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Atitude é Tudo

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Ame generosamente...
Cuide-se intensamente...
Fale com gentileza...
E, principalmente, não reclame.
Deixe o restante com Deus.

Textos mais lidos

AGRADEÇO por tudo que ela nos dá em abundancia. Saúde, felicidade , prosperidade.
AGRADEÇO pelas duras lições que me ensinaram a conhecer-me melhor e conhecer melhor aos outros.
AGRACEÇO pelos fracassos vividos. Eles me ensinaram a humildade e a obrigação de jamais deitar-me sobre meus lauréis e o quanto é preciso compreender as dificuldades dos outros, oferecendo a ajuda que necessitam naquele momento.
AGRADEÇO por todas as oportunidades que se apresentaram para eu cultivar a paciência, a tolerância, e a esperança.
AGRADEÇO pelas múltiplas descobertas da realidade e da verdade.
AGRADEÇO por todas as oportunidades que aproveitei, as desgraças que evitei, as soluções que encontrei, os talentos que desenvolvi, as vitórias que obtive, os dias maravilhosos que vivi!
AGRADEÇO pelos pais que conheci, os amigos que encontrei, os professores que me ensinaram, os livros que li, as viagens que realizei. As refeições que me deliciaram.
AGRADEÇO pelas paisagens que admirei, o sol que me aqueceu, as flores que contemplei, o ar que respirei.
AGRADEÇO pela consciência cada vez maior de que um SER SUPERIOR vela por mim, apesar dos meus erros. Me protege, apesar das minhas fraquezas; me ama, apesar dos meus defeitos; e me oferece soluções, apesar de minhas obstinações.
AGRADEÇO pela alegria de constatar simplesmente que eu estou ‘VIVO’.

Desconheço o autor

Sei que a minha caminhada tem um destino e uma direção, por isso devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais eu passo...
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...
Toda vida, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie...
É oportuno quem, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem: por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento, que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...
Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, e, assim, não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo...
Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficarão atrás, porque pode vir o dia em que nada terei mais para minha jornada e aqueles, que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada de fato fazer por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo...
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena; quando for noite, porém e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção...
Que eu perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia...
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho, quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção...
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão à beira da estrada, que eu não perturbe a caminhada de ninguém, que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes, é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direção...
Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas, mas que eu não tema os que assaltam e os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e, se eu cair no meio do caminho que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante, que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, me seguir, confiando em mim!

Desconheço o autor

"Imaginem uma grande explosão ao subirmos 920 metros. Imaginem um avião cheio de fumaça. Imaginem um motor fazendo clack, clack, clack, clack, clack, clack, clack.

Parece assustador. Bom, eu estava em um assento especial naquele dia. Meu assento era o 1D. Eu era o único que podia falar com os comissários de bordo.

Então eu logo olhei para eles, e eles disseram, “Está tudo bem. Provavelmente colidimos com um pássaro." O piloto já tinha virado o avião de volta, e não estávamos muito longe. Podíamos ver Manhattan.

Alguns minutos mais tarde, três coisas aconteceram ao mesmo tempo. O piloto alinha o avião com o Rio Hudson. O que não é a rota normal. Ele desliga os motores.

Agora imaginem estar em um avião sem barulho. E então ele diz 3 palavras – as 3 palavras mais impassíveis que já ouvi. Ele diz, “Preparem-se para o impacto.” Não precisei mais falar com a comissária de bordo. Eu podia ver nos olhos dela, era terror. A vida acabou.

Agora eu quero compartilhar com vocês 3 coisas que descobri sobre mim naquele dia.

1) Entendi que tudo muda em um instante. Nós temos esta lista de desejos para antes de morrer, temos estas coisas que queremos fazer na vida, e pensei em todas as pessoas que eu queria entrar em contato, todas as cercas que queria ter consertado, todas as experiências que queria ter e que nunca tive.

Quando eu pensei sobre isso depois, Eu inventei um ditado, que diz, “Coleciono vinhos ruins”. Porque se o vinho está a disposição e a pessoa está ali, eu abrirei. Não quero adiar mais nada na vida. E aquela urgência, aquela intenção, realmente mudou a minha vida.

2) A segunda coisa que aprendi naquele dia – e isto foi enquanto evitávamos a Ponte George Washington, o que não foi por muito – eu pensei, nossa, eu tenho um grande arrependimento. Vivi uma boa vida. Em minha própria condição humana e erros, tentei ficar melhor em tudo que tentei fazer.

Mas em minha condição humana, eu também deixo meu ego controlar. E me arrependi de perder tempo com coisas desnecessárias com pessoas que são importantes para mim. E pensei sobre meu relacionamento com minha mulher, com meus amigos, com as pessoas.

E depois, enquanto refletia sobre isso, eu decidi elminar a energia negativa da minha vida. Não é perfeito, mas está bem melhor. Não tive uma briga com minha mulher há 2 anos. É uma sensação ótima. Já não tento mais estar certo; eu prefiro ser feliz.

3) A terceira coisa que aprendi – e isto é como se fosse seu relógio mental contando “15,14,13”. Dava para ver a água vindo. Eu pensei, “ Por favor, explode.” Eu não quero que essa coisa se parta em 20 pedaços como já viram em documentários. E enquanto estávamos caindo, tive uma sensação de que, nossa, morrer não é assustador. É como se estivéssemos nos preparando para isso durante nossas vidas. Mas era muito triste.

Eu não queria ir; eu amo a minha vida. E aquela tristeza emoldurada em um pensamento, é que eu só desejo uma coisa. Eu apenas desejo ver os meus filhos crescerem. Um mês depois, fui ver minha filha no teatrinho da escola dela – primeira série, sem muito talento artístico... ... ainda. E eu grito, eu choro, como uma criança pequena. E tudo isto fazia sentido para mim.

E entendi naquele momento, que ao ligar esses dois pontos, que a única coisa importante na minha vida é ser um grande pai. Sobretudo, sobretudo, o único objetivo que tenho na vida é ser um bom pai.

Foi-me dado um milagre de presente, de não morrer naquele dia. E ganhei um outro presente, que foi ser capaz de olhar no futuro e voltar e viver uma vida diferente.

Desafio todos vocês que vão voar hoje, a imaginarem a mesma coisa acontecendo com o seu avião – e por favor não – mas imaginem, como vocês mudariam? O que fariam que estão esperando para fazer porque acham que vão ficar aqui para sempre? Como mudariam os seus relacionamentos e as suas energias negativas? E mais que tudo, estão sendo os pais melhores possíveis? "



Quando você estiver triste, com o coração cheio
de mágoas, me procure. Se eu não puder ajudar,
prometo que tomarei um bom porre com você
e xingarei todos que te deixaram assim!
Quando você estiver feliz e quiser comemorar,
me procure. Se eu não puder ser aquela banda
que você deseja que toque, posso fazer muito
barulho, assobiando, gritando, cantando
e batendo as tampas da panela!
Quando você estiver pra baixo, me procure.
Posso não conseguir levantar seu astral,
mas prometo fazer de tudo para que
você não caia ainda mais!

Quando você estiver com medo de alguma coisa,
me procure. Prometo que vou tirar um sarro da
sua cara, vou me virar do avesso de tanto
rir e você vai criar coragem na hora!
Quando você quiser choramingar pelos cantos,
me procure. Prometo contar muitas histórias
horrorosas, uma pior que a outra e você
vai acabar com essas frescurinhas
no mesmo instante!
Quando você estiver com uma confusão muito
grande na sua cabeça, me procure. Prometo
explicar minuciosamente o quanto você
não entende nada vezes nada!
Quando você começar a se irritar, por achar que
tudo que faço, é só para te irritar, me procure.
Então, nessa hora, farei você entender que
eu estou simplesmente querendo roubar
um sorriso seu, apenas porque:
Adoro você!

Mario Roberto Veloso Ribeiro

Quem ama sente ciúmes, muito ou pouco não importa, mas sente sim.
Quem deixou de amar já não se importa e deixa o outro totalmente à vontade, para que ele próprio possa estar também assim.
Quem ama – vez por outra – dá uma patrulhada no território e delimita as suas fronteiras.
Quem deixou de amar já não fiscaliza, é frio, controlado e jamais perde as estribeiras.
Quem ama sempre acha tempo e encontra um jeito para estar com seu amor.
Quem deixou de amar vai postergando sem pressa, deixando que o vento sopre a seu favor.
Quem ama faz perguntas pessoais e usa muito o pronome “nós”.
Quem deixou de amar conversa banalidades e esquece o significado do advérbio “a sós”.
Quem ama quer saber da vida do outro com detalhes e transparência.
Quem deixou de amar se esquiva e não cobra do outro mais nada, nem ao menos coerência.
Quem ama é pródigo em e-mails, telefonemas e com muito carinho dá um jeitinho de marcar presença.
Quem deixou de amar é pródigo em desculpas e pretextos com os quais passa um verniz para disfarçar a indiferença.
Quem ama é naturalmente fiel e está sempre voltado às necessidades do outro ser.
Quem deixou de amar só é fiel a si próprio e ao seu bem-estar e já não percebe os danos que causa, querendo ou sem querer.
Quem ama, mas não pode corresponder por imperativos das circunstâncias, abre o jogo e usa da sinceridade.
Quem deixou de amar não descarta outro do baralho, para o caso de uma eventualidade.
Será que neste momento tu amas ou deixaste de amar?
Se já não amas, com certeza irás te calar ou talvez até dizer: - Face ao exposto, nada tenho a declarar!

Fátima Irene Pinto

”Quantas vezes, por comodismo, perdemos a chance de evoluir porque não encaramos o novo?
"As mudanças são necessárias. Mudar faz bem, porque exige um novo olhar, amplia o campo de visão, estimula a reflexão e, consequentemente, acarreta amadurecimento."
"Interagir com o novo: eis o que deve ser feito.
Aceitar as mudanças é uma prova de inteligência. O homem inteligente é aquele que se adapta a novas situações e com elas se integra."
""...Diante do novo, nem sempre precisamos mudar o caminho; às vezes, só mudamos o jeito de caminhar... “” "Os espíritos medíocres comumente condenam o que está além do seu alcance."

Desconheço o autor

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.
O genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa. Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra. Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro. Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo? De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz. Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

Autoria: Victor Hugo

Este livro conta a história de uma gaivota que não se conforma em passar a vida em busca de alimento, disputando um peixe com o resto do bando...
Fernão quer mais, quer alçar largos vôos, aprender, evoluir...
Sendo assim, passa seus dias e noites tentando, e tentando mais uma vez, até a exaustão, à perfeição do vôo...
Sendo diferente de todos os outros..... “A maior parte das gaivotas não se preocupava em aprender mais do que os simples fatos do vôo – como ir à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar...
– Por que, Fernão, por que? – perguntava-lhe a mãe.
– Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que não come?...
... Eu só quero saber,... é tudo (respondia ele)
... Há tanto que aprender!
... Em vez da monótona labuta de procurar peixes junto dos barcos de pesca, temos uma razão para estarmos vivos!
Podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrar-nos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
Certa vez, as gaivotas reunidas o esperavam, e ele é chamado ao centro, o que poderia significar duas coisas: grande vergonha ou grande honra, e pensava consigo mesmo: “... não quero honras. Só quero partilhar o que descobri, mostrar a todos esses horizontes que estão à nossa frente.
Mas, o Mais Velho, em nome da dignidade e tradição das gaivotas, profere o veredicto: Fernão é expulso, desterrado para uma vida solitária, acusado de ser irresponsável...
Irresponsabilidade? Meus irmãos! Quem é mais responsável do que uma gaivota que descobre e desenvolve um significado, um propósito mais elevado na vida? Passamos mil anos lutando por cabeças de peixe, mas agora temos uma razão para viver, para aprender, para descobrir, para sermos livres!...
Mas seus argumentos não surtiram efeito...
Aprendia cada vez mais... voou através de nevoeiros cerrados e subiu acima deles para céus estonteantes de claridade, enquanto qualquer outra gaivota ficava em terra, conhecendo apenas neblina e chuva...
O que outrora desejara para o bando tinha-o agora só para si. Aprendera a voar e não lamentava o preço que pagara por isso.
Fernão Gaivota descobriu que o tédio, o medo e a ira são as razões por que a vida de uma gaivota é tão curta, e, sem isso a perturbar-lhe o pensamento, viveu de fato uma vida longa e feliz.
Tempos depois ... As duas gaivotas que surgiram junto às suas asas eram puras como a luz das estrelas...
- Muito bem. Quem são vocês?
- Nós somos do seu bando, Fernão. Somos suas irmãs. Viemos para levar você para mais alto, para levá-lo para casa...
E Fernão Capelo Gaivota elevou-se com as duas gaivotas brilhantes como estrelas para desaparecer num céu perfeitamente escuro.
Enquanto se afastava da terra e ultrapassava as nuvens, em formação com as duas gaivotas, notou que o seu próprio corpo se tornava tão brilhante como os delas.
Em realidade, era o mesmo Fernão Capelo Gaivota que sempre vivera por detrás dos olhos dourados. Só a forma exterior se modificara...
... A lembrança da sua vida na terra sumia-se....
Nos dias que se seguiram, Fernão verificou que neste lugar havia tanto para aprender acerca do vôo como houvera na vida que deixara para trás.
Mas com uma diferença. Aqui as gaivotas pensavam como ele.
Para cada uma delas o mais importante na vida era olhar em frente e alcançar a perfeição...
- Onde estão os outros, Henrique? Por que somos tão poucos aqui? No lugar de onde eu vim havia milhares e milhares de gaivotas.
- Eu sei – Henrique abanou a cabeça ...
- A única resposta que encontro, Fernão, é que você é um daqueles pássaros que se encontram num milhão.
Quase todos nós percorremos um longo caminho...
Tem alguma idéia de por quantas vidas tivemos que passar até chegarmos a ter a primeira intuição de que há na vida algo mais do que comer...?
Mil vidas, Fernão, dez mil!
E depois mais cem vidas até começar a aprender que há uma coisa chamada perfeição, e ainda outras cem para nos convencermos de que o nosso objetivo na vida é encontrar essa perfeição... escolhemos o nosso próximo mundo através daquilo que aprendemos neste... de treinar e de lutar por compreender cada vez e melhor o perfeito e invisível princípio de toda a vida...
Vê mais longe a gaivota que voa mais alto.

Autoria: Richard Bach


Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.


Carlos Drummond de Andrade

Viver através dos outros é uma maneira tanto de alcançar o inalcançável quanto de fugir à eventuais conseqüências desse mesmo tipo de viver.
Sonhamos não o sonho dos outros, pois nada mais individual e pessoal que sonhos, mas através do que outros possuem ou aparentam ter.
Vemos a vida como quem assiste uma novela, nos ligamos, nos emocionamos, até sofremos e nos alegramos, mas podemos a qualquer momento desligar a televisão e fazer alguma outra coisa. Nos envolvemos sem estarmos verdadeiramente dentro, estamos sob a chuva cobertos por um guarda-chuva.
Assim também vemos o aperfeiçoamento pessoal. Tão brilhante e aquecedor quanto a luz do sol, a grandeza de certas almas chega até a nós, porém vemos isso como se fôssemos simples expectadores da vida.
É bonito ser bom, é nobre ser humilde e ter em si o dom do perdão, ou pelo menos a vontade maior de se chegar até lá, mas nos sentimos incapazes de atingir tal grandeza, como se o "ser bom" e o "procurar construir um mundo melhor" fosse dado apenas a certos privilegiados dos quais nos excluímos.
Toda caminhada é um trabalho sobre si mesmo. Se a mente não ordena as pernas não andam. Pensar que a vida foi construída apenas para alguns privilegiados e que podemos ficar de fora é negar a nós mesmos a possibilidade de chegar a um cimo. O que é difícil para uns o é para outros, talvez em escalas diferentes, mas difícil ainda assim.
Por que o ser humano recusa-se terminantemente a uma mudança radical, quando essa mudança é para seu próprio bem? Talvez por se sentir incapaz, não merecedor ou simplesmente porque a acomodação exige menos esforço.
Pedras preciosas são, a princípio, grosseiras pedras que podem ser confundidas com quaisquer outras. O polimento requer quebra, corte, mudança e tempo. Entregarmo-nos a esse polimento é recolhermo-nos, abandonarmos as idéias pré-concebidas e abrirmo-nos a algo novo, desconhecido e temível ao mesmo tempo.
Preferimos sim sonhar através dos outros. Vivemos sem vivermos e alcançamos nosso alvo sem chegarmos a lugar nenhum.
Só que o mundo foi feito para todos nós. Ele foi cuidadosa e minuciosamente sonhado e realizado e nós somos as privilegiadas flores que o Senhor plantou. Importa pouco se essa flor nasceu antes ou depois, se é mais viva, maior ou mais resistente, Deus dá a cada um de nós meios de sobrevivência e a oportunidade de crescimento.
Ele nos dá não sonhos longíquos e impossíveis, mas ferramentas e verdadeiras possibilidades. O que vamos fazer de tudo isso depende inteiramente de nós.

© Letícia Thompson

Pais heróis e mães rainhas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Nossos pais envelhecem.
Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, já viram de tudo, e o que não sabem já não importa mais.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estejam no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: "cafona"? "na fossa"? "automóvel"?
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo.
Medo de perdê-los e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, nosso porto seguro, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós e sem aviso...

Desconheço o autor




A química tem dessas coisas
que a gente nunca pode explicar
mas a Chapeuzinho Vermelho
me levou a pensar
"Que olhos grandes você tem..."
Já sabendo ter algo errado
o olhar revela o outro
tem da alma o cadeado


"Que orelhas enormes você tem..."
pois sabia que era ouvida
mas falava com a mesma doçura
que aos outros alegrava a vida

"Que mãos peludas e grandes você tem..."
já antecipando o toque
e o desejo de ser possuída
por tudo que lhe provoque


"Que nariz enorme você tem..."
disse sabendo que era doce o cheiro
que seu corpo exalava no ar
e estremecia o lobo inteiro

"Mas que boca grande você tem..."
Disse a chapeuzinho já preparada
pois ter reconhecido seus sentidos
a deixou mais que encantada.

Chapeuzinho foi um exemplo
da nossa forma de selecionar
quem pensa que não usa os sentidos
está certamente a se enganar...

Raquel Donegá

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça. "Bom", ela disse,"acho que vou trançar meus cabelos hoje". Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça. "Hummm", ela disse, "acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje". Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um único fio de cabelo na cabeça. "Bem", ela disse, "hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo". Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia nenhum fio de cabelo na cabeça. "Yeeesss", ela exclamou, "hoje não tenho que pentear meu cabelo".

Atitude é tudo! Seja mais humano e agradável com as pessoas. Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha. Viva com simplicidade, ame generosamente. Cuide-se intensamente, fale com gentileza e, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelo que você é e por tudo o que tem! Sabemos que é difícil assim agir muitas vezes mas se faz necessário.


Desconheço o autor

QUALQUER SEMELHANÇA COM AS FINANÇAS MUNDIAIS NAO E MERA COINCIDÊNCIA !!!)

Um homem usando gravata chegou certo dia a um vilarejo.
Subiu em um caixote, gritando a quem quisesse ouvir que ele compraria por 100 euros em dinheiro cada asno que lhe oferecessem.
Os camponeses acharam que ele era meio estranho, mas seu preço era muito atraente e aqueles que simpatizaram com ele festejaram juntos naquele dia.

O homem retornou no dia seguinte e desta vez ofereceu 150 euros por cabeça, e boa parte dos moradores locais lhe venderam seus animais.

Nos dias que se seguiram, ele ofereceu 300 euros e aqueles que ainda resistiam venderam os últimos asnos existentes no local.

Constatando que não restava mais nenhum, ele anunciou que voltaria a comprar os asnos agora por 500 euros e deixou a cidade.

No dia seguinte ele deixou seu parceiro responsável pela tropa de jumentos que havia comprado e o enviou de volta à cidade com a ordem de revender os animais por 400 euros por cabeça.
Diante da oportunidade de lucrar 100 euros em apenas uma semana, todos os camponeses recompraram seus asnos por quatro vezes o preço que eles haviam vendido e para fazer isso todos pediram empréstimo ao banco.

Como esperado, os dois homens sumiram, foram passar suas férias em algum paraíso fiscal, e todos na cidade se viram sem seus asnos, sem dinheiro, endividados e arruinados.

Os infelizes tentaram em vão vender seus asnos para pagar suas dividas. A maldição do asno se espalhou .
Os animais foram apreendidos e alugados a seus donos anteriores pelo banco. O banqueiro por sua vez foi chorar junto ao prefeito explicando que se ele não agisse assim, também se arruinaria e teria então que cobrar os prejuízos ao município de todos os empréstimos que fez à comunidade.

Para evitar esse desastre, o Prefeito, ao invés de dar o dinheiro aos moradores locais para que pagassem suas dívidas, entregou-o ao banqueiro, amigo íntimo, primeiro adjunto, e vice-prefeito.
Desta forma, depois que pegou seu dinheiro de volta, o banqueiro nunca mais voltou a falar nada sobre as dívidas dos moradores e nem mencionou que todos estavam próximos da bancarrota.

Vendo que as notas estavam próximas do vencimento e que as taxas de juros estavam subindo, a cidade pediu ajuda aos lugarejos vizinhos, mas esses respondiam que também não podiam ajudar porque já haviam passado pelo mesmo infortúnio.

Seguindo o conselho do banqueiro, todos decidiram cortar gastos: menos dinheiro para escolas, programas sociais, saúde, estradas, polícia municipal ...

Empurraram a idade de aposentadoria para mais tarde, aboliram cargos públicos, baixaram salários e os impostos foram aumentados em paralelo. Disseram que isso era inevitável, mas prometeram moralizar este comércio escandaloso de asnos.

Esta triste história só faz sentido quando se fica sabendo que o banqueiro e os dois bandidos são irmãos e vivem juntos em uma ilha das Bermudas, comprada com o suor de seus rostos.
Eles são chamados de irmãos Marchés.
Muito generosamente, eles prometeram financiar a campanha eleitoral do prefeito em exercício.
Esta história não acabou, porque não se sabe o que fizeram os aldeões.

E você, o que você teria feito ? O que você conta fazer?

Desconheço o autor

Dos meus amores mal-resolvidos guardo boas lembranças e algumas cartas inacabadas. Guardo desenhos confusos e algumas velhas notícias. Guardo também muitas noites mal-dormidas e uma ou outra manhã mal-acordada.

Dos meus amores mal-resolvidos guardo todos os cigarros que eu nunca quis fumar e todas as palavras que preferi não mencionar. Guardo os poemas nublados assim como o céu incompreendido. Guardo também pequenas fobias e grandes oportunidades perdidas.

Dos meus amores mal-resolvidos guardo a melancolia de uma manhã chuvosa de Domingo e a raiva de uma tarde ensolarada de Segunda. Guardo as roupas, os cheiros, os hábitos e um bocado de boas risadas. Mas não quero rir agora.

Dos meus amores mal-resolvidos guardo quase tudo menos mágoas porque sei que são eles que me guardam dia e noite e me aguardam noite e dia como se, um dia ou uma noite qualquer, eu fosse tentar resolvê-los.

Desconheço o autor

Quando resolvi dar um basta na solidão, inscrevi meu nome no “caderno do amor”, e me dei a oportunidade de conhecer alguém.
Libertei-me dos preconceitos, deixei de lado às expectativas, removi todos os projetos e sonhos e deixei o amor me conduzir, só assim pude descobrir você.
Durante muito tempo caminhei seguindo padrões, eu queria encontrar alguém que me completasse, pois na verdade, havia um vazio dentro de mim, por isso nenhum relacionamento dava certo.
Eu queria alguém que fizesse o que eu nunca fiz, me assumisse, me colocasse em uma estrada, cuidasse de mim...
Mas quem pode viver a nossa dor?
Quem pode sentir o nosso desejo mais íntimo?
Quem pode vestir o nosso “sapato” e caminhar por nós?
Quem pode saber o que me angustia, se nem eu mesmo sei?

Foi assim, entre desiludido e perdido, que descobri o quanto eu posso ser feliz, simplesmente vivendo o meu jeito de viver, respeitando o seu jeito de viver, descobrindo os dois lados da história.
E assim, não nos completamos simplesmente nos amamos, somos um reflexo um do outro, ainda que bem diferentes, ainda que côncavo e convexo, direito e esquerdo, verso e reverso...
Mil formas de amar, mas uma única forma de ser feliz: Com respeito, carinho e admiração, esta sim, é a base do amor.

Solidão, nunca mais!

Paulo Roberto Gaefke

Somente uma pessoa amorosa, aquela que realmente é amorosa, pode encontrar o parceiro certo.
Essa é minha observação: se você está infeliz você irá encontrar alguém também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas pelas pessoas infelizes. E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não sejam atraídas pelas pessoas felizes; senão elas destruiriam a felicidade delas. Está perfeitamente bem.
Somente pessoas felizes são atraídas pelas pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante. Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas pelas pessoas estúpidas.
Você encontra as pessoas do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está fadado a ser amargo se este surgiu da infelicidade.
Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e então você encontrará alguma outra alma festiva e haverá um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança irá surgir disso.
Não peça por um relacionamento a partir da solitude, não. Assim você estará indo na direção errada. Então o outro será usado como um meio e o outro lhe usará como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo único é um fim em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio. Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um caminho para ficar sozinho.
Se você puder ser feliz quando você está só, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado. Se você é feliz, então você tem alguma coisa para compartilhar, para dar. E quando você dá, você obtém; não é de outra maneira. Assim surge uma necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não está amadurecido. É uma atitude infantil.
Uma criança nasce. Naturalmente, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda está para ser integrado; ela ainda não está reunida.
Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa: que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer e se ela permanecer presa nessa atitude que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente permaneceu imatura.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém.
A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade.
E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não.
"É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra"?
Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo.
Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.
Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo.
Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.
Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.

Autoria: Osho



Era uma madrugada diferente em Jerusalém, silenciosa. Entre o frio da manhã criança e o desalento do coração saudoso, uma mulher chega até o sepulcro de Jesus – havia lágrimas no seu rosto e intensa dor em sua alma.



De repente, um homem de branco, tão misterioso quanto belo, ergue a voz à cabeceira da pedra vazia, e pergunta-lhe, com profunda empatia: - mulher, porque choras? Era um anjo de Deus...!



Para Maria Madalena aquela era uma visita inesperada. Tanto pelo local, como pelas circunstâncias. Ocorre que Deus, é também o Deus das surpresas. Chega de repente, não importa nem à hora, nem as circunstâncias!



-Senhor, dize-me onde o pusestes? Por favor, não o escondas de mim!



É interessante como o sofrimento conduz ao diálogo com Deus. Quanto maior a dor, maior a intensidade do desabafo, da confissão e dos questionamentos. Muitas pessoas aprenderam a conversar com Deus, quando não tinham mais com quem conversar.



Nunca estamos sozinhos! Há sempre um anjo de Deus (ou vários) à cabeceira da nossa cama. David, o salmista, afirma que eles são guardiões da nossa entrada e da nossa saída. Guardam, portanto, os caminhos que precisamos percorrer. Anjos são mensageiros celestiais, espalhados pela terra, sintonizados com a nossa dor. São confortadores, quando estamos vivenciando provações.



Aquele túmulo era um lugar de desolação. Como, às vezes, o é também, nosso quarto, nosso escritório, nossa cozinha, nossa casa, - tudo ao redor. A experiência da perda, e a frustração do vazio, trouxeram muita tristeza ao coração daquela mulher. Suas lágrimas tinham uma razão de ser. Tinham uma história. As lágrimas são denunciadoras, geralmente, do sofrimento que o coração humano não consegue suportar, nem esconder.



- São muitas as que derramamos ao longo da vida. Lágrimas de rejeição; lágrimas de saudades; lágrimas de frustração; lágrimas silenciosas. Não importam os nomes que a elas se dêem; são lágrimas. Elas são a linguagem d´alma.



A dor da rejeição não conhece parâmetros. Ela é insondável! E quando os sonhos esbarram nos obstáculos e se tornam como fragmentos perdidos? São as lágrimas de frustração que denunciam o fim de um sonho. E dor da superação? Quando chora sua verdade, está apenas dizendo: ta doendo de mais! O choro é, também, o grito da alma!



- Porque choras?



Levante a cabeça e não se entregue ao sofrimento... Deus está por perto! Ele enviará um anjo para lhe dar assistência e trazer consolo e proteção. Todavia, Ele só poderá ser visto através dos olhos da fé. É exatamente esta fé, a força que transforma as adversidades em vitórias e pranto em alegria.







Estevam Fernandes

As oportunidades da vida são como as brisas nas noites quentes de verão, elas vêm e vão e precisamos aproveitar cada minuto quando estão presentes para nos preparar para o depois.
E quantas vezes elas chegam, vemos, somos conscientes, mas não fazemos nada. Duvidamos, simplesmente, de nós.
São nossas barreiras emocionais, a insegurança, o medo, a falta de fé, que paralisam nossas pernas. Mas Deus jamais nos diz para atravessar sem que Ele nos forneça os meios para chegar do outro lado. Se não vamos, é porque confiamos demais nesse nosso lado humano e de menos na nossa parte que mais se parece com Deus, nosso lado espiritual.
A guerra que se estabelece na nossa cabeça nos momentos de escolha é muito comum e todo mundo passa por isso, sem exceção. Há um lado que nos impede de ir em frente e o outro que nos enche de dúvidas. “E se?” “E se não der certo?” “E se eu não for capaz?” “E se não for isso?”
As desculpas que nós achamos para nos fazer desanimar são quase sempre mais evidentes e, não raro, muitos se apegam a elas e param no meio do caminho, ou seguem outra direção, como aconteceu com Jonas.
Penso em Moisés, quando Deus pediu que fosse libertar o povo de Israel. Ele duvidou e tentou se desculpar dizendo que tinha problemas para falar. Mas o Senhor, com sua infinita sabedoria, retrucou que ele não estaria sozinho. E não estava mesmo. E foi, libertou o povo, o conduziu. Cumpriu assim, a sua parte e tornou-se parte da história da humanidade.
É nosso bom relacionamento com Deus que faz a diferença. Como no amor ou amizade, onde quanto mais próximos estamos de uma pessoa, mais acreditamos nela, mais confiamos.
Quando as oportunidades baterem à sua porta, antes de dizer não com um monte de desculpas que nem mesmo você acredita, olhe para o alto. Se uma vozinha responder dentro do seu coração e sua alma se encher de paz, é que você fez a boa escolha. Vá, então, em frente! Não espere ver todas as soluções de uma vez só, as flores nascem cada uma a seu tempo e há frutos para todas as estações.
Deus, que olha por você, vai plantar no seu caminho, vai te dar coragem, vai te motivar e te empurrar quando for preciso. Ele nunca nos prometeu um caminho sem dificuldades, um mundo sem aflições, mas nos disse para termos bom ânimo.
Moisés, guiado por Deus, atravessou o mar. Não há nenhuma razão para que não atravessemos a vida como mais que vencedores.

Letícia Thompson

Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o Rei perguntou ao General o que se havia de fazer.

Ele respondeu ao Rei: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar.

Muitas vezes temos em nossa vida "terremotos" avassaladores, como o de Lisboa no século XVIII. A catástrofe é tão grande que muitas vezes perdemos a capacidade de raciocinar de forma simples, objetiva.

Todos nós estamos sujeitos a "terremotos" na vida. O que fazer?

Exatamente o que disse o General: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". E o que isso quer dizer para a nossa vida?

Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. É preciso "sepultar" o passado. Colocá-lo debaixo da terra. Isso significa "esquecer" o passado. Enterrar os mortos.

Cuidar dos vivos significa que, depois de enterrar o passado, em seguida temos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto.

Fechar os portos significa não deixar as "portas" abertas para que novos problemas possam surgir ou "vir de fora" enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa vida. Significa manter o foco no "cuidar dos vivos". Significa concentrar-se na reconstrução, no novo.

É assim que a história nos ensina. Por isso a história é "a mestra da vida". Portanto, quando você enfrentar um terremoto, não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos.

Pense nisso.

Desconheço o autor

Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro:

"Provem-me que esta cadeira não existe".

Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto.

No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor.

Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler:
"Que cadeira?"

Conclusão: Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pelo em ovo. Opte pela simplificação.




Desconheço o autor

Eu estava de passagem pela Universidade de Fordhan, Nova York. Meu colega jesuíta americano, ao saber que eu gostava de escrever estorinhas leves para jovens, propôs um passeio a Long Island, onde veria alguma coisa sensacional, inesperada e até nunca sonhada por ninguém... Fez-me entrar no carro e saímos...

De fato, o que vi neste passeio é um caso único. Uma fábrica de sapatos projetada só para deficientes físicos. Todas as máquinas foram desenvolvidas pelo proprietário da empresa, Mister Henry Viscardi. Lá se viam máquinas acionadas só por um toco de braço, outras só pelos pés ou alguma perna atrofiada. Havia uma, a que mais me comoveu, manipulada pela boca de um operário tetraplégico!

Henry Viscardi, o dono e criador dessa maravilha de amor, era também deficiente físico. Nascera com as pernas atrofiadas do joelho para baixo e tinha apenas um esboço de pés. Quando criança, andava com as mãos, segurando dois tocos de madeira, calçados com borracha de pneu. Esse seu modo de andar lhe valeu o apelido de "homem macaco", dado pelos meninos da escola. Cada vez que o chamavam assim, ele saía, pulando com seus tocos de madeira, para ir chorar junto da professora.

Um dia, esta resolveu dar-lhe uma sacudidela moral, dizendo:

-- Você pode pôr um fim a tudo isso se quiser! É um garoto muito inteligente e pode ser o primeiro da classe. Quando tal acontecer, todos irão respeitá-lo.

Foi dito e feito. Passou a enfrentar aquela situação (ver-se chamado de "homem macaco") sem lágrimas nem agressividade. Mas, sobretudo, começou a caprichar nos estudos, em pouco tempo estava em primeiro lugar! Acabou-se a zombaria. Ele terminou o primário e o colegial.

Entrou para a faculdade e formou-se em engenharia. Casou-se e teve quatro filhas! Abriu uma indústria de sapatos e, em poucos anos, acumulou uma imensa fortuna!

Um dia, no seu carrão milionário, adaptado por ele próprio para ser controlado inteiramente com as mãos, viu um deficiente físico arrastando-se pelas ruas de Nova York. Aquilo doeu-lhe e lhe sugeriu uma grande idéia. Começou a planejar máquinas especiais para deficientes. Foram meses e meses de trabalho, debruçado sobre as pranchetas. ..

E a fábrica saiu do papel. Lá estava eu percorrendo seus pavilhões, saudado por dezenas e dezenas de sorrisos de deficientes... mas não havia deficiência alguma naqueles sorrisos, porque vinham de homens e mulheres muito felizes.

Henry Viscardi é um grande católico, mas sua fábrica, que leva o nome tão bem empregado de "Abilities" (Habilidade), tem emprego para todas as religiões e todos se amam com o mesmo sorriso de felicidade!

"Eu que conheci bem o sofrimento aprendi a socorrer os que sofrem", diz Henry.

Há muitas pessoas sofredoras que, talvez, encontrassem paz e felicidade se procurassem ajudar alguém que sofre tanto ou mais do que elas. Esta é a lição maravilhosa, inesquecível do milionário deficiente físico que, do alto dos seus milhões de dólares, debruçou-se sobre outros deficientes e os ajudou a encontrar o seu lugar na vida. A Lição do "Homem macaco"!

Autor desconhecido

Há pessoas (raríssimas) que entram na nossa vida de uma forma tão intensa quanto suave, há quem nunca, há quem tarde e há quem cedo as descubra.
O seu tempo físico entre nós pouco conta, pessoas assim são medidas pela intensidade.
Nesse espaço de tempo tudo quanto nos transmite, nem sequer um único reparo tivemos a apontar.
Quando algo de bom ou mau nos acontece, pensamos nela e mesmo a sorrir ou a chorar, o nosso pensamento envia-lhe um sorriso, pois damo-nos conta que sempre está do nosso lado, apoiando-nos na tristeza, dividindo a alegria, tomando para si a nossa dor, sorrindo feliz como se da sua própria alegria se tratasse.
Mesmo ausente, pressente quando precisamos dela e, nunca falha.
A sua presença conforta, o saber que ela vibra com o nosso triunfo motiva-nos a avançar pois que, se na hora da chegada formos vencedores ela lá estará para nos congratular e se chegarmos vencidos o seu é o primeiro ombro amigo que encontramos.
Assim como na mistura dos sorrisos, dela serão as nossas lágrimas.
Tenho para mim que esses são os verdadeiros seres de luz, a sua áurea emana tranquilidade, conforto, paz, segurança.
Esses sim são para mim os verdadeiros anjos.

HerLânder Lobão

Amor de corpo inteiro.
Um amor que transcende, transpira, transborda.
Amor com mãos e pés.
Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender.
Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio.
Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!
Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens.
Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece.
De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza.
Amor sem ego.
Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece!
Amor que é assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.
Amor que não se pede, que não se dá, porque já é!
Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem!
Apenas crescimento e aprendizagem.
Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor...
Você consegue?!?

Rosana Braga

Vou escrever rude e direto. Há ocasiões em que não há tempo para delicadezas e rodeios. Você acha que sua vida é uma droga, que ela não é nada daquilo com que você sonhou. Deixe suas queixas para quando houver real razão para elas; não estou fazendo o jogo do contente da Polaina e nem usando o argumento “muita gente está pior do que você”. O jogo do contente é um jogo de mentiras e o jogo do “muita gente está pior do que você” não consola. A desgraça do outro não é razão para eu estar feliz. Estou simplesmente tentando chamar você à razão.
Não é a sua vida que vai mal. É a sua alma. Da tradição Zen vem esta história que eu quero lhe contar: “Um homem estava numa floresta escura. De repente ouviu um rugido terrível. Era um tigre. Aterrorizado, ele se pôs a correr, mas caiu num precipício. No desespero da queda agarrou-se num galho e ali ficou. Foi então que, olhando para a parede do precipício, viu um pé de morango. E nele, um morango, gordo e vermelho. Estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu deliciosamente”. E assim termina a história.
Pode ser mais tarde do que você imagina. Nunca perca os momentos bons que a vida está lhe oferecendo, mesmo quando você se encontra em desespero. Pode chegar um momento em que você tenha que dizer: “Que pena que não comi com alegria o morango”. Mas aí será tarde. Lembre-se: O passado já foi, não há como lamentar. O futuro ainda não chegou. Só não tenha o que lamentar quando ele chegar. A única coisa que temos é o momento presente. Portanto, não perca os momentos bons.

Rubem Alves

Quando tiveres um quarto de hora à disposição, reflete nos benefícios que podes espalhar.

Recorda o diálogo afetivo com que refaças o bom-ânimo de algum familiar, dentro da própria casa; das palavras de paz e amor que o amigo enfermo espera de tua presença; de auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esforço para a limpeza ou o reconforto do próprio lar; da conversação edificante com uma criança desprotegida que te conduzirá para a frente as sugestões de boa vontade; de estender algum adubo à essa ou aquela planta que se te faz útil; e do encontro amistoso, em que a tua opinião generosa consiga favorecer a solução do problema de alguém.

Quinze minutos sem compromisso são quinze opções na construção do bem.

Nâo nos esqueçamos de que a floresta se levantou de sementes quase invisíveis, de que o rio se forma das fontes pequeninas e de que a luz do Céu, em nós mesmos, começa de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem do coração.


Meimei & Francisco Cândido Xavier

Não és observador distante da vida.

Estás na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho, por ti, resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas.

A postura de quem observa de fora produz enfoques e conclusões equivocados. No entanto, a participação consciente dá medida correta e propicia melhor compreensão dos dados ao alcance.

Considera-te pessoa valiosa no conjunto da Criação, tornando-te, cada dia, mais atuante na Obra do Pai e fazendo-a melhor conhecida e mais considerada.

Tu é o herdeiro de Deus, e o Universo, de alguma forma, te pertence.

Livro: Vida Feliz
Joanna de Âmgelis & Divaldo P. Franco

Fracassado é aquele que abandona a luta ou nega-se a travá-la.
Dificilmente logrará vitória quem se recusa a enfrentar os desafios do cotidiano.
O homem são as suas tarefas, que devem ser enfrentadas com decisão e coragem.
Em todo cometimento multiplicam-se as dificuldades e as problemáticas se repetem.
Quedas e aparentes insucessos são experiências que, repetidas, favorecem o homem com o êxito que deve perseguir até o fim.
Desistir do empreendimento porque se apresente difícil, significa abandonar-se a contínuos insucessos.
Não recear jamais, nem ceder à tentação da desistência na luta da ascensão.
Se queres, podes.
Quando te propões realizar os labores que te dizem respeito, abres-te à vitória, que deves colmar na oportunidade própria.

Simon Bolívar, o excelente Libertador de quase metade da América do Sul não poucas vezes perdeu batalhas e esteve preso. Porque não desistiu, perseverando nos ideais e lutando, triunfou.
Benito Juarez, órfão e pobre, humilhado e sob injunções terríveis, contribuiu para a liberdade do México, mais do que qualquer outro herói.

Franklin Delano Roosevelt, paralítico, vitimado numa cadeira de rodas não se compadeceu do próprio estado de saúde e desempenhou relevante papel no seu país, como Primeiro Mandatário, revelando-se extraordinário libertador, durante a Segunda Guerra Mundial.


Édison experimentou quase 10.000 testes para lograr o êxito da lâmpada elétrica e porque insistiu sem desânimo, ofereceu à Humanidade um valioso contributo.

Faraday, até aos 14 anos, permaneceu numa Gráfica, na condição de encadernador. Lendo um dos livros em que trabalhava, interessou-se pela eletricidade, revelando-se pioneiro nesta tecnologia de grande utilidade para a Humanidade.

Cervantes sofreu incompreensões e experimentou a miséria, teve os seus escritos desconsiderados, viveu em regime de mendicância para não morrer de fome, não obstante, prosseguindo, legou-nos o "Dom Quixote de la Mancha" de valor literário e filosófico inegável.

Camões, sem uma vista, fez-se cantor de "Os Lusíadas".

Confúcio, aos 55 anos, foi abandonado pelo seu mestre. Sem desânimo, prosseguiu, oferecendo extraordinária contribuição filosófica para o pensamento universal.

Maomé, na busca de fiéis, padeceu terrivelmente, até que, sem abandonar a luta, espalhou o Alcorão pela Terra.

Buda, procurando a iluminação, provou solidão e abandono, conseguindo que a mensagem da paz passasse a impregnar as vidas...

A história de Jesus é por demais conhecida para que se ampliem consideração...

A galeria daqueles que não desistiram e confiaram na vitória que souberam esperar, é muito grande.

Não te abatas ante impedimentos nem persigas sucessos improvisados, imediatos, que cedem lugar a terríveis desencantos.

Se queres vencer superando quaisquer problemas, prossegue em paz, insistindo na ação operosa e confiante, assim conseguindo o fanal que é a meta essencial da tua vida.

Disse Jesus "Aquele que perseverar até o fim, este será salvo."

É necessário permanecer fiel e otimista.

Se queres, portanto, a vitória, insiste.


Livro: Otimismo
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

“Uma grande quantidade de portas se abre girando a maçaneta para a direita. Estou diante de uma porta. Giro a maçaneta para a direita e a porta não abre... Bom... Que tal tentar girar para a esquerda? Sim, posso abrir essa porta, basta compreender como está fechada, ao invés de ficar repetindo as maneiras como abri as portas anteriores.”
As portas não se abrem sempre da mesma maneira. Os mesmos caminhos que nos levam ao êxito podem também ocasionar o fracasso. A substância que cura também pode matar. Tudo é uma questão da dose, do momento, da aplicação...
Veja o caso da repetição: repetir é uma das condições necessárias à aprendizagem.
Dizemos que alguém aprendeu determinada função, ação ou conhecimento, quando é capaz de repetir em situações idênticas ou semelhantes, a mesma sequência, raciocínio ou processo.
Porém, nossa capacidade de repetir nos conduz inúmeras vezes ao engano.
Aprendemos como abrir uma porta, generalizamos este processo e começamos a abrir todas as portas fechadas que encontrarmos... Até que um dia encontramos uma porta que, em várias tentativas, simplesmente, não abre...
Fomos enganados pelo hábito da repetição. Simplesmente, a maçaneta está ao contrário, ou o sentido da chave está invertido. O fato é que ficamos algum tempo paralisados, pensando porque a porta não abre se fizemos tudo direito?
Quando “congelamos” no processo de repetição, ocorreu apenas uma fase do processo de aprendizagem, mas não a mais importante delas: aquela que dá origem, conhecimento.
O conhecimento nos permitirá utilizar respostas diferentes diante de novos desafios.
Foi assim que reagimos diante da porta: As portas se abrem girando a maçaneta para a direita. Estou diante de uma porta. Giro a maçaneta para a direita e a porta não abre, logo... Não posso abrir essa porta.
Quando o mais correto seria reagirmos assim: Uma grande quantidade de portas se abre girando a maçaneta para a direita. Estou diante de uma porta. Giro a maçaneta para a direita e a porta não abre... Bom... Que tal tentar girar para a esquerda?
Sim, posso abrir essa porta, basta compreender como está fechada, ao invés de ficar repetindo as maneiras como abri as portas anteriores.
É extremamente simples! Na vida, as portas não se abrem sempre da mesma maneira.
Com base neste raciocínio, pare e reflita: quais são as portas que não se abrem na sua vida?
• Você está preso à solidão? Abra a porta para estabelecer relacionamentos.
• Está preso no quarto escuro da mágoa? Abra as portas do perdão.
• Se encontra confinado aos acontecimentos passados? Abra a porta do presente.
• Sente-se aprisionado pelo seu potencial atual? Abra as portas do aprendizado de coisas novas.
Sim, eu sei, você vai me dizer que já tentou fazer isso várias vezes, mas as portas não se abriram, parecem estar emperradas... Mas, espere um pouco... Será que você girou a maçaneta para o lado certo?
O fato das coisas não darem certo em noventa e nove tentativas, não significa que não darão certo na centésima, especialmente se você tentar de uma forma diferente.
Não viva aprisionado às generalizações. Você não é uma estatística, é um ser de potencial ilimitado.
Não se esqueça também que você pode mudar de porta... As portas que não se abrem servem para duas coisas básicas em nossas vidas:
1) Testar nossa perseverança, garra e inteligência em abri-las;
2) Fazer-nos perceber que nosso caminho não passaria por aquela porta, que estávamos diante da porta errada.
Só os mais experientes e mais sábios descobrem rapidamente a diferença. A maioria das pessoas se engana: insiste na porta errada e desiste da porta certa. Preste atenção nisso!
Labirinto de portas
A vida é um labirinto de portas. Para cada uma que você abrir, outra surgirá, e o que está por trás de cada uma delas, jamais será a mesma coisa. Nem você será o mesmo, dependendo das portas que escolher...
Entre todas essas portas, existe uma fundamental: aquela que só abre por dentro e dá acesso ao seu coração. É por essa porta que entram a Luz de Deus, o seu verdadeiro amor, os amigos.
E é por ela que você sai do passado, abandona suas mágoas, frustrações e limitações e parte na direção de novas possibilidades e oportunidades.
Essa porta que só abre por dentro também parece não abrir em determinadas situações: inverta o sentido da maçaneta! Porque, na vida, é perdoando que se é perdoado, é amando que se é amado, é dando que se recebe.
Abra as portas do coração e da alma e, em seguida, vá abrindo todas as portas significativas que a vida colocar à sua frente, menos aquelas que sua própria alma e coração disserem não ser para você!
Não se preocupe em saber a diferença agora. O tempo, a experiência e, sobretudo, um coração humilde lhe ensinarão a reconhecer a diferença.
Há uma porta esperando para ser aberta neste exato momento, só depende de você!

Carlos Hilsdorf

Tua ausência foi um anoitecer sem estrelas e sem lua. Sem mais sonhos para sonhar. Sem promessa de amanhã. Temporal furioso, tua ausência ocupou todos os espaços do céu e cobriu de negro cada astro. Sombreou cada chegada. Eclipsou a vida.
A tua ausência – caprichosa feito maga e rainha – decretou o fim dos planos feitos a dois. Impôs o lamento. Tornou o caminho sombrio e assustador. Levou os sorrisos da ingenuidade que espera.
Levou consigo as flores, os sonhos e fez de tudo um deserto. Deixou o frio, o medo e as sombras que a ausência traz.
A tua ausência me fez noite.
Se tivesse aprendido a tua ausência, não estaria agora tateando desorientado. Não estaria nesse diálogo absurdo dos que perambulam pelas ruas conversando com outros mundos e seres invisíveis. Não imaginaria filmes – que passam na mente – numa sessão de cinema sem fim. Não repetiria essa palavra a quase todo instante. Não procuraria palavras jogadas pelos cantos.
Se tivesse aprendido a tua ausência, não teria desaprendido o sorrir. Não moldaria sonhos em forma de coração e de entrega.
Não vestiria a alma com essas roupas surradas do passado.
Eu seria luz, se tivesse aprendido.
No container do coração, ficaram esperanças, sentimentos, desejos e o melhor querer. Tudo possível do amor, agora catalogado em um arquivo morto entre velhos jornais.
Se tivesse aprendido a tua ausência, não mais ouviria nenhuma canção tocando em mim. Não seria cais de embarcações que apenas partem.
Saberia ser feliz até nunca mais! Afastaria de mim, para sempre, esse horror de ter me tornado noite.
Se tivesse aprendido a tua ausência, eu não teria esse medo de nunca mais amanhecer. Não viveria essa angústia feita de recordação, saudade e loucura.
Saberia morrer em paz e uma só vez. Sim, eu saberia!
Se tivesse aprendido essa tua ausência...
– Ah, meu Deus! Eu não seria desespero!

Paulo Moreira

Ao chegar a este mundo, trazemos os olhos cheios de simplicidade e de uma alegria ingênua, contagiante...
Nessa época de infância, despreocupada e leve, quantos sonhos carregamos! A imaginação corre livre. Não há limites para a mente fértil. Tudo é possível.
Mas crescemos. E a vida vai se encarregando de apagar um pouco do brilho dos nossos olhos.
Ouvimos tantas vezes a palavra "não" que, aos poucos, nos revestimos de uma cautela exagerada. Passamos a ter medo de ousar ir além, de transpor até mesmo pequeninos limites.
Devagar, muito lentamente, passamos a colocar cada vez mais freios na alma, a exercer autocensura, a matar a imaginação.
Antes de sonhar, repreendemos a nós mesmos: "Ah, isso não é possível!" Ou "Isso não vai dar certo." E nem nos permitimos imaginar algo novo e ousado.
Mas, pensemos, vale a pena viver de forma tão metódica? Com cada passo contado? Com os sonhos reprimidos?
A resposta é não. Não vale a pena sufocar os sonhos, que podem ser a ponte para uma vida mais feliz e plena.
Um sonhador é alguém que não se acomoda. Está sempre buscando algo de bom, de novo, de diferente. É um idealista, um lutador.
Observe que não estamos falando de pessoas rebeldes, daquelas que desejam apenas quebrar regras como forma de provocação.
Falamos de pessoas que aspiram viver em um mundo mais justo, abençoado por gestos de fraternidade e cheio de ética, alegria e paz.
Você lembra quando John Lennon cantou que era um sonhador, mas que não era o único?
Na música "Imagine", ele imaginava um planeta livre de preconceitos religiosos, sem que as fronteiras dos países impedissem os homens de serem irmãos.
Pois é. O que Lennon queria mesmo era que mais sonhadores se juntassem a ele, para que o Mundo fosse um só, muito mais unido, mais solidário e amoroso.
Vamos atender a esse convite?
Sim, porque atender a esse chamado de irmandade é também aderir à mensagem de grandes líderes religiosos, de filósofos, de homens de bem.
Lembremos que a Humanidade caminha porque há quem sonhe. Inventores, cientistas, sacerdotes, pensadores em geral são grandes sonhadores.
Gandhi sonhou que a independência da Índia seria conquistada sem violência. E conseguiu dobrar o poderoso império britânico, sem pegar em armas. Apenas com gestos de amor, com seriedade e com uma vontade férrea.
São homens como esse os verdadeiros sonhadores. Não aguardam sentados. Não se deixam abater. Não permitem que o pessimismo alheio os contamine.
Sonhadores movem o Mundo, a partir de ideais que eles tornam realidade. Os seus são sonhos de bem-estar, de fraternidade, de gestos amorosos.
Permita-se, você também, sonhar coisas belas, buscar mudanças positivas. Toque as estrelas com as pontas dos dedos. Sonhe.
Sonhe, sim. Todos os dias, todas as horas. E tente fazer seus sonhos se materializarem, para mudar o Mundo para melhor.

Desconheço o autor

Foi durante a guerra civil na Espanha. Antoine de Saint-Exupéry, o autor de O pequeno príncipe, foi lutar ao lado dos espanhóis que preservavam a democracia.
Certa feita, caiu nas mãos dos adversários. Foi preso e condenado à morte.
Na noite que precedia a sua execução, conta ele que foi despido de todos os seus haveres e jogado em uma cela miserável.
O guarda era muito jovem. Mas era um jovem que, por certo, já assassinara a muitos. Parecia não ter sentimentos. O semblante era frio.
Vigilante, ali estava e tinha ordens para atirar para matar, em caso de fuga.
Exupéry tentou uma conversa com o guarda, altas horas da madrugada. Afinal, eram suas últimas horas na face da Terra. De início, foi inútil. Contudo, quando o guarda se voltou para ele, ele sorriu.
Era um sorriso que misturava pavor e ansiedade. Mas um sorriso. Sorriu e perguntou de forma tímida:
Você é pai?
A resposta foi dada com um movimento de cabeça, afirmativo.
Eu também, falou o prisioneiro. Só que há uma enorme diferença entre nós dois. Amanhã, a esta hora eu terei sido assassinado. Você voltará para casa e irá abraçar seu filho.
Meus filhos não têm culpa da minha imprevidência. E, no entanto, não mais os abraçarei no corpo físico. Quando o dia amanhecer, eu morrerei.
Na hora em que você for abraçar o seu filho, fale-lhe de amor. Diga a ele: "Amo você. Você é a razão da minha vida." Você é guarda. Você está ganhando dinheiro para manter a sua família, não é?
O guarda continuava parado, imóvel. Parecia um cadáver que respirava.
O prisioneiro concluiu: Então, leve a mensagem que eu não poderei dar ao meu filho.
As lágrimas jorraram dos olhos. Ele notou que o guarda também chorava. Parecia ter despertado do seu torpor. Não disse uma única palavra.
Tomou da chave mestra e abriu o cadeado externo. Com uma outra chave abriu a lingueta. Fez correr o metal enferrujado, abriu a porta da cela, deu-lhe um sinal.
O condenado à morte saiu apressado, depois correu, saindo da fortaleza.
O jovem soldado lhe apontou a direção das montanhas para que ele fugisse, deu-lhe as costas e voltou para dentro.
O carcereiro deu-lhe a vida e, com certeza, foi condenado por ter permitido que um prisioneiro fugisse.
Antoine de Saint-Exupéry retornou à França e escreveu uma página inesquecível: Uma vida, duas vidas, um sorriso.

A história acima,evidencia mais uma vez que o amor é o maior de todos os sentimentos. Ele gera compaixão e atitudes nobres…


Desconheço o autor




“Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na freqüência das coisas mais simples.
Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano.
Como o toque bom do sol quando pousa na pele.
A solidão que é encontro.
O café da manhã com pão quentinho e sonho compartilhado.
A lua quando o olhar é grande.
A doçura contente de um cafuné sem pressa.
O trabalho que nos dignifica.
Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados.
O poema que parece que fomos nós que escrevemos.
A força da areia molhada sob os pés descalços.
O sono relaxado que põe tudo pra dormir.
A música que nos faz subir de oitava.
A delicadeza desenhada do improviso.
O banho bom que reinventa o corpo.
O cheiro de terra.
O cheiro de chuva.
O cheiro do tempero da infância.
O cheiro de quem se gosta.
O acorde daquela risada que acorda tudo na gente.
Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.[...] “

Ana Jácomo

Desconheço o título original do texto, caso conheça, agradeço se avisar!

"Tornei-me, por ventura, vosso inimigo por vos dizer a verdade?" (Paulo, Gálatas 4:16)

Caminhamos todos em busca de alguma coisa. Às vezes nem sabemos bem o quê.

Muitas vezes confundimos tudo. Outras, determinamos a meta e investimos.

Lutamos e avançamos com os olhos fixos no objetivo. Não paramos para ver que ao nosso redor, e, ao mesmo tempo, outras pessoas fazem ou tentam fazer o mesmo.

E todos têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações perante a vida e a si mesmos.

Não importa quem sejam estas pessoas. Observem que nem sempre respeitamos as suas necessidades. Achamos sempre que o que fazemos e o de que necessitamos é mais importante. Com isso, invadimos o espaço alheio.

Porém, não permitimos interferências no nosso espaço.

Caminhamos alheios a toda e qualquer necessidade do nosso próximo.

Às vezes até do mais próximo.

Quando a vida ou alguém nos interrompe e nos chama a ouvir as verdades que precisamos ouvir, nos recusamos, nos sentimos invadidos, e até nos consideramos vítimas.

Não acha que é melhor parar? Ouvir e analisar?

Quem sabe se na nossa programação de vida não estão incluídas outras obrigações com pessoas e coisas que não estamos querendo ver ou admitir?

Creia: não atingimos o objetivo completo deixando algo para trás.

Então, se estamos adormecidos, ouvir algumas verdades nos faz bem. Mesmo que fira nosso orgulho e nos melindre.

É melhor caminhar mais lentamente e mantendo a tarefa em dia, do que ter que voltar mais tarde para corrigir ou buscar o que deixamos para trás.


Do livro: Na Hora Exata
Maria Cotroni Valenti

Não passes pelo mundo sem acrescentar o teu tijolo à magnífica construção do bem.

Não permitas que os teus dias se escoem sem que algo faças de útil em benefício do próximo.

Não deixes que a tua oportunidade de servir se perca no grande vazio das horas inúteis.

Não consintas em viver exclusivamente para os interesses pessoais.

Não adotes o comodismo por norma de conduta, refletindo que Jesus permanece no madeiro, braços abertos, à nossa espera.

Enquanto tens forças para caminhar, sai de ti mesmo ao encontro daqueles que choram à margem da estrada...

Atende-os, como se fossem eles - e realmente o são - vida de tua própria vida.

Liberta-te dos pesados grilhões da indiferença!

Sê a fonte de água pura para os sedentos, a côdea de pão para os famintos, a veste aconchegante para os que sentem frio, o bálsamo para as feridas que sangram, a mão amiga para os que tropeçam, o consolo para os que sofrem...

Recordando a palavra do Mestre: "Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um desses mais pequenos de meus irmãos, foi a mim que fizestes", apressa-te no cumprimento do dever, porquanto, todas as vezes que te furtares à prática do bem, estarás, em essência, negando auxílio Àquele a quem tudo devemos.

Do livro: Brilhe vossa Luz

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

Gostaria de lhe colocar em situações difíceis...
Não para ver você sofrer,
Mas sim, para ver você reagir;
Gostaria de lhe colocar no meu lugar...
Não para lhe comparar,
Mas sim, para lhe ajudar;

Gostaria que não fosse tarde...
Não para dizer TE AMO,
Mas sim para expressar-te o meu amor;

Gostaria de lhe pedir...
Não para lembrar-me,
Mas sim, para não esquecer-me;

Gostaria de lhe dizer...
Não o que é errado,
Mas sim, ensinar-lhe o que é certo;

Resumindo...
Gostaria que você não me visse como uma amiga,
Mas sim como uma irmã,

Gostaria que entendesse que
Só tenho a desejar-te sorte e

Enfim dar-te o meu amor
Tão grande embora tão insignificante
Gostaria de lhe colocar em situações difíceis...
Não para ver você sofrer,
Mas sim, para ver você reagir;

Gostaria de lhe colocar no meu lugar...
Não para lhe comparar,
Mas sim, para lhe ajudar;

Gostaria que não fosse tarde...
Não para dizer TE AMO,
Mas sim para expressar-te o meu amor;

Gostaria de lhe pedir...
Não para lembrar-me,
Mas sim, para não esquecer-me;

Gostaria de lhe dizer...
Não o que é errado,
Mas sim, ensinar-lhe o que é certo;

Resumindo...
Gostaria que você não me visse como uma amiga,
Mas sim como uma irmã,

Gostaria que entendesse que
Só tenho a desejar-te sorte e

Enfim dar-te o meu amor
Tão grande embora tão insignificante...

Patrícia Liberato de Medeiros

É geralmente quando não podemos dizer mais nada que gostaríamos de ter dito algo mais.
E por que não dizemos o que sentimos e esperamos sempre para o momento seguinte?
Por que não aprendemos, definitivamente, que a vida é o que temos agora e temos nas mãos o poder de fazer dela o que queremos, que podemos evitar os arrependimentos, que podemos, simplesmente, dar e receber dela o melhor que existe?
Nós conhecemos todas as regras do bem-viver. Nós conhecemos todos os caminhos que levam ao caminho do céu e sabemos exatamente o que devemos fazer.
Quando alguém nos diz algo que vai de encontro ao que já sabíamos, é que temos aquela sensação de que apenas algo foi acordado em nós, mas ele estava lá, claro como a luz do dia e nós é que estávamos cegos. Isso nos prova que os conhecimentos estão todos em nós.
Não podemos mudar o mundo se não nos mudamos. Não podemos olhar para fora se deixamos fechados nossas janelas; não podemos fazer nada acontecer se deixamos sempre para amanhã para fazer isso ou aquilo.
Por que o orgulho fica maior que o amor dentro de nós se ele nos afasta das pessoas que mais amamos e se ele nos impede, a nós mesmos, de sermos felizes?
A família é um tesouro inestimável. E mesmo se entre pedras preciosas encontramos pedras brutas, elas também fazem parte do todo da nossa história. São nossas raízes e nossos galhos, são as flores e frutos e são o sangue que corre nas nossas veias.
Cortar laços de sangue é cortar um pouco de si mesmo, ficar aleijado de alguma forma. As grandes pessoas são aquelas que aprendem a passar por cima de muros e enxergar apenas o essencial.
Se fecharmos uma porta para alguém entrar, essa mesma porta nos impede de sair. E acabamos perdendo.
Deus escolheu uma família para enviar Seu filho porque sabe que o ser humano precisa disso para manter seu equilíbrio.
Quaisquer que forem as portas que estejam fechadas, temos uma chave nas mãos. Diminuído não é quem busca, mas quem rejeita.
O amor é capaz de criar laços onde já não mais existiam e construir pontes que nos levarão aos outros e eles a nós. E por onde, com toda a certeza, Deus terá prazer em caminhar.

Letícia Thompson

Um paciente diz ao psiquiatra:
- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima... Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima... Estou ficando maluco!
- Deixe-me tratar de você durante dois anos. Venha três vezes por semana e eu curo este problema, diz o psiquiatra.
- E quanto o senhor cobra?- pergunta o paciente.
- R$ 120,00 por sessão -responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? ? pergunta o psiquiatra.
- A 120 reais a consulta, três vezes por semana, dois anos = R$ 37.440,00. Ia ficar caro demais. Aí um sujeito num bar me curou por 10 reais.
- Ah é? Como? ? - pergunta o psiquiatra.
- Por 10 reais ele cortou os pés da cama.

Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples. Há uma grande diferença entre foco no problema e foco na solução. Concentre-se na solução ao invés de ficar pensando no problema.




Desconheço o autor

Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:
Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
Corra, pule brinque todos os dias.
Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
Se alimente com gosto e entusiasmo.
Seja legal.
Coma o suficiente.
Nunca permita ser o que você não é.
E o MAIS importante de tudo...
Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

Ramiro rios

É hora de substituir o ideal romântico do amor que basta em si mesmo (por isso não dura) por uma relação que traga crescimento individual.
Há algo de errado na forma como temos vivido nossas relações amorosas. Isso é fácil de ser constatado, pois temos sofrido muito por amor. Se o que anda bem tem que nos fazer felizes, o sofrimento só pode significar que estamos numa rota equivocada. Desde crianças, aprendemos que o amor não deve ser objeto de reflexão e de entendimento racional; que deve ser apenas vivenciado, como uma mágica fascinante que nos faz sentir completos e aconchegados quando estamos ao lado daquela pessoa que se tornou única e especial. Aprendemos que a mágica do amor não pode ser perturbada pela razão, que devemos evitar esse tipo de contaminação para podermos usufruir integralmente as delícias dessa emoção – só que não tem dado certo. Vamos tentar, então, o caminho inverso: vamos pensar sobre o tema com sinceridade e coragem. Conclusões novas, quem sabe, nos tragam melhores resultados.
Vamos nos deter em apenas uma das idéias que governam nossa visão do amor. Imaginamos sempre que um bom vínculo afetivo significa o fim de todos os nossos problemas. Nosso ideal romântico é assim: duas pessoas se encontram, se encantam uma com a outra, compõem um forte elo, de grande dependência, sentem-se preenchidas e completas e sonham em largar tudo o que fazem para se refugiar em algum oásis e viver inteiramente uma para a outra usufruindo o aconchego de ter achado sua metade da laranja. Nada parece lhes faltar. Tudo o que antes valorizavam – dinheiro, aparência física, trabalho, posição social etc. – parece não ter mais a menor importância. Tudo o que não diz respeito ao amor se transforma em banalidade, algo supérfluo que agora pode ser descartado sem o menor problema.
Sabemos que quem quis levar essas fantasias para a vida prática se deu mal. Com o passar do tempo, percebe-se que uma vida reclusa, sem novos estímulos, somente voltada para a relação amorosa, muito depressa se torna tediosa e desinteressante. Podemos sonhar com o paraíso perdido ou com a volta ao útero, mas não podemos fugir ao fato de que estamos habituados a viver com certos riscos, certos desafios. Sabemos que eles nos deixam em alerta e intrigados; que nos fazem muito bem.
De certa forma, a realização do ideal romântico corresponde à negação da vida. Visto por esse ângulo, o amor é a antivida, pois em nome dele abandonamos tudo aquilo que até então era a nossa vida. No primeiro momento até podemos achar que estamos fazendo uma boa troca, mas rapidamente nos aborrecemos com o vazio deixado por essa renúncia à vida. A partir daí, começa a irritação com o ser amado, agora entendido como o causador do tédio, como uma pessoa pouco criativa e desinteressante. O resultado todos conhecemos: o casal rompe e cada um volta à sua vida anterior, levando consigo a impressão de ter falido em seus ideais de vida.
Os doentes acham que a saúde é tudo. Os pobres imaginam que o dinheiro lhes traria toda a felicidade sonhada. Os carentes – isto é, todos nós – acham que o amor é a mágica que dá significado à vida. O que nos falta aparece sempre idealizado, como o elixir da longa vida e da eterna felicidade.
Diariamente, porém, a realidade nos mostra que as coisas não são assim, e acho importante aprendermos com ela. Nossas concepções têm de se basear em fatos, nossos projetos têm que estar de acordo com aquilo que costuma dar certo no mundo real. Fantasias e sonhos, ao contrário, têm origem em processos psíquicos ligados às lembranças e frustrações do passado. É importante percebermos que o que poderia ser uma ótima solução aos seis meses de idade, como voltar ao útero materno, será ineficaz e intolerável aos 30 anos. A bicicleta que eu não tive aos 7 anos, por exemplo, não irá resolver nenhum dos meus problemas atuais. É preciso parar de sonhar com soluções que já não nos satisfazem a adaptar nossos sonhos à realidade da condição de vida adulta.
Se é verdade, então, que o amor nos enche de alegria, vitalidade e coragem – e isso ninguém contesta –, por que não direcionar essa nova energia para ativar ainda mais os projetos nos quais estamos empenhados? Quando amamos e nos sentimos amados por alguém que admiramos e valorizamos, nossa auto-estima cresce, nos sentimos dignos e fortes. Tornamo-nos ousados e capazes de tentar coisas novas, tanto em relação ao mundo exterior como na compreensão da nossa subjetividade. Em vez de ser um fim em si mesmo, o amor deveria funcionar como um meio para o aprimoramento individual, nos curando das frustrações do passado e nos impulsionando para o futuro. Casais que conseguem vivê-lo dessa maneira crescem e evoluem, e sob essa condição seu amor se renova e se revitaliza.

Flávio Gikovate

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