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Atitude é Tudo

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Ame generosamente...
Cuide-se intensamente...
Fale com gentileza...
E, principalmente, não reclame.
Deixe o restante com Deus.

Textos mais lidos


Conta a velha lenda que um rei muito poderoso ao enfrentar um outro rei tão poderoso quanto ele, quase perdeu tudo.

Foram anos de batalhas onde muitos soldados perderam a vida, e muito ouro foi consumido.

A guerra só acabou com a morte do rei inimigo, mas custou muito caro ao vencedor, que sentiu o peso da miséria na sua própria vida.

Foram necessários alguns anos para que o rei conseguisse de novo acumular fortuna, com muito trabalho nos campos e a conquista de outros lugares.

Assim, meditando na sorte e no azar, na riqueza e na pobreza, o rei chamou seus sábios consultores e pediu que eles definissem em uma única frase esses dois momentos tão opostos, e que desse força para que ele superasse a falta de recursos, os problemas e dificuldades, e quando na riqueza não esquecesse dos mais pobres, das dificuldades do povo que ele comandava.

Essa frase vencedora, daria honras e glórias ao seu criador e seria escrita na bandeira daquele reino, e seria inserida no brasão real do rei, por isso os gênios de todos os cantos mandavam sugestões, enviando frases que mais pareciam histórias.

Um dia, o rei em um dos seus passeios pelos arredores do seu reinado teve sede e parou perto de um casebre na estrada e um dos seus soldados bateu palmas.

Um senhor bem sorridente o atendeu e logo trouxe água para o rei em uma caneca simples mas muito limpa, o que impressionou o rei, que também ficou impressionado com a pureza e o frescor da água.

Curioso, o rei desceu e resolveu entrar no casebre e se surpreendeu com a paz do ambiente, com a limpeza e as pequenas flores em cada canto daquele cômodo humilde.

O rei então perguntou ao camponês como ele conseguia ser feliz naquele lugar tão longe de tudo e vivendo em tamanha simplicidade.

O camponês contou que no passado tivera bens e posses, era alfaiate e tinha uma grande freguesia, chegou a ter muito dinheiro, mas perdeu tudo com o ataque de um rei muito poderoso naquela região e ele teve que mendigar pelas ruas para comer.

Andou muito, conheceu muitas vidas e muitas realidades, até encontrar esse lugar que hoje ele chama de "pedacinho do céu", e mostrou ao rei uma tabuleta onde ele mandou gravar a frase da sua vida, para que ele se lembrasse sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na pobreza ou na riqueza que ele podia superar tudo, desde que se lembrasse dessa verdade escrita na tabuleta.

Lá estava a frase que o rei tanto buscava, lá estava escrito em apenas uma linha toda a filosofia que seus sábios não souberam explicar, lá estava escrito: "Tudo passa!"

Desconheço o autor

"Não importa o que você pedir, é apenas uma visão microscópica daquilo que deus deseja lhe dar."

Você já se perguntou por que a estrada tem curvas? Por que é que todas as estradas não são retas? Por que é que as ruas da cidade sobem, descem, e dobram esquinas?

As curvas da estrada nos dão a oportunidade de ir vendo um pouquinho de cada vez. À medida que vamos avançando, ganhando terreno, um pouco mais nos é revelado.

É assim que a vida funciona. Ela vai lhe dando aquilo com que você consegue lidar em pequenas doses, mesmo quando você acha que aguentaria mais.

Isso é o que chamamos de graça de Deus. Onde quer que você se encontre, é exatamente onde precisa estar. Mesmo quando você queria estar em outro lugar, em circunstâncias diferentes, a vida sabe que você provavelmente não conseguiria lidar com a outra situação.

Deepak Chopra escreveu: "Sejam quais forem os relacionamentos que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, eles são os relacionamentos de que você precisava naquele momento."

Quando você estiver preparada para fazer uma coisa nova, de uma maneira nova, você fará, com pessoas novas. Há gente à espera da pessoa na qual você está se transformando. É provável que você ainda não esteja pronto para conhecê-las.

A cada momento específico, cada um de nós está passando pelo processo de ser e de se tornar. Estamos aprendendo o máximo que podemos.

A estrada tem curvas e estamos sendo preparados para lidar com o que nos aguarda a cada curva.

Obrigada , meus Deus, por ter feito as curvas da estrada! Obrigada por nos amar o suficiente para nos dar apenas aquilo com que conseguimos lidar no momento em que acontece! Obrigada, meu Deus, por permitir que o curso do processo da vida seja lento e suave.

"Deus quer o melhor para você e só Deus sabe o que é melhor para você."

(Da autora: Iyanla Vanzant , livro: "Um dia minha alma se abriu por inteiro")

Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.

- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.

O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e,simulando desprezo, lhe disse:

- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.

- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.

O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Empunhou a espada,ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente.

O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.

O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.

O velho sábio continuou em silêncio.

Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.

Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:

- "Aí começa o céu".

Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade. Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.

A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.

É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros.

Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior.

Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância.

Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança.

Quando injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.

Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da fé.

Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero ou pela chave da aceitação.

Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.

A decisão depende sempre de nós mesmos. Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo.

Portanto, criar céus ou infernos, portas lá dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

Sua vontade é soberana.

Sua intimidade é um santuário do qual só você possui a chave.

Preservá-la das investidas das sombras e abri-la para que o sol possa iluminá-la só depende de você.

Pense nisso!


Desconheço o autor



Saudade é reviver cada momento, sentir as mesmas emoções sem cogitar que tudo se passou há tanto tempo.
Saudade é acordar de manhã e ter para o ente amado, o primeiro pensamento e os demais, que vão invadindo a mente pelo resto do dia.

Saudade é envidar todos os esforços para esquecer, sem contudo, perder a mania de retornar os restos tangíveis que permaneceram, com os olhos marejados e descobrir que estes ‘restos tangíveis’ estão vivos e são ainda o nosso maior e melhor legado.

Saudade é ter a impressão de que nada aconteceu, que ele não partiu, não traiu ou morreu e que, a qualquer momento, não importa se daqui ou além, se nesta ou em outra vida, retomaremos o trajeto interrompido pelo veres inesperado e estaremos de novo caminhando lado a lado!

Desconheço o autor


Por onde quer que pisemos, nossos sinais são deixados; com eles caminharemos, porque são nossos legados. Todos deixamos sinais, alguns pouco lembrados; quando estes forem do mal, que sejam logo apagados.

Alguém que deixe sua marca como sendo registrada, por certo não lha desmarca; será sua marca sagrada.

O tempo envia os sinais do próprio tempo chegado; para as comoções gerais, ninguém será vacinado.

Juntemos nossas pegadas àquelas do Bom Pastor, como ovelhas agarradas na Lei Sublime do Amor.

Há um sinal inapagável dEle que aqui transitou; do amigo incomparável, na hora da suprema dor!

O céu se fez borrascoso, foi sinal do injustiçado; o ato foi tão vergonhoso: um Santo crucificado!

Bendito esse Astro Sagrado, que não desdenhou sua cruz; foi mártir, sem ter pecado: Mestre dos mestres – JESUS!

Por onde quer que pisemos, nossos sinais são deixados; com eles caminharemos, porque são nossos legados. Todos deixamos sinais, alguns pouco lembrados; quando estes forem do mal, que sejam logo apagados.

Alguém que deixe sua marca como sendo registrada, por certo não lha desmarca; será sua marca sagrada.

O tempo envia os sinais do próprio tempo chegado; para as comoções gerais, ninguém será vacinado.

Juntemos nossas pegadas àquelas do Bom Pastor, como ovelhas agarradas na Lei Sublime do Amor.

Há um sinal inapagável dEle que aqui transitou; do amigo incomparável, na hora da suprema dor!

O céu se fez borrascoso, foi sinal do injustiçado; o ato foi tão vergonhoso: um Santo crucificado!

Bendito esse Astro Sagrado, que não desdenhou sua cruz; foi mártir, sem ter pecado: Mestre dos mestres – JESUS!

Desconheço o autor

Como saber por onde anda a minha Alma, se estou sempre com pressa e presa a tantos compromissos?

Somos seres que vivemos inebriados pela ação, intoxicados pelo tempo, preenchido em constante atividade, pressão, agitação...

Parar e pensar em Alma???

Tá louco???

Onde poderia me levar momentos de passividade e quietude com tanta coisa que tenho para pensar, fazer, resolver?

Exatamente ao encontro de nossa Alma.

O silêncio depois do barulho, a reflexão depois do movimento, a paz depois da agitação é altamente importante, vital e benéfica.

Quem de nós realiza serenamente a maioria de nossas tarefas?

Estamos fazendo aqui, pensando no que faremos ali, daqui há uma hora, logo mais, o dia seguinte, a semana que vem...

Ufa!!! Quem agüenta?

Oprimidos pela realidade do tempo, não percebemos a vida, por debaixo da vida.

Preocupados em nos servir da autocultura intelectual desprezamos a vida contemplativa e espiritual, como se a primeira nos bastasse.

Sim, é claro que agrada a mentalidade materialista, que ainda vê as experiências espirituais como desperdício de tempo.

Ainda alguns relegam devotos da passividade, ao asilo da esquisitice, do embuste, da insanidade mental.

Pois é exatamente neste asilo da quietude que nos encontramos com a nossa verdadeira face.

Onde somos apresentados ao nosso maior companheiro de jornada. Aquele que nos dá o alimento espiritual, a paz e as respostas às nossas indagações.

PADRE FÁBIO DE MELO TECE COMENTÁRIOS SOBRE CHICO XAVIER

Assisti a entrevista que o Padre Fábio de Melo concedeu à jornalista Marília Gabriela no canal SBT - Sistema Brasileiro de Televisão no último domingo, 20/06/2010.

Entre os inúmeros assuntos abordados, ele narrou um pitoresco fato envolvendo uma fiel que o procurou para falar acerca de um problema grave.

A beata estava preocupada com a repercussão do centenário de nascimento do médium Chico Xavier.

Filmes, reportagens e matérias pertinentes à vida do mineiro de Pedro Leopoldo, na opinião da senhora, exercem perniciosa influência na sociedade.

O padre Fábio de Melo tranqüilizou-a, afirmando:

- Por que levantarmos vozes contra Chico Xavier, uma figura que exemplificou o amor, sensível e que dedicou toda sua vida ao semelhante? Não há razão para isso. Embora eu não seja reencarnacionista, admiro o cidadão Chico Xavier, sua sensibilidade...

Admirável a resposta do padre!

O fato de discordar de Chico torna o seu posicionamento ainda mais notável. Fácil admirar quem compartilha nossos ideais. Difícil, no entanto, olhar com generosidade e valorizar aqueles cujo pensamento diverge do nosso.

Padre Fábio de Melo deixou de lado o rótulo e mergulhou na essência: os exemplos de Chico, um homem Cândido.

A religião que professamos é apenas o rótulo, a essência são nossas atitudes. E negar a grandeza do coração de Chico Xavier é "tapar o sol com a peneira". Aliás, não apenas de Chico, mas de tantos outros missionários da bondade.

Quem em sã consciência pode tecer comentários maldosos do evangélico Martin Luther King ou de Madre Tereza de Calcutá? Impossível, são criaturas que deixaram contribuições marcantes no campo do amor e do idealismo, independentemente de suas religiões.

Não compreendo como há gente que se nega a valorizar as boas atitudes dos outros porque professam a religião A ou B. Trata-se de uma bobagem monumental, parece coisa de criança mimada. Aliás, muitas vezes nem entre confrades existe essa valorização. Uma pena!

Diferente agiu o padre: mesmo discordando dos princípios da crença de nosso Chico ele afirmou admirar o cidadão Chico Xavier. Quebrou o paradigma, olhou além das diferenças e proporcionou singular lição àquela senhora que alimentava deliberadamente o preconceito.

Com sua postura íntegra o Padre Fábio de Melo ganhou um novo admirador. Não poderia, portanto, deixar de registrar a digna atitude do sacerdote a fim de que sigamos seu exemplo de valorizar o trabalho alheio.

A realidade se esquiva em busca de uma simples posse, nas conquistas materiais, no ter, e ter e ter ainda mais, e nos distancia cada vez mais desse encontro profundo da divindade do nosso EU.

Somos pobres peregrinos, desperdiçando nossa preciosa existência nesta vida, perseguindo um poder que os olhos possam contemplar, e não nos damos conta que é através do que não tocamos, nem cheiramos, nem vemos ou ouvimos que se encontra a riqueza que buscamos.

A busca do sagrado, do profundo, do eterno...

No silêncio de nossa Alma, bebemos o elixir da sabedoria e saboreamos o néctar da verdade da vida.

Acalmar o pensamento e tentar superar a tendência excessiva ao materialismo, são passos decisivos na direção de um encontro efetivo com o nosso âmago companheiro... é por aí que anda a nossa Alma!

Silvana Giudice

Era uma tarde quente de verão, e o vendaval agitava a folhagem com violência, anunciando a tempestade que se aproximava rapidamente.

Pelas janelas abertas, um suave perfume enchia a casa. Lá fora, um espetáculo digno de nota acontecia.

Açoitados pelo vento, os pés de manjericão, alfavaca e lavanda dobravam-se e liberavam um delicioso perfume.

Era impressionante notar a maneira como as flores e folhagens respondiam aos golpes violentos do vento.

Os primeiros pingos de chuva enfeitavam as rosas abertas como se fossem diamantes líquidos.

Mas o temporal anunciado logo chegou e as gotas de chuva, agora misturadas com o vento forte, pareciam um bombardeio cruel macerando as suaves pétalas, que respondiam à agressão liberando um perfume inconfundível.

Era incrível aquela lição viva de generosidade e resignação!

Ante a violência do temporal, instintivamente as plantas se dobram para não quebrar. As plantas não pensam, não são seres racionais, mas cumprem, silenciosas e submissas, a tarefa que o Criador lhes confia, apesar das tempestades da vida.

Assim também agem algumas pessoas. São como as flores que mesmo maceradas pela enfermidade cruel, pela rudeza da vida, responde com o perfume do otimismo e da alegria.

Seres racionais que são, sabem que todas as lições que lhes chegam são oportunidades de crescimento e auto-superação.

Isso acontece com uma jovem senhora, agredida por um câncer cruel que tenta lhe roubar o corpo, minando-a aos poucos e insistentemente. Quando soube que teria que fazer quimioterapia novamente, não se desesperou. “Eu venci essa doença uma vez e vou vencê-la de novo.” Falava com fé e disposição na alma.

Trabalha como vendedora e sempre supera as metas estabelecidas pela gerência. A família preocupada com seu estado de saúde, insiste para que ela fique em casa, repousando, mas ela prefere trabalhar.

Quando faz o tratamento quimioterápico, ela passa muito mal. Mas a dor não impede de estar o dia todo com um sorriso nos lábios, distribuindo otimismo entre seus colegas.

Sempre gentil, ela dribla a doença, trabalha, confia, sofre, espera.

Uma pessoa assim é como uma flor que, mesmo açoitada pelos ventos fortes e pela violência da chuva, exala perfume e não deixa de florescer a cada primavera.

Até parece que Deus permite que pessoas assim nasçam na Terra para exemplificar a resignação, a confiança, o otimismo.

Pessoas que não se deixam desanimar, mesmo diante dos quadros mais graves e desesperadores.

O corpo sofre as agressões da doença, não há dúvida. Mas o espírito está intacto, lúcido, ofertando o perfume da gratidão a Deus pela bênção da vida. E vive intensamente.

Enquanto muitas pessoas saudáveis reclamam por coisas mínimas, faltam ao trabalho sem motivos justos, aquela mulher-flor abre suas pétalas de esperança dignificando a oportunidade de crescer que o Criador lhe concede.

Sem dúvida um exemplo incomum.

Em vez de se deixar derrotar pela enfermidade, ela luta com vigor e coragem, e, acima de tudo, com confiança plena em Deus.

Quando em algum momento, sua coragem ameaça vacilar, pensa nas pessoas que sofrem mais que ela e firma o passo outra vez, seguindo em frente.

Imitando as flores que, mesmo tendo suas pétalas rasgadas pelo granizo, não deixam de exalar perfume, também essa moça valente não permite que doença lhe roube a paz de espírito e a imensa vontade de viver.

Pense nisso, e busque viver com otimismo, por mais que a situação esteja difícil.

Desconheço o autor

Uma das mais belas qualidades humanas é a lealdade. Quanta grandeza em saber reconhecer um benefício com gestos de fidelidade.

Mas não é isso o que vemos sempre pelo mundo. Muito pelo contrário.

O mais frequente é encontrarmos por toda parte o desamor como pagamento aqueles que estendem a mão em auxílio ao próximo.

Quantas vezes vemos amizades e famílias desfeitas, boas lembranças esquecidas. Tudo em nome da deslealdade, que nada mais é do que uma forma de ingratidão.

Assim, vale a pena refletirmos sobre a natureza do que é desleal. Quem agiria assim? Quem seria capaz de pagar um benefício com uma traição? E por que razão faria isso?

Vamos responder por partes. Desleal costuma ser a maior parte da humanidade em algum momento da vida.

Dificílimo é encontrar alguém que sempre age corretamente, que pauta seus atos pela extrema correção, em todas as ocasiões.

Por outro lado, as razões que levam à deslealdade são sempre baseadas no egoísmo. O egoísta não se preocupa com o bem-estar do outro. Para ele, seus interesses vêm em primeiro lugar.

Por isso, o egoísta não se envergonha em atraiçoar aquele que lhe estendeu a mão amiga. Movido por interesses financeiros, por orgulho ou vaidade, não hesita em dar as costas para um amigo ou um ser querido.

E o que é alvo de um gesto de deslealdade – o que deve fazer?

Antes de tudo cabe não julgar. O desleal é alguém doente. Não um doente do corpo, mas um doente da alma, a quem nos cabe perdoar.

Perdoar? Sim, perdoar. Costumamos afastar de nosso dia a dia a prática do perdão. Falamos tanto em perdão e enaltecemos seu valor na hora da provação.

Mas basta que alguém nos fira, para imediatamente esquecermos tudo o que costumamos falar sobre a necessidade de perdoar o próximo. É uma conveniência.

Assim, diante da deslealdade, recordemos Jesus, que nos ensina a não resistir ao mal. É o Cristo que nos convida a pagar o mal com o bem, a oferecer a outra face, a perdoar constantemente.

O valor do perdão é maior quanto mais grave é a deslealdade. Quando o desleal é uma alma querida, a quem sempre oferecemos o melhor em termos de amizade.

Uma fórmula preciosa para esses instantes é recorrer à prece. A oração balsamiza a alma, acalma o coração, ilumina os dias. Se o coração do que é agredido está sereno, ele está liberto.

E o outro? Ah, a questão não é mais entre um e outro? A questão é entre Deus e cada um de nós. A questão é entre ele e Deus.

De nossa parte, devemos nos preocupar única e exclusivamente com a nossa consciência perante as Leis Divinas. Se estamos em paz, tudo está bem.

Isto, acredite, é também um exercício de desapego. Não contabilizar benefícios faz parte da essência da verdadeira caridade.

Se fizermos um bem a alguém, devemos fazê-lo por amor a Deus, pelo prazer de ser bom, pela alegria de ver os outros felizes.

Fazer o bem simplesmente, sem esperar recompensa, sem aguardar retribuição. Foi isso o que Jesus nos ensinou.

Desconheço o autor

"Se você sofre, não é porque as coisas são impermanentes. É porque você crê que as coisas são permanentes. Quando uma flor morre, não sofremos muito, porque entendemos que as flores são impermanentes. Mas você não pode aceitar a impermanência de uma pessoa amada, e sofre profundamente quando ela morre. Se você olhar a impermanência em profundidade, fará o melhor que puder para fazer essa pessoa feliz agora. Consciente da impermanência, você se torna positivo, amoroso e sábio. Impermanência é boa notícia. Sem impermanência nada seria possível. Com impermanência toda porta é aberta para a mudança. Em lugar de lastimar, deveríamos dizer: Longa vida para a impermanência. Impermanência é um instrumento para nossa liberação.”

Desconheço o autor

Quando através de um sofrimento conseguimos extrair um aprendizado, podemos dizer que foi proveitoso ter passado por ele.
Choramos quando perdemos alguém tão querido. Choramos pelo vazio que esse alguém deixa quando não está mais presente fisicamente na nossa vida.
Quantas perdas, quantos vazios, quantas lembranças!
Num momento, tudo perde o sentido...
Esvaem-se nossas energias, nossa alegria, nosso sentido de viver...
E nos perguntamos o porquê de tudo, da vida e da morte?
Por mais que saibamos que é assim, que sempre foi e sempre será, toda vez parece uma surpresa que a vida está nos pregando uma peça, surpreendendo-nos com algo novo e desavisado.
Como podemos aceitar algo que nos é tirado de repente?
A vida a todo momento nos mostra o desapego na flor que desabrocha e depois vai perdendo sua beleza, seu vigor e seu perfume, até caírem suas pétalas na terra.
Nas folhas que caem misturam-se à terra transformando-se em adubo para outras plantas e árvores encerrando um ciclo e começando outro, mostrando a todo instante o que já sabemos, que a vida é um ir e vir...
Que estamos aqui de passagem, num aprendizado na ESCOLA DA VIDA e muitas vezes não conseguimos sair do estudo primário...
Tudo nos é dado e tirado.
O que será que temos que aprender?
Aprendizado extraído desse momento de reflexão: viver cada momento o mais consciente possível!
Agradecer cada momento da vida que nos é permitido viver. Valorizar cada coisa que tocamos, que vemos e que sentimos. Fazer de cada dia algo novo e renovador.
Saber que a vida nos empresta os “brinquedos”, não para passarmos o tempo brincando e depois chorando quando eles nos forem retirados, mas para aprendermos com eles, tirando os ensinamentos necessários para passarmos para uma nova fase, a uma outra dimensão de vida.
Prestar a atenção se não estamos sendo levados pela vida igual a uma folha morta levada pela água do rio, encalhando às vezes em qualquer obstáculo que encontrar pela frente.
Nada nos pertence, nada é permanente, a não ser o espírito.
O que fica?
A essência, o que aprendemos e transmitimos como exemplo de aprendizagem.
Procuramos ser verdadeiros canais da presença divina.
Viver a vida é viver o amor, a gratidão e a presença consciente que nos une a Deus.
Que as palavras possam ser sentidas em sua essência e tornarem-se vida por todos nós.

Desconheço o autor

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta joias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior joia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também. Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho. Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for. Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam. Olhe para o lado, alguém precisa de você. Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os. Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também. Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperança, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente! Se estiver tudo certo, continue!
Se sentir saudade, mate-a! Se perder um amor, não se perca! Se achá-lo, segure-o!
Caso sinta-se só, olhe para as estrelas: eu sempre estarei nelas. Não estão ao seu alcance mas estarão eternamente brilhando para você!

Silvana Duboc

Recentemente uma professora, que veio da Polônia para o Brasil ainda muito jovem, proferia uma palestra e, com muita lucidez trazia pontos importantes para reflexão dos ouvintes.
Já vivi o bastante para presenciar três períodos distintos no comportamento das pessoas, dizia ela.
O primeiro momento eu vivi na infância, quando aprendi de meus pais que era preciso ser. Ser honesta, ser educada, ser digna, ser respeitosa, ser amiga, ser leal.
Algumas décadas mais tarde, fui testemunha da fase do ter. Era preciso ter. Ter boa aparência, ter dinheiro, ter status, ter coisas, ter e ter.
Na atualidade, estou presenciando a fase do faz de conta. Hoje, as pessoas fazem de conta e está tudo bem.
Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem, profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita.
Pessoas fazem de conta que são honestas, líderes religiosos fazem de conta que são representantes de Deus, e fiéis fazem de conta que têm fé.
Doentes fazem de conta que têm saúde, criminosos fazem de conta que são dignos e a justição faz de conta que funciona e faz de conta que é imparcial.
Traficantes fazem de conta que são cidadãos de bem e consumidores de drogas fazem de conta que não impulsionam esse nefando mercado do crime.
Pais fazem de conta que não sabem que seus filhos usam drogas, que se prostituem, que estão se matando aos poucos, e os filhos fazem de conta que não sabem que os pais sabem.
Corruptos se fazem passar por idealistas e terroristas fazem de conta que são justiceiros.
E a maioria da população faz de conta que está tudo bem.
Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência.
Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não há como justificar.
Importante salientar, todavia, que essa representação no dia a dia, esse faz de conta, causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento.
A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba em uma frustração sem fim.
Raras pessoas são realmente autênticas. Por isso elas se destacam em seus ambientes. São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer alarde disso.
São profissionais éticos e competentes, amigos leais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinos que ministram.
São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e acima de tudo, fiéis consigo mesmas.
Pessoas realmente autênticas são raras, mas existem. Na maioria das vezes são pessoas felizes.
O médico Dráuzio Varella nos ensina: Se não quiser adoecer, não viva de aparências. Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar ser perfeito, bonzinho etc, está acumulando toneladas de peso, uma estátua de bronze, mas com os pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a nós mesmos. Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, e sim à nossa própria consciência.

Desconheço o autor

Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.

Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

O mestre perguntou:

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceitar, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma... a não ser que você permita!!!

Autor desconhecido

Conta uma lenda que em uma ilha longínqua vivia uma solitária deusa de sal. Ela era apaixonada pelo mar.

Passava dias, noites, horas na praia observando o balanço de suas ondas, sua beleza, seu mistério, sua magnitude. Um desejo enorme começou a apossar-se do seu coração: experimentar toda aquela beleza.

Esse desejo foi aumentando até que um dia a deusa resolveu entrar no mar. Logo que ela colocou os pés no mar, eles sumiram, derreteram-se.

Encantada com ele, ela seguiu em frente e suas pernas e coxas desapareceram.

A deusa, entretanto, seguiu adiante, sentindo partes do seu corpo derretendo-se, até ficar apenas com o rosto do lado de fora.

Uma estrela que observava tudo falou:

- Linda deusa, você vai desaparecer por completo. Daqui a pouco você não mais existirá.

A água do mar desfazia o rosto da deusa, mas ela respondeu fazendo um esforço:

- Continuarei existindo, porque agora eu sou o mar também.

Para conhecer e experimentar é preciso permitir-se, ir em frente. Quando isto acontece, a mudança se dá, mudamos.

A deusa mudou transformando-se em mar e fazendo parte dele, passou a ser o mar que ela tanto admirava da praia.

O mar por sua vez, também se transformou, porque foi salgado pela deusa. Ambos experimentaram a mudança: a deusa e o mar.


Desconheço o autor

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Florianópolis (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira para as crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não porque temos...

Desconheço o autor

Era uma vez, um lindo aquário, enorme, onde havia muitos peixes de vários tipos e tamanhos.

Na parte de cima do aquário estavam os peixes maiores, pois quando a comida caía na água eram os primeiros a comer. Então os peixes de cima estavam sempre satisfeitos, nunca lhes faltava comida.

Na parte intermediária estavam os peixes de porte médio, havia para eles muita comida ainda, que os grandes peixes da parte de cima não comiam, mas não tinha tanta comida assim para que pudessem ficar grandes.

Na parte de baixo estavam os pequenos peixes. A comida que eles tinham para comer mal dava para deixá-los vivos, pois era a sobra dos peixes de cima.

No meio desse ambiente nasceu um pequeno peixe. Ele não se conformava com aquela situação, e começou a nadar pelo aquário, foi quando encontrou um pequeno buraco e ficou pensando onde aquele buraco iria levá-lo. Tinha uma grande esperança de mudar aquele quadro onde nasceu. O pequeno peixe então resolveu passar pelo buraco e ver onde ia parar.

Encontrou um fio de água que o levou para um ralo, do ralo caiu em um encanamento, e foi parar em um rio. Observou aquele lugar e viu que era maravilhoso, não faltava comida, tinha espaço suficiente para nadar e ir onde quisesse. Mas o pequeno peixe pensou em seus amigos do aquário e resolveu voltar para falar a respeito do lugar maravilhoso que encontrou.

Voltou ao aquário e começou a falar com todos sobre o lugar maravilhoso que havia encontrado. Todos os peixes ficaram curiosos e questionaram o que deveriam fazer para chegar a esse local. Foi quando o peixinho falou:

Os peixes grandes da parte de cima, deverão mudar de lugar, terão que vir para a parte de baixo, para perder peso e assim poder passar pelo pequeno buraco. Os peixes da região intermediária, deverão se alimentar menos, para perder um pouco de peso também. E os peixes de baixo, deverão se alimentar um pouco mais para obter forças para seguir viagem.

A confusão dentro do aquário começou, muita discussão, muita discórdia, e começaram a se revoltar contra o pequeno peixe. Depois de muita briga os peixes tomaram uma decisão, resolveram matar o peixinho que havia causado tanto transtorno àquele lugar.

Conclusão: Quantos de nós não" matamos" todos os dias as ideias, os conselhos, as opiniões, apenas porque não queremos mudar a forma com que estamos acostumados a viver e a agir? Até quando nossas resistências irão nos impedir de conhecer as coisas maravilhosas que estão apenas à espera de um pouco de humildade? Pense no quanto você tem sido resistente com a sua vida...

Autor desconhecido

Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga.
Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.
Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa. A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha.
Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.” Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.”
Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços.
Elas pareciam alegres na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.
Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das
tarefas ou dificuldades?
Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la.
Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor: Que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia.
Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas.
Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais.
Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.
Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.
A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.
Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada. Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela.
Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente.

Ninon Rose Hawryliszyn e Silva

Armazenar rancores; dissabores; desilusões; decepções; tristezas; raiva e dores, é tornar-se um corpo e mente fértil para gerar o pior ácido que alguém pode ter em seu interior, um ácido que corroí nossas entranhas; nossos sentimentos mais profundos; nossa esperança e nossos sonhos. Um ácido terrível que faz muita gente envelhecer diante do espelho e adoecer de maneira gradual. Um ácido que tira o brilho destinado aos nossos olhos e nos deixa sem opção de encontrar uma cura, mas ela existe.
Este ácido chama-se: não saber perdoar. Mais que uma questão humana ou espiritual, o perdão é uma questão de inteligência, pois quem sofre com ele não é a pessoa que você não quer perdoar, é Você. É somente em Você que este ácido vai atuar tirando o sossego de sua alma e de seu coração. A pessoa que você não perdoa, certamente não está nem ai com você.
O Perdão é uma maneira de não nos afastarmos das coisas boas que geramos em nosso corpo, nossa mente e nosso espírito, quem não perdoa mais que estar promovendo para si um verdadeiro tratamento de choque, está sendo vitima de burrice. Perdoar é ser inteligente, pois a pessoa está evitando ter ao seu lado um sentimento singular com raízes apenas nela mesma, capaz de causar um sofrimento invisível aos olhos, mas real ao seu coração.
- O que você ganha para sua vida por não perdoar uma determina pessoa ?
Não arraste correntes e bolas de ferro pela sua existência, é assim que vivem as pessoas que não sabem perdoar. O Perdão libera os sentimentos rasteiros de seu coração e de sua mente, permitindo-lhe ser exatamente como deveria ser, uma pessoa livre, sábia e pronta para ser feliz.
- Entre a infelicidade que a falta de perdão gera em você e a felicidade que o perdão pode gerar em você, qual você escolhe ?


Desconheço o autor

“Todas as nossas misérias e sofrimentos não são nada mais do que apego. Toda a nossa ignorância e escuridão é uma estranha combinação de mil e um apegos. Nós estamos apegados a coisas que serão levadas no momento da morte, ou mesmo, talvez, antes. Você pode estar muito apegado a dinheiro, mas você pode ir à bancarrota amanhã. Você pode estar muito apegado a seu poder e posição, mas eles são como bolhas de sabão. Hoje eles estão aqui; amanhã eles não deixarão nem um traço. (…)
Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, nosso dinheiro, nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de sabão; senão, você estará em contínua miséria e agonia. Essas bolhas de sabão não se importam por você estar apegado a elas. Elas continuam estourando e desaparecendo no ar e deixando-o para trás com o coração ferido, com um fracasso, com uma profunda destruição de seu ego. Elas o deixam triste, amargo, irritado, frustrado. Elas transformam sua vida num inferno.
Compreender que a vida é feita da mesma matéria que os sonhos é a essência do caminho. Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de você. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo.
Não se agarre a nada. Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes.
Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você. A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar – nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia.
Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, você se encontra sereno, calmo e tranqüilo, numa alegria sutil. Haverá um riso no seu ser. (…)
Se você se tornar desapegado, você será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E você rirá de si mesmo, porque você também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho.”

Desconheço o autor

Quantas vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças, esquecendo-nos do quanto isso nos machucou na nossa infância?
Quantas vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes sem lembrarmos do que sofremos quando nos exigiram isso?
Quantas vezes nos queixamos dos colegas de trabalho e não nos perguntamos se eles também têm queixas sobre nós?
Quantas vezes nos irritamos com os outros nas ruas sem perceber que nossa irritação também causa mal a eles?
Quantas vezes queremos implantar paz na família expressando-nos aos berros?
Quantas vezes esperamos dos nossos parceiros o que não estamos dispostos a dar-lhes?
Quantas vezes esperamos dos nossos filhos o que não demos aos nossos pais?
Quantas vezes esperamos dos nossos pais o que não demos aos nossos filhos?
Quantas vezes somos impacientes com idosos esquecendo que a velhice pode chegar para todos?
Quantas vezes repelimos animais e nos comportamos como seres irracionais?
Quantas vezes pedimos aos amigos coisas que não gostaríamos que eles nos pedissem?
Passamos a maior parte da vida deixando a vida passar sem senti-la no coração, fingindo que sabemos que nela está Deus esperando por nossa compreensão.
Qual será o final disso?

Silvia Schmidt

Muita gente reclama que os amigos ou um amor que tem, está diferente, que está meio distante e que não aparece mais.
Em muitos casos somos nós mesmos que causamos esse afastamento e o distanciamento de amigos, amores e tantos outros de nossa vida.
Não marcamos presença, não os procuramos, não nos fazemos notar e deixamos as coisas caírem no esquecimento, na rotina, assim como: “se não me procuram, também irei fazer o mesmo”; não paramos para pensar que a outra pessoa pode estar pensando e agindo da mesma maneira.
E ai por um capricho ou por questão de revanchismo, perdemos uma grande amizade ou um grande amor.
Não custa nada pegar um telefone ou mesmo ligar o computador e mandar um email dizendo: “Oi! Estou aqui e não te esqueci.”
É tão simples e fácil, mas algumas pessoas por orgulho acham que estarão se humilhando, e por esse gesto põem tanta coisa a perder.
Nunca se esqueça que a outra parte é um ser humano como você, que também tem emoções, anseios e sofre da mesma maneira e pode estar esperando o mesmo de você.
Se depois de você tentar fazer com que essa pessoa não te esqueça, as coisas continuarem na mesma situação, está na hora de você rever essa amizade ou esse amor.
Pelo menos você tentou e não permanecerá com a dúvida.
Não se faça esquecer! Procure aquele(a) amigo(a) que a tempos você não vê, ou que por mágoa deixou de lado. Ligue para seu amor, escreva uma carta ou um email, telefone... É tão simples, tão fácil e não vai doer nada.

José Carlos Santtana Cardoso

Você já parou para pensar quem são seus Anjos do Destino?
Os Anjos do Destino são pessoas que provocam uma ação de mudança em nossas vidas.
Talvez você pense em todas as pessoas que lhe fazem bem: seus pais, filhos, esposo(a) amigos(as).
Você já parou para pensar naquela professora que pegou você colando na prova bimestral? Além do zero que ela lhe deu, você passou o maior vexame perante os colegas. Desse dia em diante você fez uma promessa a si mesmo: nunca mais iria colar. Hoje você é um profissional de sucesso por essa decisão.
Lembra aquela namorada(o) que se encontrou com um ex- paquera e fez você sentir forte crise de ciúmes e romper o namoro? Nunca mais se encontraram novamente e esse ex-paquera provocou uma ação em sua vida. Hoje talvez você não tivesse os mesmos filhos, a mesma esposa(o) ou, por causa disso, nem se casou. Esse anjo do destino mudou sua vida e você seguiu o caminho que estava traçado para você.
Talvez você não queira aceitar, mas aquele colega de trabalho que o apunhalou pelas costas e entregou sua cabeça servida em uma bandeja ao chefe, também mudou sua vida. Você perdeu o emprego, ficou meses sem trabalho, fez cursos novos e aperfeiçoou seu saber. Hoje, em outro trabalho, conseguiu o sucesso e prestígio que nunca teria naquele emprego.
Na hora de sair, você se atrasou para pegar o avião, porque chegou um cliente inesperado que o fez perder o seu vôo. Horas depois, recebe a notícia: os passageiros “daquele avião” não sobreviveram ao trágico acidente. Aí você agradece o “mala”que salvou a sua vida. O Anjo de seu destino foi enviado a você na hora exata.
Muitas vezes, nossos Anjos do Destino são obrigados a nos dar um remédio ruim, mas que tem o poder de nos curar pelo resto de nossas vidas e nos colocar no rumo certo.
Percebe agora quem são os seus Anjos do Destino? São pessoas que, por alguma razão, entram em nossa vida e provocam em nós uma mudança que alterará o resto de nossos dias.
Nada acontece por acaso. Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe!

Desconheço o autor

Todas as vitórias que alcançamos nascem do desejo do nosso coração. Mesmo os sonhos que vivemos, indevidamente, para os outros e sua felicidade, são anseios para satisfazer nosso eu. Até o amor que sela e prende o outro a nós, como se essa pessoa fosse a coisa mais importante do mundo, é a busca da nossa própria satisfação. Se assim não fosse, a libertaríamos dos laços que a prendem e sua felicidade seria nossa felicidade.
Portanto, falta-nos a consciência da nossa própria importância. Depositamos nas pessoas e bens a chave da nossa felicidade, agimos e reagimos segundo reações alheias. Olhamos o mundo como simples espectadores e navegamos nas emoções que nos proporcionam.
Deus não nos fez para sermos egoístas, mas não nos fez também para estarmos em segundo plano. Somos pessoas únicas e importantes e cada batida do nosso coração conta aos olhos dEle.
Podemos tentar fugir da solidão, mas jamais devemos tentar fugir dos momentos de estar só. São nesses momentos preciosos que aprendemos a nos conhecer, que crescemos espiritualmente, que reforçamos o vínculo que nos liga a Deus.
Tenho aprendido a tolerância e paciência para com meus semelhantes e colho frutos desse aprendizado. O que não aprendi ainda é a tolerância comigo mesma, por isso fico às vezes, sem escrever, não me sinto satisfeita com o que faço. Portanto, eu não deveria julgar e deixar fluir aos outros o que eu puder oferecer.
Todos os textos que escrevi até esse momento foram resultado de momentos em que estive comigo mesma, onde pude ouvir minha voz e compreender a voz de Deus. Esses momentos de “solidão necessária” são preciosos e penso que todos deveriam experimentar.

Letícia Thompson

Há 500 mil anos, a cada nova manhã nossos ancestrais deixavam suas cavernas e saíam pelo mundo à procura de alimento.
Ao fim de mais um dia de luta e labuta, retornavam felizes para suas cavernas, com a missão cumprida de prover o sustento de seus pares e seus rebentos.
E assim levavam as suas vidas, até o dia em que alguma doença ou acidente ou a velhice lhes apontasse o fim da estrada terrena.
Nossos antepassados ainda não conheciam a arte da palavra, e lhes faltavam todas as inutilidades que hoje julgamos tão necessárias,.mas algo nos diz que eles, vivendo segundo as leis da Natureza, eram felizes com o que possuíam.
500 mil anos se passaram desde o tempo dos homens das cavernas.
E de um modo similar aos tempos de outrora, hoje a cada manhã os homens deixam suas “cavernas” a fim de garantir o sustento de seus lares e seus rebentos.
Talvez a maior mudança seja o fato de que hoje geralmente ambos, homens e mulheres, deixam a “caverna” a fim de garantir a subsistência da família.
É uma prática comum nos tempos presentes ver casais que passam o dia todo, todos os dias, fora de casa.
Em tempos de consumismo desesperado, ninguém está satisfeito com o que tem. A regra é querer sempre mais e mais e mais...
Mas se ambos, pai e mãe, passam os dias sobretarefados com mil afazeres, como fica a educação das crianças pequeninas?
Um dia ainda haveremos de compreender que a televisão e a internet são péssimas companhias para crianças pequenas, que estão começando sua jornada pelo mundo.
Datam de 500 mil anos os primeiros vestígios da utilização do fogo pelo homem.
O fogo se tornou, nas mãos humanas, o primeiro meio para modificar o mundo, sendo a primeira forma de energia que conseguimos dominar.
Um trovão, um vulcão ou qualquer feliz acaso levou nossos antepassados a conhecer o fogo, um precioso recurso contra o rigor do inverno.
Quantos séculos talvez se escoaram antes que os homens chegassem a poder ver outro fogo além do fogo do céu?
Quantas vezes não o deixaram apagar antes de ter adquirido a arte de reproduzi-lo?
Quantas vezes, em meio à noite escura, não se deixaram maravilhar pelas cores, pelas sombras, e pelo crispar da lenha?
Nos tempos presentes, quem é que ainda se maravilha diante da beleza do fogo?
Tristes tempos os nossos, tão pobres de encanto e deslumbramento...
É doloroso constatar o quão pouco evoluímos de fato desde o tempo em que habitávamos as cavernas, há 500 mil anos.
São tempos duros os nossos, nos quais de um lado vemos a corrosão das crenças, e do outro a manipulação do imaginário como arma de exploração pelas leis do mercado.
Há quem diga que precisamos mergulhar profundo na desilusão para podermos assumir o enfrentamento espiritual necessário para regenerar o ser humano e o mundo.
Mergulhar sob a superfície dos dias e das horas, para tentar sondar a Essência que se oculta, e que não se revela aos sentidos.
Buscar a espiritualidade pura e primordial que, sob o verniz da realidade, se esconde.
Esta existência terrena é apenas uma etapa de uma caminhada infinita.
Ter ouvidos para o Silêncio do Transcendente, capaz de transformar os corações e de mover o mundo.
A força de um pássaro, a leveza de uma flor. E o céu que nos evoca a sermos o melhor que podemos.
Um minuto, uma gota, uma nota, um instante...
“Um outro mundo é possível.”
Felizes os que se empenham por transformá-lo.

Desconheço o autor

Havia uma flor à beira de um rio que se apaixonou pelo mar.
Talvez por ouvir o sussurro das águas do rio, que corriam ansiosas para desembocarem na sua imensidão, passou a amar profundamente aquele ser conhecido apenas pelo ouvir falar do vento e dos pássaros.
Apaixonou-se por alguém que nunca viu, mas sempre quis estar junto; de longe ouvia o canto ritmado das ondas e imaginava-se naqueles braços, numa dança contínua da qual só os que têm em si muito amor sabem o ir e vir.
Sonhava com o dia em que pudesse estar envolvida por aquele tão admirado e imenso ser.
E sentiria suas pétalas acarinhadas por alguém que, certamente, lhe saberia a alma de flor delicada.
Tanto sonhou e pediu que, um pássaro sensibilizado, mesmo avisando-lhe do risco que corria, atendeu seu pedido de cortar-lhe a haste.
Seguindo o rio e deixando-se levar pela correnteza, iria ao encontro de seu querido e a ele juntar-se-ia para sempre.
Caindo no rio, sentiu de imediato seu corpo gelar naquelas águas rudes e fortes que a arrastavam rapidamente.
A princípio, gostou daquela velocidade com que ia ao seu destino.
Depois sentiu a primeira mordida de um peixe que lhe amputou parte de uma pétala; começou, então, seu caminho de sofrimento.
Troncos no meio do caminho insistiam em lhe obstruir a passagem e, cega, sendo levada pela força da água, batia contra pedras que iam lhe dilacerando e tirando sua beleza de flor.
Enormes cachoeiras traziam quedas violentas. Medo vencido por uma determinação de quem sabe o que quer.
Mesmo quase desmaiada e toda machucada, levava consigo o alento de ir encontrar com seu amor.
Todas as dores do mundo não se comparavam à felicidade de realizar o seu sonho.
Tudo vale a pena quando se ama.
Até que, muitos dias depois, totalmente deformada e quase inconsciente, viu chegado o momento com o qual sonhou.
As águas do rio encontravam-se com o mar com tanto ímpeto que, no encontro, foi arremessada para cima.
Naquele exato instante, olhou para o céu e agradeceu a Deus por haver chegado a quem tanto amou.
E seus pedaços boiaram inertes sobre aquelas águas que, minutos depois, sequer lembrariam daquela pequenina criatura – um dia tão linda – Flor.
Poucos, além dos pássaros e do vento, souberam da flor, mas ela realizou seu sonho. Conheceu o mar!
Na vida, não podemos reclamar dos caminhos que escolhemos.
Qualquer caminho é uma opção nossa.
Até morrer de amor.
Pensando nisso, entre duas lágrimas com gosto de sal e o esboço de um sorriso irônico, de repente, me dei conta de uma coisa: Eu conheci o mar!

Paulo Moreira

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