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Atitude é Tudo

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Ame generosamente...
Cuide-se intensamente...
Fale com gentileza...
E, principalmente, não reclame.
Deixe o restante com Deus.

Textos mais lidos

Quantas vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças, esquecendo-nos do quanto isso nos machucou na nossa infância?
Quantas vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes sem lembrarmos do que sofremos quando nos exigiram isso?
Quantas vezes nos queixamos dos colegas de trabalho e não nos perguntamos se eles também têm queixas sobre nós?
Quantas vezes nos irritamos com os outros nas ruas sem perceber que nossa irritação também causa mal a eles?
Quantas vezes queremos implantar paz na família expressando-nos aos berros?
Quantas vezes esperamos dos nossos parceiros o que não estamos dispostos a dar-lhes?
Quantas vezes esperamos dos nossos filhos o que não demos aos nossos pais?
Quantas vezes esperamos dos nossos pais o que não demos aos nossos filhos?
Quantas vezes somos impacientes com idosos esquecendo que a velhice pode chegar para todos?
Quantas vezes repelimos animais e nos comportamos como seres irracionais?
Quantas vezes pedimos aos amigos coisas que não gostaríamos que eles nos pedissem?
Passamos a maior parte da vida deixando a vida passar sem senti-la no coração, fingindo que sabemos que nela está Deus esperando por nossa compreensão.
Qual será o final disso?

Silvia Schmidt

Muita gente reclama que os amigos ou um amor que tem, está diferente, que está meio distante e que não aparece mais.
Em muitos casos somos nós mesmos que causamos esse afastamento e o distanciamento de amigos, amores e tantos outros de nossa vida.
Não marcamos presença, não os procuramos, não nos fazemos notar e deixamos as coisas caírem no esquecimento, na rotina, assim como: “se não me procuram, também irei fazer o mesmo”; não paramos para pensar que a outra pessoa pode estar pensando e agindo da mesma maneira.
E ai por um capricho ou por questão de revanchismo, perdemos uma grande amizade ou um grande amor.
Não custa nada pegar um telefone ou mesmo ligar o computador e mandar um email dizendo: “Oi! Estou aqui e não te esqueci.”
É tão simples e fácil, mas algumas pessoas por orgulho acham que estarão se humilhando, e por esse gesto põem tanta coisa a perder.
Nunca se esqueça que a outra parte é um ser humano como você, que também tem emoções, anseios e sofre da mesma maneira e pode estar esperando o mesmo de você.
Se depois de você tentar fazer com que essa pessoa não te esqueça, as coisas continuarem na mesma situação, está na hora de você rever essa amizade ou esse amor.
Pelo menos você tentou e não permanecerá com a dúvida.
Não se faça esquecer! Procure aquele(a) amigo(a) que a tempos você não vê, ou que por mágoa deixou de lado. Ligue para seu amor, escreva uma carta ou um email, telefone... É tão simples, tão fácil e não vai doer nada.

José Carlos Santtana Cardoso

Você já parou para pensar quem são seus Anjos do Destino?
Os Anjos do Destino são pessoas que provocam uma ação de mudança em nossas vidas.
Talvez você pense em todas as pessoas que lhe fazem bem: seus pais, filhos, esposo(a) amigos(as).
Você já parou para pensar naquela professora que pegou você colando na prova bimestral? Além do zero que ela lhe deu, você passou o maior vexame perante os colegas. Desse dia em diante você fez uma promessa a si mesmo: nunca mais iria colar. Hoje você é um profissional de sucesso por essa decisão.
Lembra aquela namorada(o) que se encontrou com um ex- paquera e fez você sentir forte crise de ciúmes e romper o namoro? Nunca mais se encontraram novamente e esse ex-paquera provocou uma ação em sua vida. Hoje talvez você não tivesse os mesmos filhos, a mesma esposa(o) ou, por causa disso, nem se casou. Esse anjo do destino mudou sua vida e você seguiu o caminho que estava traçado para você.
Talvez você não queira aceitar, mas aquele colega de trabalho que o apunhalou pelas costas e entregou sua cabeça servida em uma bandeja ao chefe, também mudou sua vida. Você perdeu o emprego, ficou meses sem trabalho, fez cursos novos e aperfeiçoou seu saber. Hoje, em outro trabalho, conseguiu o sucesso e prestígio que nunca teria naquele emprego.
Na hora de sair, você se atrasou para pegar o avião, porque chegou um cliente inesperado que o fez perder o seu vôo. Horas depois, recebe a notícia: os passageiros “daquele avião” não sobreviveram ao trágico acidente. Aí você agradece o “mala”que salvou a sua vida. O Anjo de seu destino foi enviado a você na hora exata.
Muitas vezes, nossos Anjos do Destino são obrigados a nos dar um remédio ruim, mas que tem o poder de nos curar pelo resto de nossas vidas e nos colocar no rumo certo.
Percebe agora quem são os seus Anjos do Destino? São pessoas que, por alguma razão, entram em nossa vida e provocam em nós uma mudança que alterará o resto de nossos dias.
Nada acontece por acaso. Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe!

Desconheço o autor

Todas as vitórias que alcançamos nascem do desejo do nosso coração. Mesmo os sonhos que vivemos, indevidamente, para os outros e sua felicidade, são anseios para satisfazer nosso eu. Até o amor que sela e prende o outro a nós, como se essa pessoa fosse a coisa mais importante do mundo, é a busca da nossa própria satisfação. Se assim não fosse, a libertaríamos dos laços que a prendem e sua felicidade seria nossa felicidade.
Portanto, falta-nos a consciência da nossa própria importância. Depositamos nas pessoas e bens a chave da nossa felicidade, agimos e reagimos segundo reações alheias. Olhamos o mundo como simples espectadores e navegamos nas emoções que nos proporcionam.
Deus não nos fez para sermos egoístas, mas não nos fez também para estarmos em segundo plano. Somos pessoas únicas e importantes e cada batida do nosso coração conta aos olhos dEle.
Podemos tentar fugir da solidão, mas jamais devemos tentar fugir dos momentos de estar só. São nesses momentos preciosos que aprendemos a nos conhecer, que crescemos espiritualmente, que reforçamos o vínculo que nos liga a Deus.
Tenho aprendido a tolerância e paciência para com meus semelhantes e colho frutos desse aprendizado. O que não aprendi ainda é a tolerância comigo mesma, por isso fico às vezes, sem escrever, não me sinto satisfeita com o que faço. Portanto, eu não deveria julgar e deixar fluir aos outros o que eu puder oferecer.
Todos os textos que escrevi até esse momento foram resultado de momentos em que estive comigo mesma, onde pude ouvir minha voz e compreender a voz de Deus. Esses momentos de “solidão necessária” são preciosos e penso que todos deveriam experimentar.

Letícia Thompson

Há 500 mil anos, a cada nova manhã nossos ancestrais deixavam suas cavernas e saíam pelo mundo à procura de alimento.
Ao fim de mais um dia de luta e labuta, retornavam felizes para suas cavernas, com a missão cumprida de prover o sustento de seus pares e seus rebentos.
E assim levavam as suas vidas, até o dia em que alguma doença ou acidente ou a velhice lhes apontasse o fim da estrada terrena.
Nossos antepassados ainda não conheciam a arte da palavra, e lhes faltavam todas as inutilidades que hoje julgamos tão necessárias,.mas algo nos diz que eles, vivendo segundo as leis da Natureza, eram felizes com o que possuíam.
500 mil anos se passaram desde o tempo dos homens das cavernas.
E de um modo similar aos tempos de outrora, hoje a cada manhã os homens deixam suas “cavernas” a fim de garantir o sustento de seus lares e seus rebentos.
Talvez a maior mudança seja o fato de que hoje geralmente ambos, homens e mulheres, deixam a “caverna” a fim de garantir a subsistência da família.
É uma prática comum nos tempos presentes ver casais que passam o dia todo, todos os dias, fora de casa.
Em tempos de consumismo desesperado, ninguém está satisfeito com o que tem. A regra é querer sempre mais e mais e mais...
Mas se ambos, pai e mãe, passam os dias sobretarefados com mil afazeres, como fica a educação das crianças pequeninas?
Um dia ainda haveremos de compreender que a televisão e a internet são péssimas companhias para crianças pequenas, que estão começando sua jornada pelo mundo.
Datam de 500 mil anos os primeiros vestígios da utilização do fogo pelo homem.
O fogo se tornou, nas mãos humanas, o primeiro meio para modificar o mundo, sendo a primeira forma de energia que conseguimos dominar.
Um trovão, um vulcão ou qualquer feliz acaso levou nossos antepassados a conhecer o fogo, um precioso recurso contra o rigor do inverno.
Quantos séculos talvez se escoaram antes que os homens chegassem a poder ver outro fogo além do fogo do céu?
Quantas vezes não o deixaram apagar antes de ter adquirido a arte de reproduzi-lo?
Quantas vezes, em meio à noite escura, não se deixaram maravilhar pelas cores, pelas sombras, e pelo crispar da lenha?
Nos tempos presentes, quem é que ainda se maravilha diante da beleza do fogo?
Tristes tempos os nossos, tão pobres de encanto e deslumbramento...
É doloroso constatar o quão pouco evoluímos de fato desde o tempo em que habitávamos as cavernas, há 500 mil anos.
São tempos duros os nossos, nos quais de um lado vemos a corrosão das crenças, e do outro a manipulação do imaginário como arma de exploração pelas leis do mercado.
Há quem diga que precisamos mergulhar profundo na desilusão para podermos assumir o enfrentamento espiritual necessário para regenerar o ser humano e o mundo.
Mergulhar sob a superfície dos dias e das horas, para tentar sondar a Essência que se oculta, e que não se revela aos sentidos.
Buscar a espiritualidade pura e primordial que, sob o verniz da realidade, se esconde.
Esta existência terrena é apenas uma etapa de uma caminhada infinita.
Ter ouvidos para o Silêncio do Transcendente, capaz de transformar os corações e de mover o mundo.
A força de um pássaro, a leveza de uma flor. E o céu que nos evoca a sermos o melhor que podemos.
Um minuto, uma gota, uma nota, um instante...
“Um outro mundo é possível.”
Felizes os que se empenham por transformá-lo.

Desconheço o autor

Havia uma flor à beira de um rio que se apaixonou pelo mar.
Talvez por ouvir o sussurro das águas do rio, que corriam ansiosas para desembocarem na sua imensidão, passou a amar profundamente aquele ser conhecido apenas pelo ouvir falar do vento e dos pássaros.
Apaixonou-se por alguém que nunca viu, mas sempre quis estar junto; de longe ouvia o canto ritmado das ondas e imaginava-se naqueles braços, numa dança contínua da qual só os que têm em si muito amor sabem o ir e vir.
Sonhava com o dia em que pudesse estar envolvida por aquele tão admirado e imenso ser.
E sentiria suas pétalas acarinhadas por alguém que, certamente, lhe saberia a alma de flor delicada.
Tanto sonhou e pediu que, um pássaro sensibilizado, mesmo avisando-lhe do risco que corria, atendeu seu pedido de cortar-lhe a haste.
Seguindo o rio e deixando-se levar pela correnteza, iria ao encontro de seu querido e a ele juntar-se-ia para sempre.
Caindo no rio, sentiu de imediato seu corpo gelar naquelas águas rudes e fortes que a arrastavam rapidamente.
A princípio, gostou daquela velocidade com que ia ao seu destino.
Depois sentiu a primeira mordida de um peixe que lhe amputou parte de uma pétala; começou, então, seu caminho de sofrimento.
Troncos no meio do caminho insistiam em lhe obstruir a passagem e, cega, sendo levada pela força da água, batia contra pedras que iam lhe dilacerando e tirando sua beleza de flor.
Enormes cachoeiras traziam quedas violentas. Medo vencido por uma determinação de quem sabe o que quer.
Mesmo quase desmaiada e toda machucada, levava consigo o alento de ir encontrar com seu amor.
Todas as dores do mundo não se comparavam à felicidade de realizar o seu sonho.
Tudo vale a pena quando se ama.
Até que, muitos dias depois, totalmente deformada e quase inconsciente, viu chegado o momento com o qual sonhou.
As águas do rio encontravam-se com o mar com tanto ímpeto que, no encontro, foi arremessada para cima.
Naquele exato instante, olhou para o céu e agradeceu a Deus por haver chegado a quem tanto amou.
E seus pedaços boiaram inertes sobre aquelas águas que, minutos depois, sequer lembrariam daquela pequenina criatura – um dia tão linda – Flor.
Poucos, além dos pássaros e do vento, souberam da flor, mas ela realizou seu sonho. Conheceu o mar!
Na vida, não podemos reclamar dos caminhos que escolhemos.
Qualquer caminho é uma opção nossa.
Até morrer de amor.
Pensando nisso, entre duas lágrimas com gosto de sal e o esboço de um sorriso irônico, de repente, me dei conta de uma coisa: Eu conheci o mar!

Paulo Moreira

Nesta época, gosto de tratar da vida. Dou a roupa que não uso mais. Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas. Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".
Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída. Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Frequentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.
Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar. Deixa de brincadeira, ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!
Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.
Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!
Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí. Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?
É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.

Walcyr Carrasco

Na sala de reunião de uma multinacional, o diretor, nervoso, fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
-Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Etc?…
O rapaz fez uma pausa e continuou:
-Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
-Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
-Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou à sua a volta e reparou que o Diretor olhava para baixo, pensativo.
E voltou a dizer nesses termos:
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas, nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes, nem subordinados… Apenas peças… E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões que 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM… Pois nosso Zaca é insubstituível.” – concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:
PORTANTO, NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA, NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É… E OUTRAS… QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO… COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO…".

Desconheço o autor

Relações humanas é um assunto atual. Nunca se falou tanto, nunca se debateu tanto e nunca, provavelmente, as pessoas estiveram tão perdidas nesse mesmo assunto, onde cada qual busca a satisfação e engrandecimento pessoal em desfavor do que está ao seu lado.
As pessoas querem crescer, evoluir, provar a si e aos outros que podem, que são, que chegarão a algum lugar e para muitos, pouco importa o preço.
Todos querem construir... mas esquecem-se que nada se constrói sozinho e que o fator não só é importante, mas é essencial na fundação de qualquer obra.
A distância física, intelectual ou financeira não separa tanto as pessoas quanto as barreiras emocionais, essas mesmas que fazem com que as pessoas sintam-se gigantes ou minúsculas.
Nas empresas, a pirâmide serve não só para mostrar quem está em nível mais elevado, mas sobretudo, os que estão nas mais baixas escalas. Porém quando se trata da parte emocional, não existe pirâmide.
O respeito ao ser humano não depende de grau de inteligência, idade ou diplomas obtidos. Nessa área, todos encontram-se na mesma linha, sempre horizontal.
As empresas, entidades, grupos ou sociedades que compreendem isso, vêem a produtividade aumentar, pois a satisfação gera motivação.
As pessoas que não precisam gastar suas energias com sentimento de desvalorização, ocupam essas mesmas energias para o progresso.
Todo mundo ganha com isso.
As pessoas grandes abrem-se e não têm medo de perder, porque dar de si é também estar aberto a receber.
É importante sentir-se bem em qualquer ambiente.
É importante sentir-se gente, ser outra coisa além de uma profissão, uma máquina que gera lucro.
É importante cuidar das pessoas com mais carinho do que se cuida de objetos.
É muito importante, para um mundo mais humano, ser mais humano nas relações.

Letícia Thompson

AGRADEÇO por tudo que ela nos dá em abundancia. Saúde, felicidade , prosperidade.
AGRADEÇO pelas duras lições que me ensinaram a conhecer-me melhor e conhecer melhor aos outros.
AGRACEÇO pelos fracassos vividos. Eles me ensinaram a humildade e a obrigação de jamais deitar-me sobre meus lauréis e o quanto é preciso compreender as dificuldades dos outros, oferecendo a ajuda que necessitam naquele momento.
AGRADEÇO por todas as oportunidades que se apresentaram para eu cultivar a paciência, a tolerância, e a esperança.
AGRADEÇO pelas múltiplas descobertas da realidade e da verdade.
AGRADEÇO por todas as oportunidades que aproveitei, as desgraças que evitei, as soluções que encontrei, os talentos que desenvolvi, as vitórias que obtive, os dias maravilhosos que vivi!
AGRADEÇO pelos pais que conheci, os amigos que encontrei, os professores que me ensinaram, os livros que li, as viagens que realizei. As refeições que me deliciaram.
AGRADEÇO pelas paisagens que admirei, o sol que me aqueceu, as flores que contemplei, o ar que respirei.
AGRADEÇO pela consciência cada vez maior de que um SER SUPERIOR vela por mim, apesar dos meus erros. Me protege, apesar das minhas fraquezas; me ama, apesar dos meus defeitos; e me oferece soluções, apesar de minhas obstinações.
AGRADEÇO pela alegria de constatar simplesmente que eu estou ‘VIVO’.

Desconheço o autor

Sei que a minha caminhada tem um destino e uma direção, por isso devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais eu passo...
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...
Toda vida, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie...
É oportuno quem, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem: por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento, que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...
Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, e, assim, não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo...
Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficarão atrás, porque pode vir o dia em que nada terei mais para minha jornada e aqueles, que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada de fato fazer por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo...
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena; quando for noite, porém e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção...
Que eu perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia...
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho, quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção...
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão à beira da estrada, que eu não perturbe a caminhada de ninguém, que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes, é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direção...
Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas, mas que eu não tema os que assaltam e os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e, se eu cair no meio do caminho que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante, que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, me seguir, confiando em mim!

Desconheço o autor

"Imaginem uma grande explosão ao subirmos 920 metros. Imaginem um avião cheio de fumaça. Imaginem um motor fazendo clack, clack, clack, clack, clack, clack, clack.

Parece assustador. Bom, eu estava em um assento especial naquele dia. Meu assento era o 1D. Eu era o único que podia falar com os comissários de bordo.

Então eu logo olhei para eles, e eles disseram, “Está tudo bem. Provavelmente colidimos com um pássaro." O piloto já tinha virado o avião de volta, e não estávamos muito longe. Podíamos ver Manhattan.

Alguns minutos mais tarde, três coisas aconteceram ao mesmo tempo. O piloto alinha o avião com o Rio Hudson. O que não é a rota normal. Ele desliga os motores.

Agora imaginem estar em um avião sem barulho. E então ele diz 3 palavras – as 3 palavras mais impassíveis que já ouvi. Ele diz, “Preparem-se para o impacto.” Não precisei mais falar com a comissária de bordo. Eu podia ver nos olhos dela, era terror. A vida acabou.

Agora eu quero compartilhar com vocês 3 coisas que descobri sobre mim naquele dia.

1) Entendi que tudo muda em um instante. Nós temos esta lista de desejos para antes de morrer, temos estas coisas que queremos fazer na vida, e pensei em todas as pessoas que eu queria entrar em contato, todas as cercas que queria ter consertado, todas as experiências que queria ter e que nunca tive.

Quando eu pensei sobre isso depois, Eu inventei um ditado, que diz, “Coleciono vinhos ruins”. Porque se o vinho está a disposição e a pessoa está ali, eu abrirei. Não quero adiar mais nada na vida. E aquela urgência, aquela intenção, realmente mudou a minha vida.

2) A segunda coisa que aprendi naquele dia – e isto foi enquanto evitávamos a Ponte George Washington, o que não foi por muito – eu pensei, nossa, eu tenho um grande arrependimento. Vivi uma boa vida. Em minha própria condição humana e erros, tentei ficar melhor em tudo que tentei fazer.

Mas em minha condição humana, eu também deixo meu ego controlar. E me arrependi de perder tempo com coisas desnecessárias com pessoas que são importantes para mim. E pensei sobre meu relacionamento com minha mulher, com meus amigos, com as pessoas.

E depois, enquanto refletia sobre isso, eu decidi elminar a energia negativa da minha vida. Não é perfeito, mas está bem melhor. Não tive uma briga com minha mulher há 2 anos. É uma sensação ótima. Já não tento mais estar certo; eu prefiro ser feliz.

3) A terceira coisa que aprendi – e isto é como se fosse seu relógio mental contando “15,14,13”. Dava para ver a água vindo. Eu pensei, “ Por favor, explode.” Eu não quero que essa coisa se parta em 20 pedaços como já viram em documentários. E enquanto estávamos caindo, tive uma sensação de que, nossa, morrer não é assustador. É como se estivéssemos nos preparando para isso durante nossas vidas. Mas era muito triste.

Eu não queria ir; eu amo a minha vida. E aquela tristeza emoldurada em um pensamento, é que eu só desejo uma coisa. Eu apenas desejo ver os meus filhos crescerem. Um mês depois, fui ver minha filha no teatrinho da escola dela – primeira série, sem muito talento artístico... ... ainda. E eu grito, eu choro, como uma criança pequena. E tudo isto fazia sentido para mim.

E entendi naquele momento, que ao ligar esses dois pontos, que a única coisa importante na minha vida é ser um grande pai. Sobretudo, sobretudo, o único objetivo que tenho na vida é ser um bom pai.

Foi-me dado um milagre de presente, de não morrer naquele dia. E ganhei um outro presente, que foi ser capaz de olhar no futuro e voltar e viver uma vida diferente.

Desafio todos vocês que vão voar hoje, a imaginarem a mesma coisa acontecendo com o seu avião – e por favor não – mas imaginem, como vocês mudariam? O que fariam que estão esperando para fazer porque acham que vão ficar aqui para sempre? Como mudariam os seus relacionamentos e as suas energias negativas? E mais que tudo, estão sendo os pais melhores possíveis? "



Quando você estiver triste, com o coração cheio
de mágoas, me procure. Se eu não puder ajudar,
prometo que tomarei um bom porre com você
e xingarei todos que te deixaram assim!
Quando você estiver feliz e quiser comemorar,
me procure. Se eu não puder ser aquela banda
que você deseja que toque, posso fazer muito
barulho, assobiando, gritando, cantando
e batendo as tampas da panela!
Quando você estiver pra baixo, me procure.
Posso não conseguir levantar seu astral,
mas prometo fazer de tudo para que
você não caia ainda mais!

Quando você estiver com medo de alguma coisa,
me procure. Prometo que vou tirar um sarro da
sua cara, vou me virar do avesso de tanto
rir e você vai criar coragem na hora!
Quando você quiser choramingar pelos cantos,
me procure. Prometo contar muitas histórias
horrorosas, uma pior que a outra e você
vai acabar com essas frescurinhas
no mesmo instante!
Quando você estiver com uma confusão muito
grande na sua cabeça, me procure. Prometo
explicar minuciosamente o quanto você
não entende nada vezes nada!
Quando você começar a se irritar, por achar que
tudo que faço, é só para te irritar, me procure.
Então, nessa hora, farei você entender que
eu estou simplesmente querendo roubar
um sorriso seu, apenas porque:
Adoro você!

Mario Roberto Veloso Ribeiro

Quem ama sente ciúmes, muito ou pouco não importa, mas sente sim.
Quem deixou de amar já não se importa e deixa o outro totalmente à vontade, para que ele próprio possa estar também assim.
Quem ama – vez por outra – dá uma patrulhada no território e delimita as suas fronteiras.
Quem deixou de amar já não fiscaliza, é frio, controlado e jamais perde as estribeiras.
Quem ama sempre acha tempo e encontra um jeito para estar com seu amor.
Quem deixou de amar vai postergando sem pressa, deixando que o vento sopre a seu favor.
Quem ama faz perguntas pessoais e usa muito o pronome “nós”.
Quem deixou de amar conversa banalidades e esquece o significado do advérbio “a sós”.
Quem ama quer saber da vida do outro com detalhes e transparência.
Quem deixou de amar se esquiva e não cobra do outro mais nada, nem ao menos coerência.
Quem ama é pródigo em e-mails, telefonemas e com muito carinho dá um jeitinho de marcar presença.
Quem deixou de amar é pródigo em desculpas e pretextos com os quais passa um verniz para disfarçar a indiferença.
Quem ama é naturalmente fiel e está sempre voltado às necessidades do outro ser.
Quem deixou de amar só é fiel a si próprio e ao seu bem-estar e já não percebe os danos que causa, querendo ou sem querer.
Quem ama, mas não pode corresponder por imperativos das circunstâncias, abre o jogo e usa da sinceridade.
Quem deixou de amar não descarta outro do baralho, para o caso de uma eventualidade.
Será que neste momento tu amas ou deixaste de amar?
Se já não amas, com certeza irás te calar ou talvez até dizer: - Face ao exposto, nada tenho a declarar!

Fátima Irene Pinto

”Quantas vezes, por comodismo, perdemos a chance de evoluir porque não encaramos o novo?
"As mudanças são necessárias. Mudar faz bem, porque exige um novo olhar, amplia o campo de visão, estimula a reflexão e, consequentemente, acarreta amadurecimento."
"Interagir com o novo: eis o que deve ser feito.
Aceitar as mudanças é uma prova de inteligência. O homem inteligente é aquele que se adapta a novas situações e com elas se integra."
""...Diante do novo, nem sempre precisamos mudar o caminho; às vezes, só mudamos o jeito de caminhar... “” "Os espíritos medíocres comumente condenam o que está além do seu alcance."

Desconheço o autor

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.
O genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa. Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra. Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro. Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo? De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz. Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

Autoria: Victor Hugo

Este livro conta a história de uma gaivota que não se conforma em passar a vida em busca de alimento, disputando um peixe com o resto do bando...
Fernão quer mais, quer alçar largos vôos, aprender, evoluir...
Sendo assim, passa seus dias e noites tentando, e tentando mais uma vez, até a exaustão, à perfeição do vôo...
Sendo diferente de todos os outros..... “A maior parte das gaivotas não se preocupava em aprender mais do que os simples fatos do vôo – como ir à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar...
– Por que, Fernão, por que? – perguntava-lhe a mãe.
– Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que não come?...
... Eu só quero saber,... é tudo (respondia ele)
... Há tanto que aprender!
... Em vez da monótona labuta de procurar peixes junto dos barcos de pesca, temos uma razão para estarmos vivos!
Podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrar-nos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!
Certa vez, as gaivotas reunidas o esperavam, e ele é chamado ao centro, o que poderia significar duas coisas: grande vergonha ou grande honra, e pensava consigo mesmo: “... não quero honras. Só quero partilhar o que descobri, mostrar a todos esses horizontes que estão à nossa frente.
Mas, o Mais Velho, em nome da dignidade e tradição das gaivotas, profere o veredicto: Fernão é expulso, desterrado para uma vida solitária, acusado de ser irresponsável...
Irresponsabilidade? Meus irmãos! Quem é mais responsável do que uma gaivota que descobre e desenvolve um significado, um propósito mais elevado na vida? Passamos mil anos lutando por cabeças de peixe, mas agora temos uma razão para viver, para aprender, para descobrir, para sermos livres!...
Mas seus argumentos não surtiram efeito...
Aprendia cada vez mais... voou através de nevoeiros cerrados e subiu acima deles para céus estonteantes de claridade, enquanto qualquer outra gaivota ficava em terra, conhecendo apenas neblina e chuva...
O que outrora desejara para o bando tinha-o agora só para si. Aprendera a voar e não lamentava o preço que pagara por isso.
Fernão Gaivota descobriu que o tédio, o medo e a ira são as razões por que a vida de uma gaivota é tão curta, e, sem isso a perturbar-lhe o pensamento, viveu de fato uma vida longa e feliz.
Tempos depois ... As duas gaivotas que surgiram junto às suas asas eram puras como a luz das estrelas...
- Muito bem. Quem são vocês?
- Nós somos do seu bando, Fernão. Somos suas irmãs. Viemos para levar você para mais alto, para levá-lo para casa...
E Fernão Capelo Gaivota elevou-se com as duas gaivotas brilhantes como estrelas para desaparecer num céu perfeitamente escuro.
Enquanto se afastava da terra e ultrapassava as nuvens, em formação com as duas gaivotas, notou que o seu próprio corpo se tornava tão brilhante como os delas.
Em realidade, era o mesmo Fernão Capelo Gaivota que sempre vivera por detrás dos olhos dourados. Só a forma exterior se modificara...
... A lembrança da sua vida na terra sumia-se....
Nos dias que se seguiram, Fernão verificou que neste lugar havia tanto para aprender acerca do vôo como houvera na vida que deixara para trás.
Mas com uma diferença. Aqui as gaivotas pensavam como ele.
Para cada uma delas o mais importante na vida era olhar em frente e alcançar a perfeição...
- Onde estão os outros, Henrique? Por que somos tão poucos aqui? No lugar de onde eu vim havia milhares e milhares de gaivotas.
- Eu sei – Henrique abanou a cabeça ...
- A única resposta que encontro, Fernão, é que você é um daqueles pássaros que se encontram num milhão.
Quase todos nós percorremos um longo caminho...
Tem alguma idéia de por quantas vidas tivemos que passar até chegarmos a ter a primeira intuição de que há na vida algo mais do que comer...?
Mil vidas, Fernão, dez mil!
E depois mais cem vidas até começar a aprender que há uma coisa chamada perfeição, e ainda outras cem para nos convencermos de que o nosso objetivo na vida é encontrar essa perfeição... escolhemos o nosso próximo mundo através daquilo que aprendemos neste... de treinar e de lutar por compreender cada vez e melhor o perfeito e invisível princípio de toda a vida...
Vê mais longe a gaivota que voa mais alto.

Autoria: Richard Bach


Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.


Carlos Drummond de Andrade

Viver através dos outros é uma maneira tanto de alcançar o inalcançável quanto de fugir à eventuais conseqüências desse mesmo tipo de viver.
Sonhamos não o sonho dos outros, pois nada mais individual e pessoal que sonhos, mas através do que outros possuem ou aparentam ter.
Vemos a vida como quem assiste uma novela, nos ligamos, nos emocionamos, até sofremos e nos alegramos, mas podemos a qualquer momento desligar a televisão e fazer alguma outra coisa. Nos envolvemos sem estarmos verdadeiramente dentro, estamos sob a chuva cobertos por um guarda-chuva.
Assim também vemos o aperfeiçoamento pessoal. Tão brilhante e aquecedor quanto a luz do sol, a grandeza de certas almas chega até a nós, porém vemos isso como se fôssemos simples expectadores da vida.
É bonito ser bom, é nobre ser humilde e ter em si o dom do perdão, ou pelo menos a vontade maior de se chegar até lá, mas nos sentimos incapazes de atingir tal grandeza, como se o "ser bom" e o "procurar construir um mundo melhor" fosse dado apenas a certos privilegiados dos quais nos excluímos.
Toda caminhada é um trabalho sobre si mesmo. Se a mente não ordena as pernas não andam. Pensar que a vida foi construída apenas para alguns privilegiados e que podemos ficar de fora é negar a nós mesmos a possibilidade de chegar a um cimo. O que é difícil para uns o é para outros, talvez em escalas diferentes, mas difícil ainda assim.
Por que o ser humano recusa-se terminantemente a uma mudança radical, quando essa mudança é para seu próprio bem? Talvez por se sentir incapaz, não merecedor ou simplesmente porque a acomodação exige menos esforço.
Pedras preciosas são, a princípio, grosseiras pedras que podem ser confundidas com quaisquer outras. O polimento requer quebra, corte, mudança e tempo. Entregarmo-nos a esse polimento é recolhermo-nos, abandonarmos as idéias pré-concebidas e abrirmo-nos a algo novo, desconhecido e temível ao mesmo tempo.
Preferimos sim sonhar através dos outros. Vivemos sem vivermos e alcançamos nosso alvo sem chegarmos a lugar nenhum.
Só que o mundo foi feito para todos nós. Ele foi cuidadosa e minuciosamente sonhado e realizado e nós somos as privilegiadas flores que o Senhor plantou. Importa pouco se essa flor nasceu antes ou depois, se é mais viva, maior ou mais resistente, Deus dá a cada um de nós meios de sobrevivência e a oportunidade de crescimento.
Ele nos dá não sonhos longíquos e impossíveis, mas ferramentas e verdadeiras possibilidades. O que vamos fazer de tudo isso depende inteiramente de nós.

© Letícia Thompson

Pais heróis e mães rainhas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Nossos pais envelhecem.
Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, já viram de tudo, e o que não sabem já não importa mais.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estejam no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: "cafona"? "na fossa"? "automóvel"?
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo.
Medo de perdê-los e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, nosso porto seguro, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós e sem aviso...

Desconheço o autor




A química tem dessas coisas
que a gente nunca pode explicar
mas a Chapeuzinho Vermelho
me levou a pensar
"Que olhos grandes você tem..."
Já sabendo ter algo errado
o olhar revela o outro
tem da alma o cadeado


"Que orelhas enormes você tem..."
pois sabia que era ouvida
mas falava com a mesma doçura
que aos outros alegrava a vida

"Que mãos peludas e grandes você tem..."
já antecipando o toque
e o desejo de ser possuída
por tudo que lhe provoque


"Que nariz enorme você tem..."
disse sabendo que era doce o cheiro
que seu corpo exalava no ar
e estremecia o lobo inteiro

"Mas que boca grande você tem..."
Disse a chapeuzinho já preparada
pois ter reconhecido seus sentidos
a deixou mais que encantada.

Chapeuzinho foi um exemplo
da nossa forma de selecionar
quem pensa que não usa os sentidos
está certamente a se enganar...

Raquel Donegá

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça. "Bom", ela disse,"acho que vou trançar meus cabelos hoje". Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça. "Hummm", ela disse, "acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje". Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um único fio de cabelo na cabeça. "Bem", ela disse, "hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo". Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia nenhum fio de cabelo na cabeça. "Yeeesss", ela exclamou, "hoje não tenho que pentear meu cabelo".

Atitude é tudo! Seja mais humano e agradável com as pessoas. Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha. Viva com simplicidade, ame generosamente. Cuide-se intensamente, fale com gentileza e, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelo que você é e por tudo o que tem! Sabemos que é difícil assim agir muitas vezes mas se faz necessário.


Desconheço o autor

QUALQUER SEMELHANÇA COM AS FINANÇAS MUNDIAIS NAO E MERA COINCIDÊNCIA !!!)

Um homem usando gravata chegou certo dia a um vilarejo.
Subiu em um caixote, gritando a quem quisesse ouvir que ele compraria por 100 euros em dinheiro cada asno que lhe oferecessem.
Os camponeses acharam que ele era meio estranho, mas seu preço era muito atraente e aqueles que simpatizaram com ele festejaram juntos naquele dia.

O homem retornou no dia seguinte e desta vez ofereceu 150 euros por cabeça, e boa parte dos moradores locais lhe venderam seus animais.

Nos dias que se seguiram, ele ofereceu 300 euros e aqueles que ainda resistiam venderam os últimos asnos existentes no local.

Constatando que não restava mais nenhum, ele anunciou que voltaria a comprar os asnos agora por 500 euros e deixou a cidade.

No dia seguinte ele deixou seu parceiro responsável pela tropa de jumentos que havia comprado e o enviou de volta à cidade com a ordem de revender os animais por 400 euros por cabeça.
Diante da oportunidade de lucrar 100 euros em apenas uma semana, todos os camponeses recompraram seus asnos por quatro vezes o preço que eles haviam vendido e para fazer isso todos pediram empréstimo ao banco.

Como esperado, os dois homens sumiram, foram passar suas férias em algum paraíso fiscal, e todos na cidade se viram sem seus asnos, sem dinheiro, endividados e arruinados.

Os infelizes tentaram em vão vender seus asnos para pagar suas dividas. A maldição do asno se espalhou .
Os animais foram apreendidos e alugados a seus donos anteriores pelo banco. O banqueiro por sua vez foi chorar junto ao prefeito explicando que se ele não agisse assim, também se arruinaria e teria então que cobrar os prejuízos ao município de todos os empréstimos que fez à comunidade.

Para evitar esse desastre, o Prefeito, ao invés de dar o dinheiro aos moradores locais para que pagassem suas dívidas, entregou-o ao banqueiro, amigo íntimo, primeiro adjunto, e vice-prefeito.
Desta forma, depois que pegou seu dinheiro de volta, o banqueiro nunca mais voltou a falar nada sobre as dívidas dos moradores e nem mencionou que todos estavam próximos da bancarrota.

Vendo que as notas estavam próximas do vencimento e que as taxas de juros estavam subindo, a cidade pediu ajuda aos lugarejos vizinhos, mas esses respondiam que também não podiam ajudar porque já haviam passado pelo mesmo infortúnio.

Seguindo o conselho do banqueiro, todos decidiram cortar gastos: menos dinheiro para escolas, programas sociais, saúde, estradas, polícia municipal ...

Empurraram a idade de aposentadoria para mais tarde, aboliram cargos públicos, baixaram salários e os impostos foram aumentados em paralelo. Disseram que isso era inevitável, mas prometeram moralizar este comércio escandaloso de asnos.

Esta triste história só faz sentido quando se fica sabendo que o banqueiro e os dois bandidos são irmãos e vivem juntos em uma ilha das Bermudas, comprada com o suor de seus rostos.
Eles são chamados de irmãos Marchés.
Muito generosamente, eles prometeram financiar a campanha eleitoral do prefeito em exercício.
Esta história não acabou, porque não se sabe o que fizeram os aldeões.

E você, o que você teria feito ? O que você conta fazer?

Desconheço o autor

Dos meus amores mal-resolvidos guardo boas lembranças e algumas cartas inacabadas. Guardo desenhos confusos e algumas velhas notícias. Guardo também muitas noites mal-dormidas e uma ou outra manhã mal-acordada.

Dos meus amores mal-resolvidos guardo todos os cigarros que eu nunca quis fumar e todas as palavras que preferi não mencionar. Guardo os poemas nublados assim como o céu incompreendido. Guardo também pequenas fobias e grandes oportunidades perdidas.

Dos meus amores mal-resolvidos guardo a melancolia de uma manhã chuvosa de Domingo e a raiva de uma tarde ensolarada de Segunda. Guardo as roupas, os cheiros, os hábitos e um bocado de boas risadas. Mas não quero rir agora.

Dos meus amores mal-resolvidos guardo quase tudo menos mágoas porque sei que são eles que me guardam dia e noite e me aguardam noite e dia como se, um dia ou uma noite qualquer, eu fosse tentar resolvê-los.

Desconheço o autor

Quando resolvi dar um basta na solidão, inscrevi meu nome no “caderno do amor”, e me dei a oportunidade de conhecer alguém.
Libertei-me dos preconceitos, deixei de lado às expectativas, removi todos os projetos e sonhos e deixei o amor me conduzir, só assim pude descobrir você.
Durante muito tempo caminhei seguindo padrões, eu queria encontrar alguém que me completasse, pois na verdade, havia um vazio dentro de mim, por isso nenhum relacionamento dava certo.
Eu queria alguém que fizesse o que eu nunca fiz, me assumisse, me colocasse em uma estrada, cuidasse de mim...
Mas quem pode viver a nossa dor?
Quem pode sentir o nosso desejo mais íntimo?
Quem pode vestir o nosso “sapato” e caminhar por nós?
Quem pode saber o que me angustia, se nem eu mesmo sei?

Foi assim, entre desiludido e perdido, que descobri o quanto eu posso ser feliz, simplesmente vivendo o meu jeito de viver, respeitando o seu jeito de viver, descobrindo os dois lados da história.
E assim, não nos completamos simplesmente nos amamos, somos um reflexo um do outro, ainda que bem diferentes, ainda que côncavo e convexo, direito e esquerdo, verso e reverso...
Mil formas de amar, mas uma única forma de ser feliz: Com respeito, carinho e admiração, esta sim, é a base do amor.

Solidão, nunca mais!

Paulo Roberto Gaefke

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Presente recebido da amiga Simone do blog http://vidadarata.blogspot.com/
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