dos poetas, sou oração no peito dos ascetas, sou relíquia de mãe em coração de filho, sou lembrança de filho em coração de mãe! Não vivo nos seios perfumosos, nos colos orgulhosos, na ostentação efêmera do luxo... porém, penetro no espírito do mundo! Seja do rei, do sábio mais profundo, do rústico mais vil... do pecador, do santo.




“E até na doce face do Senhor, um dia já rolei...”




Eu, lágrima pequena, penetrei no coração de Deus e fiz estremecer, abrir-se extasiado o pórtico dos céus. Não sei mesmo, quantos pecados já lavei... A lágrima calou-se humildemente, deslumbrando a todos. E em silêncio a tudo contemplou soberanamente... na vastidão vazia. A estrela ocultou-se atrás de uma nuvem e chorava. A pérola desceu às profundezas dos mares e chorava também. O orvalho tremulando sobre a relva, também chorava.


E a lágrima?


Só a lágrima sorria.




Desconheço o autor!

Venho, Senhor, ao Teu jardim para reaprender a plantar. Um dia me ensinaste que todas as boas sementes germinam e me deste a terra do meu coração para bom plantio, recomendando-me atenção para o livre arbítrio. Senhor, não tive generosidade suficiente para com meu semelhante e hoje, quando necessito da generosidade de outrem, dificilmente eu a encontro. Não tenho colhido a flor da generosidade porque não a plantei. Senhor, não dei à natureza todo o respeito que ela, como obra Tua, merecia ter recebido de mim. Fui negligente, Senhor. Agora, o ar que eu respiro não é tão puro quanto deveria ser para que minha saúde não fosse tão ameaçada. Não tenho colhido a flor da perfeita saúde porque não a plantei. Senhor, disseste-me que a felicidade sempre estaria em minha vida se eu me lembrasse de levar felicidade àqueles que choravam e que não tinham um ombro onde se debruçar. Não tenho colhido a flor da felicidade plena porque não a plantei. Senhor, não levei a sério quando me revelaste que o preconceito era uma erva daninha que, pouco a pouco, mataria o meu jardim. Não olhei sem julgamento para os diferentes de mim, não observei todos os seres e tudo o mais que criaste sem sentir-me maior e melhor do que eles. Não tenho colhido a flor do amor incondicional porque não a plantei. Senhor, agora venho ao Teu jardim, buscando ter uma e, talvez, a última chance de reencontrar as sementes que desejaste ver germinadas em meu coração. Não sei se vês em minha visita algum sinal de humildade. Já muito agi com orgulho e não tenho colhido a flor da humildade porque não a plantei. Aceita, Senhor, esta minha vinda, e dá-me o perdão, o mesmo perdão que a tantos e tantos eu neguei. Achas que ainda mereço a Tua bênção, Senhor? Se não me deres o que peço, eu compreenderei. Não tenho colhido a flor do merecimento porque não a plantei. Acolherei a tua decisão, Senhor, seja ela qual for, e se não for aquela que espero eu entenderei. Não tenho colhido a flor do perdão porque não a plantei.


Sílvia Schmidt

De tantas e tantas dores espalhadas por aí, uma das que mais doem é a da solidão. Dói assim tanto, que quanto mais a gente chora, mais ela dói. E quanto mais dói, mais nos isola. O mundo sofre de solidão. Ah, sim, sofre! Todo mundo anda tão preocupado com as doenças ditas modernas e que se espalham numa velocidade assustadora, mas poucos pensam nessa doença que nem matar mata, mas isola. E ela é tão devastadora quanto qualquer outra, mas de maneira diferente. As pessoas disfarçam trancadas em suas casas ou seus apartamentos, diante de um computador, onde as amizades virtuais tomam um lugar de suma importância. É que há muitos solitários se amparando, até mesmo sem saber. Mas é no momento de ir dormir que sentem essa dor que vai corroendo o peito e ficam torcendo para o sono chegar logo. Não inventaram um remédio para acabar com a solidão. É que não precisa, pois ele sempre existiu. É suficiente pensar um pouquinho em quem está do lado, quem não tem ninguém, quem viveu, se deu e fica esperando ainda da vida o retorno... Quem quer contar histórias, mas não encontra ninguém com tempo ou paciência para ouvir... quem a vida podou de pais, filhos, irmãos... há em torno de cada um de nós alguém assim, quando não somos, nós mesmos, aquela pessoa que está precisando tanto de uma mão que aperte a nossa. Não é preciso conhecer matemática para sabermos que um mais um fazem dois e, mais ainda: um triste mais um triste podem fazer dois felizes. Oferecer a alguém a oportunidade de sentir-se menos só, nem que seja um pouco, um dia, já é acender uma velinha no coração dessa pessoa. Não sei por que hesitamos tanto! Talvez porque pedimos tantas coisas a Deus e nos esquecemos de pedir que faça chover amor. E isso é muito, muito importante.


Letícia Thompson

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: "Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são – ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada; todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.




Martha Medeiros

Ser justo, mas com amor. Amar, mas sem aprisionar. Amparar, mas sem fazer pelo outro o que ele deve fazer por si mesmo. Ajudar, mas sem tirar do outro o direito de escolher seu próprio caminho. Perdoar, mas sem ser conivente com o mal. Esquecer o mal, mas sem ser indiferente a ele. Ser pacífico, mas não passivo diante dos acontecimentos. Cultivar a não violência, mas sem violentar a si mesmo. Lutar com coragem, mas aceitar a derrota como parte das experiências da vida. Ter coragem de enfrentar os próprios limites, mas também de reconhecer as próprias fraquezas. Servir ao dever, mas sem ser oprimido por ele e sem escravizar-se a coisa alguma. Viver com prazer, mas não viver em função dele. Ser simples e humilde, o que não significa andar mal vestido ou descuidar-se de si mesmo. Conservar puro o coração, o que não significa esconder de si os próprios sentimentos. Crer em Deus, mas sem atribuir a Ele aquilo que nos compete. Cultivar a fé, mas sem abdicar da razão. Caminhar com equilíbrio, eis o nosso maior desafio. Sem equilíbrio, tombamos sempre para um lado ou para outro. Amor, sabedoria, bondade, justiça, sentimento, razão, harmonia.


Desconheço o autor

O grande amor nada tem a ver com grandes momentos ou coisas extraordinárias vividas juntas. Nada tem a ver com loucas paixões que queimam e viram cinza algum tempo depois. O "não sei viver sem você" não conhece nada do grande amor, porque as pessoas sempre sobrevivem às decepções amorosas e serão capazes de se entregar ainda e ainda ao fogo do amor, se ele chega. Quem fica esperando o grande amor e acha que o encontrou cada vez que consegue dizer "te amo" a outra pessoa e que pensa que aquilo vai durar para o resto da vida, acaba se decepcionando. Porque amores vêm e vão. Amores chegam, enfeitam a vida por algum tempo, dão a idéia de infinito, de irreal, de coisa única e depois desaparece lentamente, como miragem quando se chega muito perto. Percebemos assim que as juras de amor eterno não conhecem nada de eternidade. O grande amor não é aquele por quem se quer morrer por ele. Romeu e Julieta eram jovens demais e eternizaram a idéia de que para se ter um grande amor é necessário saber morrer por ele. O grande amor, só se sabe que era ele depois. Depois de todos os amores que invadiram e fugiram, dos que enlouqueceram e dos que trouxeram a razão. O grande amor, só se reconhece olhando pra trás, nunca pra frente. É aquele quando, se olhando pra trás e se somando todos os amores vividos, sabe-se reconhecer qual deles era a verdadeira essência, o que não ficou destruído mesmo depois que todos os sonhos se foram. O grande amor é aquele que fica quando, anos depois, mesmo se conhecendo o outro de cor, sabendo adivinhar os pensamentos e mínimos gestos, mesmo não havendo mais mistérios, ainda se é capaz de olhar nos olhos do outro e dizer com serenidade: - Eu te amo!



Desconheço o autor



O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.(Antoine de Saint-Exupèry)

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