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Atitude é Tudo

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Ame generosamente...
Cuide-se intensamente...
Fale com gentileza...
E, principalmente, não reclame.
Deixe o restante com Deus.

Textos mais lidos

Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.

Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

O mestre perguntou:

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceitar, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma... a não ser que você permita!!!

Autor desconhecido

Conta uma lenda que em uma ilha longínqua vivia uma solitária deusa de sal. Ela era apaixonada pelo mar.

Passava dias, noites, horas na praia observando o balanço de suas ondas, sua beleza, seu mistério, sua magnitude. Um desejo enorme começou a apossar-se do seu coração: experimentar toda aquela beleza.

Esse desejo foi aumentando até que um dia a deusa resolveu entrar no mar. Logo que ela colocou os pés no mar, eles sumiram, derreteram-se.

Encantada com ele, ela seguiu em frente e suas pernas e coxas desapareceram.

A deusa, entretanto, seguiu adiante, sentindo partes do seu corpo derretendo-se, até ficar apenas com o rosto do lado de fora.

Uma estrela que observava tudo falou:

- Linda deusa, você vai desaparecer por completo. Daqui a pouco você não mais existirá.

A água do mar desfazia o rosto da deusa, mas ela respondeu fazendo um esforço:

- Continuarei existindo, porque agora eu sou o mar também.

Para conhecer e experimentar é preciso permitir-se, ir em frente. Quando isto acontece, a mudança se dá, mudamos.

A deusa mudou transformando-se em mar e fazendo parte dele, passou a ser o mar que ela tanto admirava da praia.

O mar por sua vez, também se transformou, porque foi salgado pela deusa. Ambos experimentaram a mudança: a deusa e o mar.


Desconheço o autor

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Florianópolis (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira para as crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não porque temos...

Desconheço o autor

Era uma vez, um lindo aquário, enorme, onde havia muitos peixes de vários tipos e tamanhos.

Na parte de cima do aquário estavam os peixes maiores, pois quando a comida caía na água eram os primeiros a comer. Então os peixes de cima estavam sempre satisfeitos, nunca lhes faltava comida.

Na parte intermediária estavam os peixes de porte médio, havia para eles muita comida ainda, que os grandes peixes da parte de cima não comiam, mas não tinha tanta comida assim para que pudessem ficar grandes.

Na parte de baixo estavam os pequenos peixes. A comida que eles tinham para comer mal dava para deixá-los vivos, pois era a sobra dos peixes de cima.

No meio desse ambiente nasceu um pequeno peixe. Ele não se conformava com aquela situação, e começou a nadar pelo aquário, foi quando encontrou um pequeno buraco e ficou pensando onde aquele buraco iria levá-lo. Tinha uma grande esperança de mudar aquele quadro onde nasceu. O pequeno peixe então resolveu passar pelo buraco e ver onde ia parar.

Encontrou um fio de água que o levou para um ralo, do ralo caiu em um encanamento, e foi parar em um rio. Observou aquele lugar e viu que era maravilhoso, não faltava comida, tinha espaço suficiente para nadar e ir onde quisesse. Mas o pequeno peixe pensou em seus amigos do aquário e resolveu voltar para falar a respeito do lugar maravilhoso que encontrou.

Voltou ao aquário e começou a falar com todos sobre o lugar maravilhoso que havia encontrado. Todos os peixes ficaram curiosos e questionaram o que deveriam fazer para chegar a esse local. Foi quando o peixinho falou:

Os peixes grandes da parte de cima, deverão mudar de lugar, terão que vir para a parte de baixo, para perder peso e assim poder passar pelo pequeno buraco. Os peixes da região intermediária, deverão se alimentar menos, para perder um pouco de peso também. E os peixes de baixo, deverão se alimentar um pouco mais para obter forças para seguir viagem.

A confusão dentro do aquário começou, muita discussão, muita discórdia, e começaram a se revoltar contra o pequeno peixe. Depois de muita briga os peixes tomaram uma decisão, resolveram matar o peixinho que havia causado tanto transtorno àquele lugar.

Conclusão: Quantos de nós não" matamos" todos os dias as ideias, os conselhos, as opiniões, apenas porque não queremos mudar a forma com que estamos acostumados a viver e a agir? Até quando nossas resistências irão nos impedir de conhecer as coisas maravilhosas que estão apenas à espera de um pouco de humildade? Pense no quanto você tem sido resistente com a sua vida...

Autor desconhecido

Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga.
Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.
Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa. A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha.
Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.” Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.”
Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços.
Elas pareciam alegres na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.
Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das
tarefas ou dificuldades?
Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la.
Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor: Que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia.
Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas.
Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais.
Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.
Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.
A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.
Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada. Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela.
Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente.

Ninon Rose Hawryliszyn e Silva

Armazenar rancores; dissabores; desilusões; decepções; tristezas; raiva e dores, é tornar-se um corpo e mente fértil para gerar o pior ácido que alguém pode ter em seu interior, um ácido que corroí nossas entranhas; nossos sentimentos mais profundos; nossa esperança e nossos sonhos. Um ácido terrível que faz muita gente envelhecer diante do espelho e adoecer de maneira gradual. Um ácido que tira o brilho destinado aos nossos olhos e nos deixa sem opção de encontrar uma cura, mas ela existe.
Este ácido chama-se: não saber perdoar. Mais que uma questão humana ou espiritual, o perdão é uma questão de inteligência, pois quem sofre com ele não é a pessoa que você não quer perdoar, é Você. É somente em Você que este ácido vai atuar tirando o sossego de sua alma e de seu coração. A pessoa que você não perdoa, certamente não está nem ai com você.
O Perdão é uma maneira de não nos afastarmos das coisas boas que geramos em nosso corpo, nossa mente e nosso espírito, quem não perdoa mais que estar promovendo para si um verdadeiro tratamento de choque, está sendo vitima de burrice. Perdoar é ser inteligente, pois a pessoa está evitando ter ao seu lado um sentimento singular com raízes apenas nela mesma, capaz de causar um sofrimento invisível aos olhos, mas real ao seu coração.
- O que você ganha para sua vida por não perdoar uma determina pessoa ?
Não arraste correntes e bolas de ferro pela sua existência, é assim que vivem as pessoas que não sabem perdoar. O Perdão libera os sentimentos rasteiros de seu coração e de sua mente, permitindo-lhe ser exatamente como deveria ser, uma pessoa livre, sábia e pronta para ser feliz.
- Entre a infelicidade que a falta de perdão gera em você e a felicidade que o perdão pode gerar em você, qual você escolhe ?


Desconheço o autor

“Todas as nossas misérias e sofrimentos não são nada mais do que apego. Toda a nossa ignorância e escuridão é uma estranha combinação de mil e um apegos. Nós estamos apegados a coisas que serão levadas no momento da morte, ou mesmo, talvez, antes. Você pode estar muito apegado a dinheiro, mas você pode ir à bancarrota amanhã. Você pode estar muito apegado a seu poder e posição, mas eles são como bolhas de sabão. Hoje eles estão aqui; amanhã eles não deixarão nem um traço. (…)
Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, nosso dinheiro, nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de sabão; senão, você estará em contínua miséria e agonia. Essas bolhas de sabão não se importam por você estar apegado a elas. Elas continuam estourando e desaparecendo no ar e deixando-o para trás com o coração ferido, com um fracasso, com uma profunda destruição de seu ego. Elas o deixam triste, amargo, irritado, frustrado. Elas transformam sua vida num inferno.
Compreender que a vida é feita da mesma matéria que os sonhos é a essência do caminho. Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de você. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo.
Não se agarre a nada. Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes.
Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você. A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar – nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia.
Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, você se encontra sereno, calmo e tranqüilo, numa alegria sutil. Haverá um riso no seu ser. (…)
Se você se tornar desapegado, você será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E você rirá de si mesmo, porque você também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho.”

Desconheço o autor

Quantas vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças, esquecendo-nos do quanto isso nos machucou na nossa infância?
Quantas vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes sem lembrarmos do que sofremos quando nos exigiram isso?
Quantas vezes nos queixamos dos colegas de trabalho e não nos perguntamos se eles também têm queixas sobre nós?
Quantas vezes nos irritamos com os outros nas ruas sem perceber que nossa irritação também causa mal a eles?
Quantas vezes queremos implantar paz na família expressando-nos aos berros?
Quantas vezes esperamos dos nossos parceiros o que não estamos dispostos a dar-lhes?
Quantas vezes esperamos dos nossos filhos o que não demos aos nossos pais?
Quantas vezes esperamos dos nossos pais o que não demos aos nossos filhos?
Quantas vezes somos impacientes com idosos esquecendo que a velhice pode chegar para todos?
Quantas vezes repelimos animais e nos comportamos como seres irracionais?
Quantas vezes pedimos aos amigos coisas que não gostaríamos que eles nos pedissem?
Passamos a maior parte da vida deixando a vida passar sem senti-la no coração, fingindo que sabemos que nela está Deus esperando por nossa compreensão.
Qual será o final disso?

Silvia Schmidt

Muita gente reclama que os amigos ou um amor que tem, está diferente, que está meio distante e que não aparece mais.
Em muitos casos somos nós mesmos que causamos esse afastamento e o distanciamento de amigos, amores e tantos outros de nossa vida.
Não marcamos presença, não os procuramos, não nos fazemos notar e deixamos as coisas caírem no esquecimento, na rotina, assim como: “se não me procuram, também irei fazer o mesmo”; não paramos para pensar que a outra pessoa pode estar pensando e agindo da mesma maneira.
E ai por um capricho ou por questão de revanchismo, perdemos uma grande amizade ou um grande amor.
Não custa nada pegar um telefone ou mesmo ligar o computador e mandar um email dizendo: “Oi! Estou aqui e não te esqueci.”
É tão simples e fácil, mas algumas pessoas por orgulho acham que estarão se humilhando, e por esse gesto põem tanta coisa a perder.
Nunca se esqueça que a outra parte é um ser humano como você, que também tem emoções, anseios e sofre da mesma maneira e pode estar esperando o mesmo de você.
Se depois de você tentar fazer com que essa pessoa não te esqueça, as coisas continuarem na mesma situação, está na hora de você rever essa amizade ou esse amor.
Pelo menos você tentou e não permanecerá com a dúvida.
Não se faça esquecer! Procure aquele(a) amigo(a) que a tempos você não vê, ou que por mágoa deixou de lado. Ligue para seu amor, escreva uma carta ou um email, telefone... É tão simples, tão fácil e não vai doer nada.

José Carlos Santtana Cardoso

Você já parou para pensar quem são seus Anjos do Destino?
Os Anjos do Destino são pessoas que provocam uma ação de mudança em nossas vidas.
Talvez você pense em todas as pessoas que lhe fazem bem: seus pais, filhos, esposo(a) amigos(as).
Você já parou para pensar naquela professora que pegou você colando na prova bimestral? Além do zero que ela lhe deu, você passou o maior vexame perante os colegas. Desse dia em diante você fez uma promessa a si mesmo: nunca mais iria colar. Hoje você é um profissional de sucesso por essa decisão.
Lembra aquela namorada(o) que se encontrou com um ex- paquera e fez você sentir forte crise de ciúmes e romper o namoro? Nunca mais se encontraram novamente e esse ex-paquera provocou uma ação em sua vida. Hoje talvez você não tivesse os mesmos filhos, a mesma esposa(o) ou, por causa disso, nem se casou. Esse anjo do destino mudou sua vida e você seguiu o caminho que estava traçado para você.
Talvez você não queira aceitar, mas aquele colega de trabalho que o apunhalou pelas costas e entregou sua cabeça servida em uma bandeja ao chefe, também mudou sua vida. Você perdeu o emprego, ficou meses sem trabalho, fez cursos novos e aperfeiçoou seu saber. Hoje, em outro trabalho, conseguiu o sucesso e prestígio que nunca teria naquele emprego.
Na hora de sair, você se atrasou para pegar o avião, porque chegou um cliente inesperado que o fez perder o seu vôo. Horas depois, recebe a notícia: os passageiros “daquele avião” não sobreviveram ao trágico acidente. Aí você agradece o “mala”que salvou a sua vida. O Anjo de seu destino foi enviado a você na hora exata.
Muitas vezes, nossos Anjos do Destino são obrigados a nos dar um remédio ruim, mas que tem o poder de nos curar pelo resto de nossas vidas e nos colocar no rumo certo.
Percebe agora quem são os seus Anjos do Destino? São pessoas que, por alguma razão, entram em nossa vida e provocam em nós uma mudança que alterará o resto de nossos dias.
Nada acontece por acaso. Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe!

Desconheço o autor

Todas as vitórias que alcançamos nascem do desejo do nosso coração. Mesmo os sonhos que vivemos, indevidamente, para os outros e sua felicidade, são anseios para satisfazer nosso eu. Até o amor que sela e prende o outro a nós, como se essa pessoa fosse a coisa mais importante do mundo, é a busca da nossa própria satisfação. Se assim não fosse, a libertaríamos dos laços que a prendem e sua felicidade seria nossa felicidade.
Portanto, falta-nos a consciência da nossa própria importância. Depositamos nas pessoas e bens a chave da nossa felicidade, agimos e reagimos segundo reações alheias. Olhamos o mundo como simples espectadores e navegamos nas emoções que nos proporcionam.
Deus não nos fez para sermos egoístas, mas não nos fez também para estarmos em segundo plano. Somos pessoas únicas e importantes e cada batida do nosso coração conta aos olhos dEle.
Podemos tentar fugir da solidão, mas jamais devemos tentar fugir dos momentos de estar só. São nesses momentos preciosos que aprendemos a nos conhecer, que crescemos espiritualmente, que reforçamos o vínculo que nos liga a Deus.
Tenho aprendido a tolerância e paciência para com meus semelhantes e colho frutos desse aprendizado. O que não aprendi ainda é a tolerância comigo mesma, por isso fico às vezes, sem escrever, não me sinto satisfeita com o que faço. Portanto, eu não deveria julgar e deixar fluir aos outros o que eu puder oferecer.
Todos os textos que escrevi até esse momento foram resultado de momentos em que estive comigo mesma, onde pude ouvir minha voz e compreender a voz de Deus. Esses momentos de “solidão necessária” são preciosos e penso que todos deveriam experimentar.

Letícia Thompson

Há 500 mil anos, a cada nova manhã nossos ancestrais deixavam suas cavernas e saíam pelo mundo à procura de alimento.
Ao fim de mais um dia de luta e labuta, retornavam felizes para suas cavernas, com a missão cumprida de prover o sustento de seus pares e seus rebentos.
E assim levavam as suas vidas, até o dia em que alguma doença ou acidente ou a velhice lhes apontasse o fim da estrada terrena.
Nossos antepassados ainda não conheciam a arte da palavra, e lhes faltavam todas as inutilidades que hoje julgamos tão necessárias,.mas algo nos diz que eles, vivendo segundo as leis da Natureza, eram felizes com o que possuíam.
500 mil anos se passaram desde o tempo dos homens das cavernas.
E de um modo similar aos tempos de outrora, hoje a cada manhã os homens deixam suas “cavernas” a fim de garantir o sustento de seus lares e seus rebentos.
Talvez a maior mudança seja o fato de que hoje geralmente ambos, homens e mulheres, deixam a “caverna” a fim de garantir a subsistência da família.
É uma prática comum nos tempos presentes ver casais que passam o dia todo, todos os dias, fora de casa.
Em tempos de consumismo desesperado, ninguém está satisfeito com o que tem. A regra é querer sempre mais e mais e mais...
Mas se ambos, pai e mãe, passam os dias sobretarefados com mil afazeres, como fica a educação das crianças pequeninas?
Um dia ainda haveremos de compreender que a televisão e a internet são péssimas companhias para crianças pequenas, que estão começando sua jornada pelo mundo.
Datam de 500 mil anos os primeiros vestígios da utilização do fogo pelo homem.
O fogo se tornou, nas mãos humanas, o primeiro meio para modificar o mundo, sendo a primeira forma de energia que conseguimos dominar.
Um trovão, um vulcão ou qualquer feliz acaso levou nossos antepassados a conhecer o fogo, um precioso recurso contra o rigor do inverno.
Quantos séculos talvez se escoaram antes que os homens chegassem a poder ver outro fogo além do fogo do céu?
Quantas vezes não o deixaram apagar antes de ter adquirido a arte de reproduzi-lo?
Quantas vezes, em meio à noite escura, não se deixaram maravilhar pelas cores, pelas sombras, e pelo crispar da lenha?
Nos tempos presentes, quem é que ainda se maravilha diante da beleza do fogo?
Tristes tempos os nossos, tão pobres de encanto e deslumbramento...
É doloroso constatar o quão pouco evoluímos de fato desde o tempo em que habitávamos as cavernas, há 500 mil anos.
São tempos duros os nossos, nos quais de um lado vemos a corrosão das crenças, e do outro a manipulação do imaginário como arma de exploração pelas leis do mercado.
Há quem diga que precisamos mergulhar profundo na desilusão para podermos assumir o enfrentamento espiritual necessário para regenerar o ser humano e o mundo.
Mergulhar sob a superfície dos dias e das horas, para tentar sondar a Essência que se oculta, e que não se revela aos sentidos.
Buscar a espiritualidade pura e primordial que, sob o verniz da realidade, se esconde.
Esta existência terrena é apenas uma etapa de uma caminhada infinita.
Ter ouvidos para o Silêncio do Transcendente, capaz de transformar os corações e de mover o mundo.
A força de um pássaro, a leveza de uma flor. E o céu que nos evoca a sermos o melhor que podemos.
Um minuto, uma gota, uma nota, um instante...
“Um outro mundo é possível.”
Felizes os que se empenham por transformá-lo.

Desconheço o autor

Havia uma flor à beira de um rio que se apaixonou pelo mar.
Talvez por ouvir o sussurro das águas do rio, que corriam ansiosas para desembocarem na sua imensidão, passou a amar profundamente aquele ser conhecido apenas pelo ouvir falar do vento e dos pássaros.
Apaixonou-se por alguém que nunca viu, mas sempre quis estar junto; de longe ouvia o canto ritmado das ondas e imaginava-se naqueles braços, numa dança contínua da qual só os que têm em si muito amor sabem o ir e vir.
Sonhava com o dia em que pudesse estar envolvida por aquele tão admirado e imenso ser.
E sentiria suas pétalas acarinhadas por alguém que, certamente, lhe saberia a alma de flor delicada.
Tanto sonhou e pediu que, um pássaro sensibilizado, mesmo avisando-lhe do risco que corria, atendeu seu pedido de cortar-lhe a haste.
Seguindo o rio e deixando-se levar pela correnteza, iria ao encontro de seu querido e a ele juntar-se-ia para sempre.
Caindo no rio, sentiu de imediato seu corpo gelar naquelas águas rudes e fortes que a arrastavam rapidamente.
A princípio, gostou daquela velocidade com que ia ao seu destino.
Depois sentiu a primeira mordida de um peixe que lhe amputou parte de uma pétala; começou, então, seu caminho de sofrimento.
Troncos no meio do caminho insistiam em lhe obstruir a passagem e, cega, sendo levada pela força da água, batia contra pedras que iam lhe dilacerando e tirando sua beleza de flor.
Enormes cachoeiras traziam quedas violentas. Medo vencido por uma determinação de quem sabe o que quer.
Mesmo quase desmaiada e toda machucada, levava consigo o alento de ir encontrar com seu amor.
Todas as dores do mundo não se comparavam à felicidade de realizar o seu sonho.
Tudo vale a pena quando se ama.
Até que, muitos dias depois, totalmente deformada e quase inconsciente, viu chegado o momento com o qual sonhou.
As águas do rio encontravam-se com o mar com tanto ímpeto que, no encontro, foi arremessada para cima.
Naquele exato instante, olhou para o céu e agradeceu a Deus por haver chegado a quem tanto amou.
E seus pedaços boiaram inertes sobre aquelas águas que, minutos depois, sequer lembrariam daquela pequenina criatura – um dia tão linda – Flor.
Poucos, além dos pássaros e do vento, souberam da flor, mas ela realizou seu sonho. Conheceu o mar!
Na vida, não podemos reclamar dos caminhos que escolhemos.
Qualquer caminho é uma opção nossa.
Até morrer de amor.
Pensando nisso, entre duas lágrimas com gosto de sal e o esboço de um sorriso irônico, de repente, me dei conta de uma coisa: Eu conheci o mar!

Paulo Moreira

Nesta época, gosto de tratar da vida. Dou a roupa que não uso mais. Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas. Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".
Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída. Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Frequentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.
Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar. Deixa de brincadeira, ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!
Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.
Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!
Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí. Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?
É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.

Walcyr Carrasco

Na sala de reunião de uma multinacional, o diretor, nervoso, fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
-Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Etc?…
O rapaz fez uma pausa e continuou:
-Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
-Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
-Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou à sua a volta e reparou que o Diretor olhava para baixo, pensativo.
E voltou a dizer nesses termos:
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas, nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes, nem subordinados… Apenas peças… E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões que 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM… Pois nosso Zaca é insubstituível.” – concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:
PORTANTO, NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA, NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É… E OUTRAS… QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO… COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO…".

Desconheço o autor

Relações humanas é um assunto atual. Nunca se falou tanto, nunca se debateu tanto e nunca, provavelmente, as pessoas estiveram tão perdidas nesse mesmo assunto, onde cada qual busca a satisfação e engrandecimento pessoal em desfavor do que está ao seu lado.
As pessoas querem crescer, evoluir, provar a si e aos outros que podem, que são, que chegarão a algum lugar e para muitos, pouco importa o preço.
Todos querem construir... mas esquecem-se que nada se constrói sozinho e que o fator não só é importante, mas é essencial na fundação de qualquer obra.
A distância física, intelectual ou financeira não separa tanto as pessoas quanto as barreiras emocionais, essas mesmas que fazem com que as pessoas sintam-se gigantes ou minúsculas.
Nas empresas, a pirâmide serve não só para mostrar quem está em nível mais elevado, mas sobretudo, os que estão nas mais baixas escalas. Porém quando se trata da parte emocional, não existe pirâmide.
O respeito ao ser humano não depende de grau de inteligência, idade ou diplomas obtidos. Nessa área, todos encontram-se na mesma linha, sempre horizontal.
As empresas, entidades, grupos ou sociedades que compreendem isso, vêem a produtividade aumentar, pois a satisfação gera motivação.
As pessoas que não precisam gastar suas energias com sentimento de desvalorização, ocupam essas mesmas energias para o progresso.
Todo mundo ganha com isso.
As pessoas grandes abrem-se e não têm medo de perder, porque dar de si é também estar aberto a receber.
É importante sentir-se bem em qualquer ambiente.
É importante sentir-se gente, ser outra coisa além de uma profissão, uma máquina que gera lucro.
É importante cuidar das pessoas com mais carinho do que se cuida de objetos.
É muito importante, para um mundo mais humano, ser mais humano nas relações.

Letícia Thompson

AGRADEÇO por tudo que ela nos dá em abundancia. Saúde, felicidade , prosperidade.
AGRADEÇO pelas duras lições que me ensinaram a conhecer-me melhor e conhecer melhor aos outros.
AGRACEÇO pelos fracassos vividos. Eles me ensinaram a humildade e a obrigação de jamais deitar-me sobre meus lauréis e o quanto é preciso compreender as dificuldades dos outros, oferecendo a ajuda que necessitam naquele momento.
AGRADEÇO por todas as oportunidades que se apresentaram para eu cultivar a paciência, a tolerância, e a esperança.
AGRADEÇO pelas múltiplas descobertas da realidade e da verdade.
AGRADEÇO por todas as oportunidades que aproveitei, as desgraças que evitei, as soluções que encontrei, os talentos que desenvolvi, as vitórias que obtive, os dias maravilhosos que vivi!
AGRADEÇO pelos pais que conheci, os amigos que encontrei, os professores que me ensinaram, os livros que li, as viagens que realizei. As refeições que me deliciaram.
AGRADEÇO pelas paisagens que admirei, o sol que me aqueceu, as flores que contemplei, o ar que respirei.
AGRADEÇO pela consciência cada vez maior de que um SER SUPERIOR vela por mim, apesar dos meus erros. Me protege, apesar das minhas fraquezas; me ama, apesar dos meus defeitos; e me oferece soluções, apesar de minhas obstinações.
AGRADEÇO pela alegria de constatar simplesmente que eu estou ‘VIVO’.

Desconheço o autor

Sei que a minha caminhada tem um destino e uma direção, por isso devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais eu passo...
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...
Toda vida, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie...
É oportuno quem, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem: por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento, que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...
Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, e, assim, não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo...
Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficarão atrás, porque pode vir o dia em que nada terei mais para minha jornada e aqueles, que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada de fato fazer por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo...
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena; quando for noite, porém e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção...
Que eu perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia...
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho, quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção...
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão à beira da estrada, que eu não perturbe a caminhada de ninguém, que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes, é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direção...
Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas, mas que eu não tema os que assaltam e os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e, se eu cair no meio do caminho que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante, que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, me seguir, confiando em mim!

Desconheço o autor

"Imaginem uma grande explosão ao subirmos 920 metros. Imaginem um avião cheio de fumaça. Imaginem um motor fazendo clack, clack, clack, clack, clack, clack, clack.

Parece assustador. Bom, eu estava em um assento especial naquele dia. Meu assento era o 1D. Eu era o único que podia falar com os comissários de bordo.

Então eu logo olhei para eles, e eles disseram, “Está tudo bem. Provavelmente colidimos com um pássaro." O piloto já tinha virado o avião de volta, e não estávamos muito longe. Podíamos ver Manhattan.

Alguns minutos mais tarde, três coisas aconteceram ao mesmo tempo. O piloto alinha o avião com o Rio Hudson. O que não é a rota normal. Ele desliga os motores.

Agora imaginem estar em um avião sem barulho. E então ele diz 3 palavras – as 3 palavras mais impassíveis que já ouvi. Ele diz, “Preparem-se para o impacto.” Não precisei mais falar com a comissária de bordo. Eu podia ver nos olhos dela, era terror. A vida acabou.

Agora eu quero compartilhar com vocês 3 coisas que descobri sobre mim naquele dia.

1) Entendi que tudo muda em um instante. Nós temos esta lista de desejos para antes de morrer, temos estas coisas que queremos fazer na vida, e pensei em todas as pessoas que eu queria entrar em contato, todas as cercas que queria ter consertado, todas as experiências que queria ter e que nunca tive.

Quando eu pensei sobre isso depois, Eu inventei um ditado, que diz, “Coleciono vinhos ruins”. Porque se o vinho está a disposição e a pessoa está ali, eu abrirei. Não quero adiar mais nada na vida. E aquela urgência, aquela intenção, realmente mudou a minha vida.

2) A segunda coisa que aprendi naquele dia – e isto foi enquanto evitávamos a Ponte George Washington, o que não foi por muito – eu pensei, nossa, eu tenho um grande arrependimento. Vivi uma boa vida. Em minha própria condição humana e erros, tentei ficar melhor em tudo que tentei fazer.

Mas em minha condição humana, eu também deixo meu ego controlar. E me arrependi de perder tempo com coisas desnecessárias com pessoas que são importantes para mim. E pensei sobre meu relacionamento com minha mulher, com meus amigos, com as pessoas.

E depois, enquanto refletia sobre isso, eu decidi elminar a energia negativa da minha vida. Não é perfeito, mas está bem melhor. Não tive uma briga com minha mulher há 2 anos. É uma sensação ótima. Já não tento mais estar certo; eu prefiro ser feliz.

3) A terceira coisa que aprendi – e isto é como se fosse seu relógio mental contando “15,14,13”. Dava para ver a água vindo. Eu pensei, “ Por favor, explode.” Eu não quero que essa coisa se parta em 20 pedaços como já viram em documentários. E enquanto estávamos caindo, tive uma sensação de que, nossa, morrer não é assustador. É como se estivéssemos nos preparando para isso durante nossas vidas. Mas era muito triste.

Eu não queria ir; eu amo a minha vida. E aquela tristeza emoldurada em um pensamento, é que eu só desejo uma coisa. Eu apenas desejo ver os meus filhos crescerem. Um mês depois, fui ver minha filha no teatrinho da escola dela – primeira série, sem muito talento artístico... ... ainda. E eu grito, eu choro, como uma criança pequena. E tudo isto fazia sentido para mim.

E entendi naquele momento, que ao ligar esses dois pontos, que a única coisa importante na minha vida é ser um grande pai. Sobretudo, sobretudo, o único objetivo que tenho na vida é ser um bom pai.

Foi-me dado um milagre de presente, de não morrer naquele dia. E ganhei um outro presente, que foi ser capaz de olhar no futuro e voltar e viver uma vida diferente.

Desafio todos vocês que vão voar hoje, a imaginarem a mesma coisa acontecendo com o seu avião – e por favor não – mas imaginem, como vocês mudariam? O que fariam que estão esperando para fazer porque acham que vão ficar aqui para sempre? Como mudariam os seus relacionamentos e as suas energias negativas? E mais que tudo, estão sendo os pais melhores possíveis? "



Quando você estiver triste, com o coração cheio
de mágoas, me procure. Se eu não puder ajudar,
prometo que tomarei um bom porre com você
e xingarei todos que te deixaram assim!
Quando você estiver feliz e quiser comemorar,
me procure. Se eu não puder ser aquela banda
que você deseja que toque, posso fazer muito
barulho, assobiando, gritando, cantando
e batendo as tampas da panela!
Quando você estiver pra baixo, me procure.
Posso não conseguir levantar seu astral,
mas prometo fazer de tudo para que
você não caia ainda mais!

Quando você estiver com medo de alguma coisa,
me procure. Prometo que vou tirar um sarro da
sua cara, vou me virar do avesso de tanto
rir e você vai criar coragem na hora!
Quando você quiser choramingar pelos cantos,
me procure. Prometo contar muitas histórias
horrorosas, uma pior que a outra e você
vai acabar com essas frescurinhas
no mesmo instante!
Quando você estiver com uma confusão muito
grande na sua cabeça, me procure. Prometo
explicar minuciosamente o quanto você
não entende nada vezes nada!
Quando você começar a se irritar, por achar que
tudo que faço, é só para te irritar, me procure.
Então, nessa hora, farei você entender que
eu estou simplesmente querendo roubar
um sorriso seu, apenas porque:
Adoro você!

Mario Roberto Veloso Ribeiro

Quem ama sente ciúmes, muito ou pouco não importa, mas sente sim.
Quem deixou de amar já não se importa e deixa o outro totalmente à vontade, para que ele próprio possa estar também assim.
Quem ama – vez por outra – dá uma patrulhada no território e delimita as suas fronteiras.
Quem deixou de amar já não fiscaliza, é frio, controlado e jamais perde as estribeiras.
Quem ama sempre acha tempo e encontra um jeito para estar com seu amor.
Quem deixou de amar vai postergando sem pressa, deixando que o vento sopre a seu favor.
Quem ama faz perguntas pessoais e usa muito o pronome “nós”.
Quem deixou de amar conversa banalidades e esquece o significado do advérbio “a sós”.
Quem ama quer saber da vida do outro com detalhes e transparência.
Quem deixou de amar se esquiva e não cobra do outro mais nada, nem ao menos coerência.
Quem ama é pródigo em e-mails, telefonemas e com muito carinho dá um jeitinho de marcar presença.
Quem deixou de amar é pródigo em desculpas e pretextos com os quais passa um verniz para disfarçar a indiferença.
Quem ama é naturalmente fiel e está sempre voltado às necessidades do outro ser.
Quem deixou de amar só é fiel a si próprio e ao seu bem-estar e já não percebe os danos que causa, querendo ou sem querer.
Quem ama, mas não pode corresponder por imperativos das circunstâncias, abre o jogo e usa da sinceridade.
Quem deixou de amar não descarta outro do baralho, para o caso de uma eventualidade.
Será que neste momento tu amas ou deixaste de amar?
Se já não amas, com certeza irás te calar ou talvez até dizer: - Face ao exposto, nada tenho a declarar!

Fátima Irene Pinto

”Quantas vezes, por comodismo, perdemos a chance de evoluir porque não encaramos o novo?
"As mudanças são necessárias. Mudar faz bem, porque exige um novo olhar, amplia o campo de visão, estimula a reflexão e, consequentemente, acarreta amadurecimento."
"Interagir com o novo: eis o que deve ser feito.
Aceitar as mudanças é uma prova de inteligência. O homem inteligente é aquele que se adapta a novas situações e com elas se integra."
""...Diante do novo, nem sempre precisamos mudar o caminho; às vezes, só mudamos o jeito de caminhar... “” "Os espíritos medíocres comumente condenam o que está além do seu alcance."

Desconheço o autor

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.
O genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa. Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra. Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro. Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo? De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz. Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

Autoria: Victor Hugo

Este livro conta a história de uma gaivota que não se conforma em passar a vida em busca de alimento, disputando um peixe com o resto do bando...
Fernão quer mais, quer alçar largos vôos, aprender, evoluir...
Sendo assim, passa seus dias e noites tentando, e tentando mais uma vez, até a exaustão, à perfeição do vôo...
Sendo diferente de todos os outros..... “A maior parte das gaivotas não se preocupava em aprender mais do que os simples fatos do vôo – como ir à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar...
– Por que, Fernão, por que? – perguntava-lhe a mãe.
– Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que não come?...
... Eu só quero saber,... é tudo (respondia ele)
... Há tanto que aprender!
... Em vez da monótona labuta de procurar peixes junto dos barcos de pesca, temos uma razão para estarmos vivos!
Podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrar-nos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
Certa vez, as gaivotas reunidas o esperavam, e ele é chamado ao centro, o que poderia significar duas coisas: grande vergonha ou grande honra, e pensava consigo mesmo: “... não quero honras. Só quero partilhar o que descobri, mostrar a todos esses horizontes que estão à nossa frente.
Mas, o Mais Velho, em nome da dignidade e tradição das gaivotas, profere o veredicto: Fernão é expulso, desterrado para uma vida solitária, acusado de ser irresponsável...
Irresponsabilidade? Meus irmãos! Quem é mais responsável do que uma gaivota que descobre e desenvolve um significado, um propósito mais elevado na vida? Passamos mil anos lutando por cabeças de peixe, mas agora temos uma razão para viver, para aprender, para descobrir, para sermos livres!...
Mas seus argumentos não surtiram efeito...
Aprendia cada vez mais... voou através de nevoeiros cerrados e subiu acima deles para céus estonteantes de claridade, enquanto qualquer outra gaivota ficava em terra, conhecendo apenas neblina e chuva...
O que outrora desejara para o bando tinha-o agora só para si. Aprendera a voar e não lamentava o preço que pagara por isso.
Fernão Gaivota descobriu que o tédio, o medo e a ira são as razões por que a vida de uma gaivota é tão curta, e, sem isso a perturbar-lhe o pensamento, viveu de fato uma vida longa e feliz.
Tempos depois ... As duas gaivotas que surgiram junto às suas asas eram puras como a luz das estrelas...
- Muito bem. Quem são vocês?
- Nós somos do seu bando, Fernão. Somos suas irmãs. Viemos para levar você para mais alto, para levá-lo para casa...
E Fernão Capelo Gaivota elevou-se com as duas gaivotas brilhantes como estrelas para desaparecer num céu perfeitamente escuro.
Enquanto se afastava da terra e ultrapassava as nuvens, em formação com as duas gaivotas, notou que o seu próprio corpo se tornava tão brilhante como os delas.
Em realidade, era o mesmo Fernão Capelo Gaivota que sempre vivera por detrás dos olhos dourados. Só a forma exterior se modificara...
... A lembrança da sua vida na terra sumia-se....
Nos dias que se seguiram, Fernão verificou que neste lugar havia tanto para aprender acerca do vôo como houvera na vida que deixara para trás.
Mas com uma diferença. Aqui as gaivotas pensavam como ele.
Para cada uma delas o mais importante na vida era olhar em frente e alcançar a perfeição...
- Onde estão os outros, Henrique? Por que somos tão poucos aqui? No lugar de onde eu vim havia milhares e milhares de gaivotas.
- Eu sei – Henrique abanou a cabeça ...
- A única resposta que encontro, Fernão, é que você é um daqueles pássaros que se encontram num milhão.
Quase todos nós percorremos um longo caminho...
Tem alguma idéia de por quantas vidas tivemos que passar até chegarmos a ter a primeira intuição de que há na vida algo mais do que comer...?
Mil vidas, Fernão, dez mil!
E depois mais cem vidas até começar a aprender que há uma coisa chamada perfeição, e ainda outras cem para nos convencermos de que o nosso objetivo na vida é encontrar essa perfeição... escolhemos o nosso próximo mundo através daquilo que aprendemos neste... de treinar e de lutar por compreender cada vez e melhor o perfeito e invisível princípio de toda a vida...
Vê mais longe a gaivota que voa mais alto.

Autoria: Richard Bach


Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.


Carlos Drummond de Andrade

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