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Atitude é Tudo

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Ame generosamente...
Cuide-se intensamente...
Fale com gentileza...
E, principalmente, não reclame.
Deixe o restante com Deus.

Textos mais lidos

A tentação é uma prova pela qual passa nossa parte humana em grau mais ou menos elevado. Geralmente atinge nosso lado fragilizado e carente onde, por isso mesmo, existe uma brecha. Ou seja, chega aos momentos onde estamos mais vulneráveis e é preciso estar atentos para não cairmos nessa armadilha que nos conduzirá ou ao sofrimento ou a perdas, às vezes irreparáveis.

Elas são diferentes para cada um segundo aquilo que seu coração dá maior ou menor importância. Assim, um copo de bebida alcoólica representa uma tentação para quem está tentando parar de beber e não representa nada para uma pessoa comum. Por isso mesmo precisamos estar vigilantes com as nossas fraquezas, pontos sensíveis onde sabemos que podemos ser levados.

Não se julgue forte demais. Você nunca esteve diante de algo que foi mais forte do que suas próprias forças e que te fizeram, por um instante, se esquecer de tudo o mais? Alguma coisa assim tão forte que por um momento você tivesse perdido toda a noção de pecado, certo ou errado... Por algum instante você não pensou, você se deixou levar, sem medir conseqüências, sem pensar no depois.

É como se no mundo todo só existisse você e seu desejo. Mas a realidade é cruel depois. A consciência acusa. Para alguns é suficiente esse sentimento de culpa para refletir e parar por aí. Mas para outros... A prática contínua de atos pecaminosos pode levar à idéia de que tudo é natural e sempre haverá uma desculpa, um meio de justificação para esse ato ou aquele.

Deus não nos acusa. O fato de cairmos em tentação uma vez ou outra não nos torna pessoas perdidas, desde que reconheçamos nosso erro. O que Deus não aprova são essas pessoas para as quais o pecado torna-se coisa natural e que se justificam dizendo que a vida passa muito rápida e que devemos tudo experimentar.

Se você se conhece o bastante para ter consciência das suas fraquezas e não sabe se terá forças ou não para resistir, evite passar pelo caminho. Isso se chama sabedoria. Se soubermos que existe um abismo na nossa frente, vamos nos desviar, não? É assim com a vida... Certos caminhos, certas escolhas, podem ser abismos dos quais dificilmente poderemos sair.

A felicidade plena é a paz de espírito, a sensação de bem estar com a vida, com o corpo, com a alma. Se estivermos nesse caminho, sigamos em frente. Se não... É sempre tempo de voltar e escolher uma nova direção.

Letícia Thompson

Já que o amor chega de repente, deixa ele te surpreender,e invadir o seu coração sem nenhum pudor,fazer com que a sua alma vibre, que você sorria, assim, sem motivo aparente, com a alegria dos simples.
O amor é isso não é?
Uma alegria inexplicável, um desejo que é maior que tudo,maior que o racional que pede prudẽncia,onde a gente se deixa levar pela inocência,e diz coisas que nem deveria dizer,faz coisas que não saberia fazer,aprende com a delicadeza do sentimento que envolve,e se é para viver o amor, que seja de verdade,puro, intenso, rico de experiências,na explosão dos hormônios descontrolados,das mãos que se buscam, dos corpos que se tocam,pelos que se roçam, energias que se trocam…
Deixe o amor te envolver,ainda que seja para reacender uma velha chama.
Pois o que já foi fogo, pode ser aceso mais de uma vez.
Só não se acende aquilo que já morreu,que foi abandonado pelo tempo.
Tempo este, que hoje pede sua atenção,para não deixar o amor morrer em vão.
O amor pede tempo e atenção.
Por isso, nada de reclamar da solidão,envolva-se com a vida, com o bem,envolva-se com pessoas que buscam o mesmo sentido,pois assim, no caminho percorrido,alguém achará uma trilha longe da razão,e vai acabar achando você,flechando o seu coração.
O amor é surpreendentemente gostoso,simples e feito prá você!

Eu acredito em você

Paulo Roberto Gaefke

O NAVIO, ENQUANTO ESTÁ ATRACADO
NO PORTO, ESTÁ SEGURO;
PORÉM, NÃO FOI PARA ISTO
QUE ELE FOI CONSTRUÍDO!

Assim somos nós, Somos como um Navio
Enquanto estamos acomodados e conformados com a situação
na qual nos encontramos, aparentemente estamos seguros.
Nada nem ninguém nos incomoda.
Mas, quando decidimos lutar por Algo mais e por dias melhores,
aí começam as tempestades e as dificuldades.
Surgem invejosos, pessimistas e até INIMIGOS
para nos fazer desanimar.
Porém, entenda:
VOCÊ NÃO NASCEU PARA FICAR NUMA MESMA POSIÇÃO!
DEUS TEM ALGO MAIS PARA VOCÊ!
DEUS TEM NOVOS HORIZONTES PARA A SUA VIDA!

Não tenha medo dos ventos que sopram, Você não está só!
VOCÊ tem o MAIOR PILOTO que existe: JESUS!
Ele te conduzirá pelos Mares desta VIDA!!





Desconheço o autor

As pessoas não são eternas. Pelo menos não na vida terrena. Elas apenas passam, vivem o tempo que lhes é ofertado e retornam à terra.
Ninguém pode acrescentar um segundo sequer à sua vida ou à de alguém. Não temos esse poder e quando a hora chega, ela chega.
Mas preferimos não pensar nisso. Julgamos que temos todo o tempo do mundo para fazer isso ou aquilo, para recuperar o perdido, para sarar o ferido e restabelecer a paz.
Amanhã eu ligo amanhã eu faço, amanhã peço perdão, amanhã me reconcilio, amanhã... Como se pudéssemos segurar o amanhã em nossas mãos! Como se ele fosse chegar por nossa vontade e trazer tudo como ontem ou como hoje! Amanhã? Hoje é o amanhã de ontem e tudo continua na mesma, por que se espera pelo amanhã.
Cada qual tem sua história e suas histórias. Cada qual sua cruz e suas dores, suas alegrias, seus lamentos, seus dissabores, seus ganhos e perdas. É o que nos forma como pessoas, que nos dá a impressão de existir, de fazer parte do universo. E há, assim, como com milhares de outros, relacionamentos quebrados, porque um dia alguém feriu e foi ferido.
Quando isso acontece, construímos em volta do nosso coração um muro, uma barreira que o outro não pode atravessar. Sentimos-nos tão importantes com isso que nem percebemos que esse muro impede o outro de entrar, mas nos impede, a nós, de sair. Tornamos-nos prisioneiros, aprisionados das nossas idéias e nossas mágoas. Não estendemos a mão e recusamos a do outro, caso nos estenda.
Enquanto isso, a vida continua. Não damos, talvez para punir e não recebemos como punição que nos infligimos a nós mesmos, inconscientemente.
Vamos deixar para amanhã para resolver isso, porque hoje estamos magoados demais, não conseguimos perdoar e não queremos dar o braço a torcer, afinal, não erramos. E eu diria como Cristo, quem nunca errou que atire a primeira pedra!
Amanhã não existe. O amanhã, só o conhecemos quando o sol nasce e que o Senhor nos dá aquele dia a mais. E todo mundo não chega lá. Não podemos afirmar que estaremos ainda aqui, porque a vida é imprevisível, às vezes temos o sentimento que é mesmo cruel.
Se o hoje nos é ofertado, por que não viver sem grades e sem muros, em comunhão com o mundo e com Deus? O orgulho? Olhe para ele de cara feia e diga: eu quero é ser feliz e se eu quero, eu vou ser feliz!
Muros nos impedem de abraçar, de sentir o calor ou as batidas do coração do outro. Impedem-nos de dar e de receber, nos transformam em pessoas separadas e isoladas.
Destrua, então, com coragem, dessa que só os grandes possuem esse muro em volta do seu coração e volte a abraçar. Perdoe, mesmo se perdão não foi solicitado, porque cada qual deve dar conta da sua vida a Deus e a outra pessoa responderá por si mesma.
Liberte-se, porque se o amanhã não vier para a outra pessoa, você terá que aprender a conviver com seu coração fechado e terá perdido os melhores anos da sua vida.

Letícia Thompson

Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?
Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?
E dentro de você?
Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
Não faça isso.
É antiprosperidade.
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha.
É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular.
Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
Dê o que você não usa mais.
Venda, troque, movimente e não acumule.
Dê espaço para o novo.
Não estamos falando do capitalismo/ consumismo, mas até mesmo aquele namoro que não ata nem desata.
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida.
Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.
É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades.
Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:
* primeira, você não confia no amanhã e,
* segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
O princípio de não acreditar que o melhor é para você, pode se manifestar, por exemplo, na conservação de um velho e inútil liquidificador.
Esse princípio, expresso num objeto, denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da sua vida gerando entraves ao sucesso e à prosperidade.
O simples fato de dar para alguém o velho liquidificador, colocando o objeto em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado.
Emocionalmente, também.
Você passa a acreditar que o novo compensará o objeto doado.
Gente, uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem-vinda.
Arejar espaços, fora e dentro da gente faz um bem enorme!
Vamos lá... Mãos à obra!!
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!




Desconheço o autor

Alguma vez você já pensou aonde vão as águias quando a tormenta vem? Onde é que elas se escondem? Elas não se escondem. Abrem suas asas que podem voar a uma velocidade de até 90km/h, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos podem ter uma extensão de 30 a 50m, mas lá em cima brilha o sol. Nessa luta terrível podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente.
Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. Finalmente, as águias também morrem, mas alguma vez você achou por aí um cadáver de águia? De galinha talvez, de cachorro ou de pombo, quem sabe até de um bicho de mato nessas extensas estradas de reserva ecológica, mas cadáver de águia você não encontra. Sabe por quê? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Procuram com seus olhos o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final.

Até para morrer elas são extraordinárias. Talvez por isso o profeta Isaías compara os que confiam no Senhor com águias.

Quem sabe hoje você tem diante de si um dia cheio de desafios.
Alguns deles podem parecer impossíveis de ser vencidos, mas lembre-se: descanse no Pai, passe o tempo com Ele e depois parta para a luta, sabendo que depois daquela tormenta brilha o sol.

"Mas os que esperam no Pai, renovam as suas forças".

Desconheco autor

Alguns problemas são assim: como estradas intermináveis, esburacadas, cheias de trechos onde os acidentes são fatais.
Problemas que parecem fazer a pessoa afundar, temer o dia seguinte, procurar onde se esconder.
Mas, assim como as estradas, problemas não são insuperáveis.
Problemas não resistem à determinação, daqueles que passo após passo, seguem, caminham ainda que cansados, ainda que aflitos, no caminho que sabem ter um fim, a sua Meca.
Pode ser que você esteja vivendo um problema assim, que parece não ter fim, parece um terremoto, abalando as suas estruturas, desarrimando-o.
Mas, eu lhe digo: não desista!
Dê um passo de cada vez rumo à solução, corte aqui, corrija ali, converse acolá, liberte-se de pré-julgamentos, não se condene, nem se lamente.
Ainda hoje você pode se deparar com uma solução, com uma nova visão da vida, do problema e da saída.
Deus não colocou estrelas no céu à toa, elas são lembretes brilhantes, cheias de cor, de que Deus te acompanha sempre, com muito amor. De que não estamos sozinhos, e cada um tem seu valor, e você, na bolsa de valores de Deus, é uma ação valiosa, a “blue chips” mais preciosa.
Eu acredito em você!

Paulo Roberto Gaefke






Não faça da sua dor uma máscara,
que coloque em seu rosto a "marca da vítima",
do pobre coitado, da "infeliz de Maria".
Isso só afasta as pessoas e as oportunidades.
Por vezes, a vida, com sua "lousa amorosa",
vem trazendo novas lições, novos caminhos,
e nós, presos ao que passou, ao que mal começou,
ficamos parados na ilusão do tempo,
e sofremos além da conta.
Enterre seus mortos, mas deixe-os lá.
Na tumba que serve de abrigo para os ossos,
porque, Platão já sabia e afirmava,
seus mortos não estão no túmulo,
estão além da sua visão,
mas perto da sua alma, da sua percepção,
seus mortos vivem no seu coração.
Faça da sua dor um aprendizado.
Tire proveito das lições que o desengano promove,
aprenda a reconhecer os sinais do amor,
comece a enxergar os problemas de longe,
fuja das situações embaraçosas,
amores mal resolvidos,
pessoas com mais problemas que você,
dívidas que podem ser evitadas,
compromissos que não te pertencem.
Viva uma vida com sabedoria,
e assim, encontrará, a alegria,
mãe de toda a felicidade.
É tempo de reencontrar a paz perdida,
se afundar no travesseiro sem nenhum medo,
com a plenitude de saber ser merecedor,
de tudo o que é bom, inclusive o amor!

Paulo Roberto Gaefke

Havia dois irmãos que visitavam seus avós no sítio, nas férias. Felipe, o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato. Praticava sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo. Certa tarde viu o pato de estimação da vovó... Em um impulso atirou e acabou acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste! Entrou em pânico e escondeu o pato morto no meio da madeira! Beatriz, a sua irmã viu tudo, mas não disse nada aos avós. Após o almoço no dia seguinte, a avó disse:
"Beatriz, vamos lavar a louça".
Mas ela disse:
“Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na cozinha”.
E olhando para ele sussurrou:
"Lembra do pato?”.
Então o Felipe lavou os pratos. Mais tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse:
"Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar”.
Beatriz apenas sorriu e disse:
"Está bem, mas o Filipe me disse que queria ajudar hoje"
E sussurrou novamente para ele
"Lembra do pato?"
Então a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar. Após vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele, finalmente não agüentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato. A vovó o abraçou e disse:
“Querido, eu sei... estava na janela e vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!".
Qualquer que seja o seu passado, ou o que você tenha feito... (mentir, enganar, seus maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc)... Seja o que for... Você precisa saber que Deus estava na janela e viu tudo como aconteceu.
Ele conhece toda a sua vida... Ele quer que você saiba que Ele te ama e que você já está perdoado. Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer de você um escravo. Deus só está esperando você pedir perdão, Ele não só perdoa, mas Ele se esquece. É pela graça e misericórdia de Deus que somos salvos. Deus está na janela e sabe de tudo!

Desconheço o autor

Amar é importante. Sentir o amor, sentir-se amado é importante.
O grande mal que atinge o mundo é a ausência daquilo que chamamos o maior de todos os sentimentos e a maior dentre todas as coisas.
Não falo aqui do amor carnal, embora este entre em conta na contabilidade da felicidade de cada um de nós.
O que falo é no amor que gera a atenção, aquele devido e reclamado por cada ser, mas mais reclamado que tudo, como se o dar não fizesse parte do acordo implícito em cada relação humana.
As pessoas desinteressam-se das outras, porque dizem-se ter o suficiente com os próprios problemas. E o têm, provavelmente. Mas o que gera o isolamento, a solidão temida, é justamente querer receber aquilo que nos recusamos a dar.
O que falta é a atenção necessária ao outro para sentir-se, pelo menos, ouvido e parte integrante na roda da vida.
Cada um fala de si e poucos são os que se importam realmente com que o outro diz, com seus reais sentimentos, suas reais razões.
Muitas e muitas vezes quando um fala, o outro já está preparando-se para dizer, sem ponderar, aquilo que ele mesmo pensa ou sente.
Pessoas tornam-se assim, surdas às outras, porque só conseguem ouvir a voz do próprio egoísmo, não por maldade, mas pelo apelo das próprias necessidades.
Pessoas juntas sentem-se sozinhas, casais unidos pela vida sentem-se abandonados, amigos criam relações superficiais, pais e filhos distanciam-se.
Olhar nos olhos do outro é importante. Perceber a dor ou a felicidade e compartilhar dela é fundamental ao outro na sua necessidade de se sentir amado.
Poucos, raros mesmo, são os que param o que estão fazendo quando o companheiro, amigo ou colega de trabalho precisa falar. Parte do que se diz fica desconectada no ar e a outra parte, invariáveis vezes, esquecida depois. Numa fração de segundo, a frase “do que mesmo estávamos falando?” pode entrar na conversa, deixar um sem ação e o outro, sem graça.
A atenção dada ou recebida faz parte do tratamento e da cura dos males que tomam conta do mundo, ela reforça relações, cria laços, solda, une e faz bem.
Não ouvimos Deus porque não queremos ouvir, porque, quem sabe, o que Ele quer nos dizer nos desagrada e contraria, mas Ele fala e só percebemos isso depois com o infalível “eu sabia” que nos fere como um punhal.
Não somos ouvidos por Ele porque não abrimos inteiramente nosso eu, temos sempre pressa, estamos sempre ocupados.
Entre Deus e nós e entre nós e os outros, somos os que definimos o tipo de relação que temos.
Podemos colocar o primeiro tijolo ou esperar que alguém o faça. Porém a ordem com que este é colocado influencia e determina cada um dos nossos passos e abre ou fecha para nós as portas do paraíso.

Letícia Thompson

No consultório localizado perto da residência do médico, um homem bastante doente falou, em desespero: - Doutor, tenho medo de morrer! Diga-me, o que há do outro lado? Calmamente o médico disse: - Eu não sei! - Você não sabe? - E fala com esta tranqüilidade? Neste momento, ouviram o ruído de arranhões e ganidos do outro lado da porta fechada. Quando o médico abriu a porta, um cachorro entrou e pulou sobre ele, alegremente. Virando-se para o paciente, o médico disse: - Notou o meu cachorro? Ele nunca esteve nesta sala; não sabia o que havia aqui, apenas sabia que seu dono estava aqui. No entanto, quando a porta se abriu, ele entrou sem medo. - Não sei quase nada do que há depois da vida. Mas sei de uma coisa: EU SEI QUE MEU SENHOR ESTÁ LÁ! E ISSO É SUFICIENTE!

Desconheco o autor

Ao nascer, recebemos um jardim para cuidar, já com muitas sementes, que nos cabe apenas regar, cuidando com carinho de cada canteiro.
No canteiro do Amor, nascem os mais belos sentimentos, como a solidariedade, o afeto, a ternura e uma linda flor vermelha, chamada de paixão.
No canteiro da esperança, nascem os sonhos, a perseverança, os desejos da alma, que bem regados, rendem muitos frutos, chamados de "realizações".
No canteiro da alegria, flores lindas que sorriem para a vida, são conhecidas como "motivação", "boa vontade" e "persistência", sendo fundamentais para a continuidade do nosso jardim.
Mais ao fundo, um canteiro impressiona pela altura das flores, é o canteiro da fé, regado com orações e atitudes regeneradoras, sobem até o céu, e muitas das flores tocam os pés dos anjos, que tudo ouvem nas nossas plantações.
Muitos cuidam do canteiro com trabalho incessante, vigiando os pensamentos, regando constantemente o amor, a alegria e a esperança, sempre com desejo sincero de mudar para melhor.
Assim, as flores crescem sempre fortes, lindas e mesmo diante das tempestades, próprias da vida, resistem ao tempo e as dificuldades, tornando-se cada vez mais belas.
Outros, um pouco menos cuidadosos, se perdem em lamentações, gastando o precioso tempo em divagações.
Pensam nas plantas que poderiam ter e não tem, naquelas que já tiveram e perderam, nas belas plantas do vizinho, e vão se descuidando do jardim, deixando as ervas daninhas tomarem conta dos canteiros.
Assim, plantas destruidoras como o ódio, a inveja, a calúnia, a preguiça, o desrespeito entre outras pragas, vão tomando o lugar das flores da vida, das sementes que recebemos ao nascer, e vamos nos tornando pessoas amargas, insensíveis, amarguradas, tristes e doentes.
O jardim da vida são os seus pensamentos, o regador, seus sentimentos e a semente, a fé.
O jardineiro é você, a terra, a própria vida, a água é Deus, fonte de toda a vida, que espera que seu jardim não seja apenas florido, mas que dele nasçam frutos perenes, e que um dia, você vire semente eterna do bem.
Sendo assim, onde você estiver vai atrair pássaros e vida, vai levar alegria e paz, conforto e esperança, pois em você, a semente de Deus germinou, deu frutos e criou raízes profundas.
Seja você, o próprio jardim de Deus, cuide dos seus canteiros, regue todos os dias com amor, esperança e fé.
Eu acredito em você.



Paulo Roberto Gaefke

Muitas e muitas pessoas gastam suas vidas numa impressão eterna de passar pela vida sem viver.
Agrada-se aos pais, irmãos, amigos, namorado(a), marido, esposa. Se as pessoas que amamos estão felizes, está tudo bem. Não! Não é bem assim! Se não estamos bem é que não está tudo bem!
Agradar aos outros, fazer pelos outros, dar de si sem contar, sem esperar de volta o que dizemos que a vida oferece naturalmente faz parte da nobreza do nosso caráter, mas não deve ser sinal da nossa fraqueza.
Há alguém que existe além do outro: nós!
O que Deus nos pede não é uma vida de renúncias, como se não mais existíssemos, não fôssemos importantes, não tivéssemos, nós também, necessidades que devem ser preenchidas.
O carinho que damos é o mesmo que precisamos. A atenção que oferecemos é a mesma que carecemos.
Amar o outro não é esquecer-se de si, é simplesmente amá-lo. E se esse amor exige de nós a aceitação de coisas que ferem nossa alma, é que algo está errado.
Deus não criou pessoas para servirem e outras para serem servidas. Ele criou todas as pessoas à sua imagem e semelhança, com desejos de dar e receber, como Ele mesmo. Ele nos dá um amor incondicional e nos ofereceu salvação, mas em troca pede que estejamos perto dEle.
Como podemos oferecer a felicidade e paz a alguém se nosso coração está morrendo?
O amor ao outro não deve desgastar-nos, mas completar-nos.
E de você para você, digo:
Deus não quer migalhas de você, um ser destruído e com a impressão de não ter tirado da vida as melhores coisas.
Deus quer você completo, pois é somente estando bem que poderá fazer o bem.
Eu disse e digo uma vez mais: ame-se!
Ame-se o bastante para pôr-se de pé, para erguer a cabeça, para não aceitar viver uma vida de resignação sem função de pessoas que não dão o mínimo valor ao que você é, ao que você pode ser.
Ame-se ao ponto de poder olhar-se no espelho e ficar feliz com o que vê. Se isso ainda não acontece, vire a vida de cabeça para baixo, cuide da sua saúde física, mental e espiritual, cuide da sua aparência... coloque um enorme sorriso no rosto!
Afaste-se do mal, das armadilhas onde você inevitavelmente poderá cair, dos perigos que poderão fazer com que se perca. As velhas mágoas matam muito mais a você do que a quem te magoou, porque é você quem as carrega: aprenda a passar por cima.
Você pode perder muitas coisas na vida, mas perderá tudo, se perder a sua auto-estima, seu amor-próprio.
Nosso corpo é o templo do Espírito Santo de Deus. Que tipo de lar tem você para oferecer Aquele que te formou?
Viva de forma que aqueles que estejam perto de você respirem a paz, percebam a luz e desejem estar eternamente na sua presença. Deus também possui esse desejo.


Letícia Thompson

Há pessoas que perdem-se tanto nos porquês que esquecem-se de viver. Elas querem compreender e o tempo não fica esperando a compreensão do que, em muitas ocasiões, ultrapassa nosso entendimento.
A vida é o que é!
Quando aceitamos o que recebemos, vivemos melhor. Quando as adversidades nos ensinam a nadar, atravessamos o mar. Quando as barreiras dizem que não podemos e não somos capazes, podemos nos redobrar de forças e vencer os obstáculos.
O que não podemos é ficar sentados esperando para ver o que vai acontecer amanhã ou depois, negar o que temos nas mãos, mesmo se não pedimos, na brincadeira do faz de conta que não recebi.
Não podemos fugir da realidade do que vivemos, nos trancar dentro de casa por que um avião pode cair, ou não sair da calçada porque podemos escorregar.
Não podemos nos impedir de viver e viver implica não só ter coisas boas, agradáveis e bonitas, mas também o feio, o triste, o inesperado e o doloroso.
São as cores que matizam-se, que dão aquele toque especial ao quadro da nossa vida. E isso não nos cabe compreender, cabe-nos simplesmente viver.

Letícia Thompson

O sol se despedia do Império Tré.
O vassalo caminhava ao lado da anciã do moinho amarelo.
Iam conversando sobre a vida.
- O que mais lhe agrada na vida, senhora?
A velhinha do moinho amarelo, olhando o ocaso,distraída, respondeu:
- O entardecer...
Surpreso, o vassalo perguntou:
- Não prefere o amanhecer? Não há coisa mais bela que o nascimento do sol,atrás das verdes colinas de Tré. Eu prefiro o amanhecer!
A anciã colocou no chão a cesta de espigas que levava em suas mãos enrugadas.
Dirigindo-se ao vassalo, com voz doce e conciliadora, disse:
- O amanhecer é belo, sim. Mas o pôr-do-sol me agrada mais.
São momentos que me fazem refletir, pensar muito...
São momentos que dizem coisas de mim mesma...
- Coisas? De ti mesma? – perguntou o vassalo.
Não sabia o que a velhinha queria dizer com aquela frase.
Antes de fechar a porta do moinho amarelo, a anciã acrescentou:
- Claro.
A vida é como um amanhecer, para um jovem como tu.
Para os anciãos, como eu, é um belo entardecer.
O que no início é bonito, ao final chega a ser plenamente belo.
Por isso prefiro o entardecer...
- Veja!
A anciã apontou sua mão para o horizonte.
O sol se ocultou e uma cálida cor rosada se estendeu por todo o Império de Tré.
E o vassalo guardou silêncio, deslumbrado ante tanta beleza.
A vida é como um instante que passa e não volta.
Começa como um fresco amanhecer, e como um sereno entardecer nos deixa.
Depende de nós que o sol de nossa vida, quando se despeça do céu chamado “história”, enfeite com lindas cores a sua despedida.
Cores que sejam bonitas recordações que guardarão de nós as pessoas que viveram ao nosso lado.





Desconheço o autor

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho (o caluniador).
No tribunal, o caluniador disse ao juiz:

- Comentários não causam tanto mal... e o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - o vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado; se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.
No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se...


Desconheço o autor




Quem ama não vê defeitos... quem odeia não vê qualidades e, quem é amigo, vê as duas coisas!!!

Mãe...
São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!

Mário Quintana

Nós, homens, nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas vezes caiamos por debilidade.
Lembro que um dia, minha irmã chorava em nossa casa.
Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou o motivo de sua tristeza.
Escutei-os conversando por horas. Lembro-me especialmente de uma frase que meu pai lhe disse naquela conversa e que me enche de força a cada manhã.
Meu pai acariciou o rosto dela e disse:
Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem, e nunca mais voltará a chorar.
Depois disso, perguntei-me inúmeras vezes qual seria a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem e não me deixar vencer pelas coisas pequenas.
Com o passar dos anos, descobri que se todos nós homens lutássemos por sermos grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração, o mundo seria completamente diferente!
Aprendi que um Grande Homem não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito daqueles que nos cercam.
Meu pai lhe dizia:
Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você. Enamore-se de um homem que se interesse por você, que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las.
Não creia nas palavras de um homem cujos atos dizem o oposto.
Afaste de sua vida um homem que não constrói com você um mundo melhor. Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia.
Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente. É como um câncer, matará tudo o que há em você (emocional, mental, físico, social e economicamente).
Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não se ame saudavelmente.
Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais.
Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.
Não se enamore de um homem que ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar.
Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades.
Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais útil?
Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto?
Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza - a do coração?
Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço?
Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito.
Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu coração sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior.
Um grande homem é o que caminha de frente, sem baixar os olhos; é aquele que não mente, embora às vezes perca por falar a verdade e sobretudo, um grande homem é o que sabe chorar sua dor sem fugir dela…
Um grande homem é o que cai e tem a suficiente força para levantar-se e seguir lutando…
Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito.
Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar. É quem no lugar de lágrimas lhe roubou sorrisos…
Sorrisos por tudo que conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos 3 filhos que preenchem suas vidas.
Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca...
Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos.
Aprendamos a ser um desses Grandes Homens, para vivenciar os anos junto de uma Grande Mulher e nada nem ninguém nos poderá vencer!

Desconheço o autor

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados naquele amor, que não conseguimos ver uma luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida...
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega.
Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.
A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate, de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiros

Quando eu reclamo o que não recebo, pergunte-me se sei quanto não dou.
Quando eu me lamento porque sofro, pergunte-me quantas vezes eu faço sofrer.
Quando eu acuso a ignorância, pergunte-me, se eu analiso meus próprios conhecimentos.
Quando eu condeno o erro, pergunte-me se eu sei o quanto erro.
Quando eu digo que sou amigo sincero, pergunte-me se me analiso com sinceridade.
Quando eu me queixo da penúria, pergunte-me quanto possuo mais do que outros.
Quando eu critico o mundo, pergunte-me o que faço para melhorá-lo.
Quando eu sonho com o céu, pergunte-me quanto tento extinguir o inferno.
Quando eu me digo modesto, pergunte-me se tenho orgulho de parecer humilde.
Quando eu condeno o mal, pergunte-me se tenho procurado difundir o bem.
Quando eu deploro a indiferença, pergunte-me se tenho semeado o amor.
Quando eu me aflijo com a pobreza, pergunte-me se tenho usado bem minhas riquezas.
Quando eu reclamo de espinhos, pergunte-me se tenho cultivado rosas.
Quando eu lamento as trevas, pergunte-me se tenho espalhado luz.
Quando eu me ocupo comigo mesmo, pergunte-me se tenho me preocupado com os outros.
Quando eu me sinto pequeno, pergunte-me se tenho procurado crescer.
Quando eu me queixo de solidão, pergunte-me se tenho procurado ser boa companhia.
Quando eu me revolto contra a doença, pergunte-me o que tenho feito pela saúde.
Quando eu almejo a concórdia, pergunte-me se tenho combatido a discórdia.
Quando eu me digo Seu Servo, pergunte-me se tenho servido para alguma coisa.
Quando eu receber as Suas respostas, pergunte-me o que farei quando eu ouvir minhas próprias respostas.
É preciso ter fé para falar com Deus, mas é preciso coragem para ouvir tudo que Ele tem a dizer.




Sílvia Schmidt

Ele já tinha todas as rugas do tempo quando o encontrei pela primeira vez. Queixava-se de que tinha muito a fazer. Perguntei-lhe como era possível que em sua solidão, tivesse tanto trabalho... Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e dominar um leão! – disse ele. Não vejo nenhum animal perto do local onde vives. Onde eles estão? Ele então explicou: Estes animais, todos os Homens tem! Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que se fixem sobre uma boa presa. São meus olhos! As duas águias ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. São as minhas mãos! Os dois coelhos querem ir aonde lhes agrada. Fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades. Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos, mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável. São meus pés! O mais difícil é vigiar a serpente. Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, mal se abre a jaula, está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto, causa danos. É a minha língua! O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo! Finalmente, preciso dominar o leão. Ele sempre quer ser o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhoso. É o meu coração!

Desconheço o autor

Nenhum vilão criado até hoje pela indústria cinematográfica pode superar as maldades cotidianas cometidas por pessoas que podem estar muito próximas a nós.
Por entendermos que a essência do Homem é boa, distraímo-nos acreditando que todas as pessoas agem baseadas na bondade. Não é sempre assim.
É fato que existem mentes perigosas, dispostas a destruir pelo prazer de destruir; ardilosas, inteligentes e completamente desvinculadas da lógica, da racionalidade, da moral e da ética.
Essas pessoas estão conosco nas ruas e no trabalho, no lar e no encontro casual em um shopping center. Elas procuram “vítimas” e, frequentemente, as encontram entre as pessoas mais frágeis, bondosas e afetivas. Elas têm predileção por pessoas que demonstram lacunas emocionais doloridas - pessoas fragilizadas que acreditam em tudo o que possa parecer uma possibilidade de curá-las dessas dores.
Na Era Cristã, já se falava daqueles que devoravam a casa das viúvas, aproveitando-se de sua solidão e carência. As coisas não mudaram, apenas sofisticaram.
Sim, há pessoas destituídas de sentimentos de compaixão, amor e empatia. E elas, por aparente ironia, são as que mais acusam as outras pessoas de serem assim. O disfarce perfeito: a mãe que não age como mãe, mas finge preocupar-se ilimitadamente com os filhos; o pai que não age como pai, não protege, não provê, não se envolve, mas chora de saudade dos filhos para os quais nunca liga ou visita; a irmã invejosa da beleza da mais nova que chantageia a mãe para tornar a outra “borralheira”; a terapeuta sexual, que sequer estuda o assunto, mas é excelente para palpitar na vida dos outros com ares de especialista, enquanto em casa possui vida íntima destruída e dedica-se a prejudicar pessoas e afastar amizades que favoreçam o crescimento do marido, que quer cativo.
Há milhares de pessoas que espancam com as mãos, outras com palavras, chefes tiranos, negociantes gananciosos e uma categoria sem fim de vilões cotidianos com os quais cruzamos nas esquinas de nossas vidas. Isso quando não passamos a dividi-las com eles.
Há quem defenda que os vilões são apaixonantes, ao menos para o delírio dos que lhes querem servir de vítimas.
O fato é que podemos estar tomando café da manhã com o inimigo, dormindo com a inimiga, trabalhando lado a lado com o traidor e até mesmo, nos tornarmos vilões de nós mesmos - sabotando nossa própria felicidade e agindo com crueldade com relação a nossa própria vida.
Há muita maldade no mundo e a maldade é ausência de amor. Todo aquele que não ama e não recebe amor corre grave perigo. Trate o mal com o bem, amando o próximo, especialmente o mais próximo, mas cuidado para não levar o inimigo para dentro de casa e de não confundir inimigos com amigos.
A patologia da maldade é perigosa, desestruturante e de consequências imprevisíveis. Se fizéssemos uma pesquisa nos manicômios sobre as origens que conduziram pessoas antes consideradas normais até aquele estado encontraríamos o egoísmo, a vaidade, o orgulho e o prazer em provocar deliberadamente a dor, na base da imensa maioria dos fenômenos a que convencionamos chamar loucura.
Todo vilão é um “louco” em potencial, com incrível capacidade de tornar-se um “louco” realizado!
Não desacredite da humanidade, tampouco ande por aí de maneira desavisada convidando vilões para jantar. Na vida real, a despeito da novela, poderá não haver ninguém da produção para salvá-lo das consequências, nenhum diretor para dizer: - “Corta!”
Vilões de verdade não param, não desistem e não obedecem a direção alguma. Estão doentes, precisam de ajuda. Se quiser ajudá-los, não se torne uma vítima, vítimas nem sempre têm uma segunda chance! Mesmo que seja para ajudar...
Os bons sofrem demais porque esquecem que também é bondade denunciar e não aceitar a maldade. Ser conivente com a vilania é uma maneira de se aproximar da aquisição de seus hábitos. Saia desse âmbito de ação. Neutralize as possibilidades de que apliquem vilania à sua vida.
Se você consentir ser prisioneiro ou refém de algo ou alguém, não faltarão candidatos à vaga de vilões e sequestradores do seu destino.
A realidade supera, em muito, à ficção. Fique alerta, troque de canal, vire a página, abandone a história, esqueça a personagem...
Liberte-se!

Carlos Hilsdorf

Homens não sabem falar. Sofrem por não saber dizer. Ao menos aparentemente, nada sabem dizer. Vivem de símbolos.
Alguns mais conhecidos, são de poder, de domínio, de jugo. Símbolos pelos quais, em geral, somos vistos.
Somos vistos, a grosso modo, como infantis, diretos demais e até um pouco negligentes no amor. Será que é assim?
Lógica é uma coisa tipicamente masculina, dizem. Qual seria a lógica desses seres que parecem totalmente insensíveis?
Gostaria de tentar dizer, olhando nos olhos de uma mulher: O homem é grato por natureza. Ele sabe o útero materno que o acolheu; sabe do calor da primeira mulher que lhe ensinou o amor. E por toda a vida, deve levar isso.
Sabe também que amor e gratidão não se misturam.
Ainda assim, reverencia cada mulher - por enxergar nesta a dignidade de todas.
Alguém já disse que procuramos mães. Engano! Procuramos um amor que seja maior que nós mesmos.
Até para que a vida tenha sentido.
Mas, muitas vezes não sabemos expressar, ou pouco sabemos.
Nos escondemos em nossa fortaleza pelo fato de não saber expor. Criamos imagens, que nem por todas as mulheres são entendidas.
Talvez até para nós mesmos seja um tanto difícil. Tudo para nós são símbolos.
É o desejo de também ser grande ou possuir algo mais, que - se não falamos - queremos mostrar ou insinuar que seja.
Dificuldade de entender que a fragilidade faz parte da delicadeza da relação. Nosso pensar, às vezes, é surreal. Medo de ser comparado.
Homem é como criança sem domínio sobre a fala; quer dizer de uma estranha maneira que é muito mais do que suas palavras conseguem.
Sonha com o aprendizado junto da mulher que o leva além de si mesmo.
Enxerga sua importância para a mulher, querendo ser o que mais plenamente lhe ocupa os espaços, numa linguagem que utiliza seus corpos, mas avança muito além.
Essa é sua verdadeira busca.
A de ser o amor maior.
Aquele que faz de cada toque, uma cura. De cada estar junto, o dia mais feliz que já existiu.
O que faz sua cúmplice vibrar em sua grandeza de mulher.
Um certo orgulho de acreditar que seja o único capaz de levá-la à mais que total entrega, a um êxtase de felicidade próximo da implosão.
Um homem não apenas adentra um corpo de mulher. Mora nele. Faz dele seu porto e templo. Passa a ser o pulsar do coração que o abriga.
E todos os homens sabem disso - absolutamente todos. É nato do ser homem!
Homens são águias. Pensam ser donos por direito natural. Mesmo sabendo injusto - em sua inocência - agem assim. Mas, só até perceberem que o céu é maior que seus olhos.
Sempre deixam sua presença. De uma forma ou de outra. Uma essência sua fica em cada entrega. A certeza de esperança, de vida.
Luz que não se explica – um halo. Quando ama verdadeiramente, o homem deixa sua marca. E sabe quando isso acontece.
Agradece em silêncio à sua fada de luz, todo o bem de cada instante compartilhado.
Sem que, muitas vezes, essa mulher perceba, devolve de uma forma só sua, o amor que o recebe e o faz tão humano.
Pressente quando é chegado o tempo de dois se tornarem um só. Consegue assim, o que parecia impossível.
Envergonhado com a nudez de seu espírito perante a parceira, com os olhos pregados no horizonte, balbucia baixinho: - amo você...




Desconheço o autor

Um dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar. É neste momento, que o ser humano descobre o que são fardos, os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados… Ai está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem, racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças. Os que desanimam, bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá, pois todo milagre é fruto de uma ação positiva. Se hoje você está atravessando o seu deserto, seja ele o mais seco do mundo, não importa, em algum canto dele, você encontrará um oásis. Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam, são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo, é a fé que todos nós temos e renova a esperança. Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada, não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e depois de tudo, o sol vai brilhar por você. A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos, e a força que nos empurra para a vitória, é o amor de Deus que nunca nos abandona.




Paulo Roberto Gaefke


Encontraram-se um dia, uma lágrima, uma estrela e uma gota de orvalho.




Falou primeiro a estrela: “Quem diria que eu tivesse o trabalho de descer das alturas luminosas, para vir conversar com vocês três? Não sabem que sou mais alta que as nuvens? E que a minha altivez fulgura entre mil chamas radiosas, na infinita amplidão?”


Responde, então, a pérola vaidosa: “Mas, quem te dará valor, entre milhões de lâmpadas no espaço? Tu não passas de um grão de esplendor metido na poeira do infinito... Ninguém se lembra de te pôr nos braços! Enquanto eu, lá no fundo dos oceanos, sou buscada e vendida aos soberanos, para enfeitar, com minha limpidez, as cores dos reis! Vivo no colo esplêndido dos nobres, e nos ricos seios das rainhas! Não como ti, que sob o olhar dos pobres poetas vagabundos te encaminhas... Valho mais que tu! E ainda mais valho que um orvalho e uma lágrima, pois ambos são gotas d`água, sem o mínimo valor”.


Disse, etão, o orvalho, com mágoa: “Qual de vocês três, tem esse encanto de se transformar em gozo, na boca imaculada de uma flor? Eu venho lá de cima, radiante, nos braços da alvorada, cobrir de beijos uma rosa, que se sente tão doce nesse instante, que vale a pena vê-la tão ditosa! E trago o riso ao coração da terra, engolfada em pranto. Eis como sou feliz! Na campina ou no cimo da serra, sou sempre uma esperança cristalina, nos lábios sorridentes de uma flor!” Calou-se o orvalho


E a lágrima? Coitada, esta nada dizia...




“E que respondes tu?”


Perguntaram os demais.


E ela, rolada na terra úmida e fria, nada ousava falar...




Porém, sublime e calma respondeu:


“Eu sou o perdão no crime e a vibração no amor! Bailo no olhar risonho de alegria, moro no olhar tristíssimo da dor! Eu sou a alma da saudade e da harmonia! Sou o estrilo na lira que soluça, dos poetas, sou oração no peito dos ascetas, sou relíquia de mãe em coração de filho, sou lembrança de filho em coração de mãe! Não vivo nos seios perfumosos, nos colos orgulhosos, na ostentação efêmera do luxo... porém, penetro no espírito do mundo! Seja do rei, do sábio mais profundo, do rústico mais vil... do pecador, do santo.




“E até na doce face do Senhor, um dia já rolei...”




Eu, lágrima pequena, penetrei no coração de Deus e fiz estremecer, abrir-se extasiado o pórtico dos céus. Não sei mesmo, quantos pecados já lavei... A lágrima calou-se humildemente, deslumbrando a todos. E em silêncio a tudo contemplou soberanamente... na vastidão vazia. A estrela ocultou-se atrás de uma nuvem e chorava. A pérola desceu às profundezas dos mares e chorava também. O orvalho tremulando sobre a relva, também chorava.


E a lágrima?


Só a lágrima sorria.




Desconheço o autor!

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Presente recebido da amiga Simone do blog http://vidadarata.blogspot.com/
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